quinta-feira, 25 de junho de 2009

A ONU e a criminalização das drogas

Aos que não acham a maconha perigosa (geralmente esquerdinhas) talvez só mesmo a voz de outro esquerdista tenha efeito. E quem mais esquerdista, no mundo de hoje, do que a ONU? Liberalização do aborto, mil restrições a qualquer operação militar em países facínoras, diálogo com terroristas, planos de supressão dos direitos humanos (esse assunto merecerá um outro post) fazem desse organismo o mais perigoso grupelho de esquerda em atividade no mundo. Pois não é que essa "bendita" ONU resolveu atacar de frente as... drogas?! Pois é, aos que fazem de tudo para ignorar um fato tão claro, a recomendação médica geral é de que as drogas (maconha inclusa) são perigosas.

A reportagem sobre a recomendação da ONU de que as drogas devem continuar ilegais você pode ler aqui.

O que será que o Carlos Minc, nosso ministro do meio ambiente, que recentemente participou de uma marcha pela liberalização da maconha, teria a dizer sobre essa reiterada recomendação da ONU? Talvez o negócio dele seja mesmo impedir, a qualquer custo, o desenvolvimento econômico do país - razão pela qual o Lula já demonstra estar perdendo a paciência com ele. Não esqueçamos que foi pela mesma razão que a "heroina da selva", Marina Silva, perdeu o ministério. Bem, deixemos os maconheiros pra lá.

O consenso médico é de que as drogas (maconha inclusa) são perigosas para a mente humana. O que mais eu poderia dizer, se essa é a verdade? São muitíssimos os artigos nos sites de psiquiatria que condenam o uso de quaisquer drogas - incluindo aí o álcool. Aos curiosos de plantão, recomendo a visita a esses dois sites:

http://www.abpbrasil.org.br/
http://www.psiqweb.med.br/

Só para não ganhar a fama de preguiçoso, selecionei um artigo de cada um dos sites acima, sobre o tema da dependência das drogas e seus malefícios:

http://www.abpbrasil.org.br/medicos/departamentos/coordenadores/coordenador/noticias/?not=76&dep=62
http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=223

"Ah, mas você está falando de psiquiatria! Todo mundo sabe que eles veem problema em tudo". Quem pensa assim está errado. Não gastarei saliva para me justificar. Fica apenas uma questão: se, porventura, você algum dia precisar de atendimento psiquiátrico irá recusá-lo por opção ideológica? Se a sua resposta for sim, o mundo agradece - um esquerdinha a menos para atormentar.

Só uma correção: a ONU não é para mim referência em nada. Só a cito porque é muito curioso ver um órgão tão declaradamente de esquerda combatendo uma causa tão própria dos revolucionários - a liberalização das drogas. A minha opinião negativa sobre a liberalização delas é, portanto, anterior a leitura dessa recomendação. A simples lógica já indica: se houver um acesso facilitado às drogas elas serão mais consumidas, pois muitas pessoas se abstem de procurá-las devido ao perigo envolvido. Mais drogados na praça significa mais crimes - pois as drogas dão à mente um estado de torpor onde a razão saudável é suprimida. E quanto ao álcool? Deveria ele também ser recriminado?

Nesse caso, creio também que, pela simples lógica, podemos chegar a uma resposta satisfatória: o estado de torpor obtido com o álcool é algo pelo qual as pessoas ativamente procuram, como no caso das drogas ilícitas. A diferença é que o álcool é validado socialmente a milhares de anos. Seu consumo está inserido na dinãmica social. A sua proibição como que ultrapassa certos limites de liberdade. Eu sei que esse argumento parece favorável a liberalização de uma droga - e é mesmo - o álcool não deve ser proibido.

O problema parece ser de heterodoxia e ortodoxia. Os mais ferrenhos opositores ao consumo de psicotrópicos argumentam a favor de toda proibição - os ortodoxos. Aqueles favoráveis a liberação total são os heterodoxos. Assim como na religião, a resposta certa parece estar no meio. As drogas não sacramentadas devem ser probidas para que seu consumo não seja incentivado. A droga liberada, o álcool, deve gozar do privilégio que milênios de utilização lhe garantiu. Quem é que não gosta de uma cervejinha gelada numa tarde quente? Contudo, pelos seus perigos, assim como em relação às outras drogas, deve haver campanhas públicas pelo esclarecimento das consequências de seu consumo excessivo. E talvez seja também o caso de se proibir completamente a sua propaganda.

Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. É típico dos esquerdinhas misturarem tudo num caldeirão infernal para dali concluirem não a verdade dos fatos, mas o que lhes convém. O combate às drogas deve ser mantido. E os malefícios pelo uso excessivo de álcool devem ser divulgados. Por que é que a sobriedade está tão fora de moda? Será que é porque é coisa de gente careta? Entre a opinião do maconheiro da esquina e a do meu avô eu não tenho a menor dúvida sobre a qual escolher. Por que é que há tanta gente com medo de se assumir como de direita? Nós também sabemos nos divertir. Só que com responsabilidade. Deixemos as meretrizes, os drogados, os imorais, os despudorados, os escandalosos, os criminosos, no local ao qual pertecem. Passemos diante deles como naquele antigo ditado - Enquanto os cães ladram, a caravana passa. Deixa latir!

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