Lembrei-me de uma aula de português que tive na Universidade Federal Fluminense onde a professora advogou contra o chamado preconceito línguistico, que é aquele que desvaloriza o modo de falar de uma determinada população. Recentemente ouvi nova explanação contra o mesmo preconceito por uma outra professora de português. Gostei do exemplo que ela deu: no sudeste, quando a pessoa diz a palavra leite, ela termina com um fonema que lembra muito o som tchi, que é muito diverso por exemplo, do modo de falar sulista, que mantém uma firme sonoridade do e ao fim do mesmo termo.
Se na região mais rica do país não há nenhum problema em terminar o vocábulo leite com o som tchi, qual seria o problema dos nordestinos terminarem a palava muito com o som tcho? O rídiculo que muitos paulistas sentem do falar do nordeste é puro preconceito, argumentou a professora. Ela tem razão. Eu também lembrei o caso de que alguns nordestinos costumam dizer despois no lugar de depois e, se essa fosse uma forma incorreta, argumentei eu, por que a encontramos em Os Lusíadas, de Luís de Camões?
Já se diz há muito que o português falado no nordeste é muito similar ao modo medieval português: é como se fosse um "fóssil" linguístico. Desvalorizá-lo por ser diferente é apenas mais uma forma de desqualificar alguém que é visto, por diversos outros motivos, como inferior. A partir daí foi interessante o rumo que a conversa tomou. Esta jovem professora, muito simpática, começou a defender todos os modos de português falado: contanto que não houvesse prejuízo na comunicação, não haveria problema algum neles, disse ela.
Segundo essa professora, a valoração das diversas pronúncias regionais não representa perigo algum à norma culta da língua, aquela que se procura utilizar nos textos escritos. Mas seu discurso foi de tal modo inclusivo que, a certo ponto, eu comecei a ficar desconfiado. Será mesmo que todos os setores da sociedade têm significativas contribuições linguísticas para oferecer? Que dizer, por exemplo, do hip hop, ou do funk? Eu, que já estou curado da doença do politicamente correto, afirmo com todas as letras: funk e congêneres não têm nada a adicionar.
Observei, então, que o completo relaxamento que verificamos hoje naquilo que seria o falar correto e bem-educado, levou à uma desvalorização do saber. Hoje, basta balbuciar qualquer estupidez que o sujeito já tem a mesma relevância linguística de Machado de Assis. O que antes seria considerado uma abominação que precisava ser corrigida, hoje é elogiada como encantadora idiossincrasia. A gente que promove esse elogio da estupidez deve mesmo achar que a ignorância, ao invés de promover a bestialidade, é uma grande mestra!
Não é o caso da professora com quem conversei, que valoriza verdadeiramente a norma culta e sua elegância. Porém, existem alguns ideólogos que, em nome da inclusão, acham por bem canonizar todas as formas de ignorância que encontram pelo caminho. Não é à toda que são vários os casos de alunos que literalmente espancam professores nas escolas públicas. É que antes o prof. estava lá para ensinar. Hoje, por algum sórdido motivo, deve-se considerar os alunos os reais mestres. Mais um item naquela nossa lista de inversões de valores da sociedade contemporânea.
O saber, meus caros, é o mesmo de sempre. O problema é que hoje em dia ele não é mais valorizado. Julga-se que se pode substituí-lo por qualquer grunhido bestial que as elevadas mentes dos excluídos são capazes de proferir como ninguém, como se a pobreza, por si só, elevasse qualquer um à condição de doutor. Visto o sujeito que nos governa, não é de se estranhar que essa seja a nossa atual situação. Vejam bem, Lula, como qualquer outra pessoa, não é burro. Se tivesse estudado seria capaz de aprender física quântica. O erro do politicamente correto está em elevar a ignorância à regra do bom saber.
Isso tudo é sintoma de um movimento muito maior de relaxamento de todos os costumes. Em nome do prazer mais imediato e rasteiro admite-se qualquer coisa. São, como o título do texto diz, abominações que estamos obrigados a aceitar. Ai daquele que ousar questionar o cânon social! Diante de uma moça de família seminua se oferecendo como uma prostituta ao primeiro que passar ao seu lado num minúsculo bikíni somos obrigados a dizer: "Que maravilha!" E ninguém nota como essa "inocente" vestimenta é símbolo de toda uma visão machista retrógrada, que procura fazer da mulher seu objeto de prazer.
É um absurdo que as moças não se deem conta disso: de como o bikíni simboliza o mais vil que se espera delas. Como hoje em dia qualquer desafio à norma vigente é visto com muita má vontade, convém deixar bem claro que eu nada tenho contra o corpo feminino! (Que é, por sinal, maravilhoso.) Mas justamente em nome dessa maravilha que é, da grande dignidade que possui, o corpo da mulher precisa ser valorizado, e não oferecido em uma bandeja para olhares lânguidos e perversos, que simplesmente ignoram a pessoa escondida atrás do pequeno pedaço de pano.
Essa moças acham que se dão o devido respeito quando vestem o bikíni? Não é à toa que aquelas que têm o azar de encontrar o Vesgo e o Sílvio do Pânico na praia estão obrigadas a aceitar qualquer brincadeira suja que eles fizerem: a roupa que trajam não lhes confere dignidade alguma, pelo contrário, desvalorizam-nas ao máximo. É surpreendente o que o ser humano é capaz de fazer quando está desesperado em se sentir aceito pelos outros. Porém, não nos engamenos: em função do mesmo desespero, somos capazes de loucuras muito maiores.
A desorientação que notamos em praticamente todos ao nosso redor não poderia ser diferente. A relativização absurda de todos os padrões morais que guiaram a humanidade (não apenas a civilização ocidental) por vários milênios não poderia ter outro efeito. Da forma como vejo, as pessoas parecem-me como que estonteadas, como se tivessem sido giradas em alta velocidade. É evidente que mal conseguem parar de pé. A regra número 1, portanto, da retomada é parar. Qualquer coisa que se faça num estado de extrema desorientação é equivocada. As pessoas precisam retomar a frieza de raciocínio.
Convenhamos: os frutos do relaxamento completo de costumos é nefasto. O funk carioca é só o elo mais vísivel da cadeia que engloba toda uma complexa rede de saber que vê o ser humano como um bicho. Se estamos vivendo num tempo de valorização humanista, que possamos ver ao menos alguns sinais de que o homem está sendo realmente valorizado. Mas não! Como o tempo no qual vivemos nada tem de humanista, tudo o que nos cerca são manifestações bestiais das piores tendências do ser humano que, quando largado ao seu bel-prazer, é realmente capaz do pior.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
As abominações que estamos obrigados a aceitar
Assinar:
Postar comentários (Atom)
14 comentários:
Você abordou vários aspectos da nossa realidade, iniciando com o item linguagem e terminando com o item comportamento. Um país que elege um homem sem estudos está passando uma mensagem velada para seu povo - você pode chegar lá se for apenas "político".
Ser político aqui implica em algo pejorativo.
O Brasil é um país grande demais para que não existam sotaques. Basta você olhar para um país como a Espanha e se dar conta de que lá eles tem 4 idiomas diferentes. Não há problema algum em se relativizar o uso da língua, o que não se pode é relativizar o que sai da língua, que é o que acontece no hip hop e no funk.
A batida do funk me agrada muito, mas só a batida, as letras são sofríveis.
Henrique, uma pergunta, o que você define como "politicamente correto" ?
D e Henrique,
Vocês não acham que estão esticando muito as coisas ao colocar na mesma sacola hip-hop e funk? Vejam bem, eu também não gosto nem um pouco de nenhum dos dois, mas a meu ver são duas coisas extremamente distintas. Enfim.
Não vou nem comentar o post diretamente, mas ontem vi um vídeo que me fez pensar em algumas coisas. Era um cara comentando, e ele tem ótimas razões para afirmar isso, que os padrões morais de Hitler eram pra lá de absolutos.
Isso é uma coisa; padrão de moral absoluto não implica que você esteja certo ou seja uma boa pessoa.
Outra coisa é que existem fontes de moral 'relativistas' que funcionam muito bem e são empregadas por muita gente. Um exemplo é o utilitarismo, fazer o que se acredita que vá dar o melhor resultado para o maior número de pessoas possível. O errado, no final, não é ser relativista, é acreditar que por relativista você tem que aceitar qualquer coisa vindo de qualquer um. Isso é um non sequitur tremendo.
Uma terceira observação é que se dizer absoluto em relação à moralidade é meio... difícil. Mesmo que você tenha a Bíblia como fonte de inspiração, algumas coisas podem ser entendidas como metáforas, outras literalmente, e separar uma coisa da outra é bem complicado e dá margem a... tcha-ran... relativização. Rs.
E, como já comentei várias vezes, o Henrique vê o 'politicamente correto' como uma coisa tão grande e amorfa que já não me diz nada. Até onde eu sei ser politicamente correto era, por exemplo, dizer 'crianças com necessidades especiais' no lugar de 'crianças com deficiência mental', 'afro-brasileiro' no lugar de 'negro'. É claro que você pode argumentar que essas questões de linguagem estão na verdade baseadas em profundas construções ideológicas, e devem estar mesmo. O problema é que não se consegue distinguir o que de fato faz parte dessa ideologia ou o que é só viagem do Olavo de Carvalho.
E aí, por conta disso, o 'politicamente correto' serve pra classificar qualquer coisa que não seja condizente com um pensamento padrão da direita. Eu preferiria que você usasse a expressão 'combate ao esquerdismo', que faz mais sentido e que tem uma definição muito mais clara pra todo mundo (e que abarca, inclusive, o que você considera como politicamente correto).
E uma pergunta: Henrique, você já leu o manifesto do Unabomber?
Antré T, tudo bom com você?
Então. Na verdade estou falando do hip hop sem pensar direito. Não sei se gosto ou não dessa cultura, eu precisaria aprofundar mais essa questão na minha cabeça, porque me parece uma cultura social e musical.
Já o funk é uma batida primitiva, que remete ao tempo de nossos ancestrais 'australopitécus' e no momento certo uma batida primitiva me agrada (as letras é que matam).
Mas creio que seja no funk e no hip hop que a linguagem seja mais maltratada, em rimas falhas e metáforas vagabundas. Porém, cuidado, posso estar sendo muito injusta.
André, vamos àlgumas citações suas:
padrão de moral absoluto não implica que você esteja certo ou seja uma boa pessoa. Eu digo que você está corretíssimo. A China comunista também é assim. Só que ter valores absolutos não significa que a pessoa seja Hitler ou Mao.
O errado, no final, não é ser relativista, é acreditar que por relativista você tem que aceitar qualquer coisa vindo de qualquer um. Mais uma vez, corretíssimo. E note bem, estou concordando plenamente contigo. Digo mais: você definiu essa questão de forma magistral, como eu mesmo nunca a consegui enunciar corretamente nos textos passados.
Ficamos então de definir melhor o tal politicamente correto, algo pelo qual a Dê também me questionou.
Quanto ao manifesto do Unabomber.. Quem é ele? O cara que explodiu o prédio nos EUA alguns anos atrás?
Quanto ao manifesto do Unabomber.. Quem é ele? O cara que explodiu o prédio nos EUA alguns anos atrás?
Acho que ele não explodiu nenhum prédio. Não lembro. Ele mandava cartas-bomba pras pessoas, isso eu lembro.
Vou ver se escrevo alguma coisa sobre esse cara hoje. Mas fique tranquilo, não sou nem um pouco fã do cara... hehehe
"Diante de uma moça de família seminua se oferecendo como uma prostituta ao primeiro que passar ao seu lado num minúsculo bikíni somos obrigados a dizer: "Que maravilha!" E ninguém nota como essa "inocente" vestimenta é símbolo de toda uma visão machista retrógrada, que procura fazer da mulher seu objeto de prazer."
henrique pró-burka!
Mas a mulher é meu objeto de prazer preferido, qual o problema? tem homem que gosta de homem, qual o problema? Nao quer ver mulher de bikini, va a uma praia de nudismo!!!
é, lá não haverá uma só mulher de bikíni...
só que tem um negócio: "a mulher é meu objeto de prazer preferido" poko machista isso.
o problema (espero que vc consiga perceber) é com o termo objeto. A forma de entendimento mais comum e imediato da forma como vc o utilizou leva à conclusão de que vc está reduzindo a mulher à condição de objeto seu.
E olha que eu não costumo ser politicamente correto!
ahahah! voce é o exemplo do politicamente correto henrique, pena que voce nao enxerga isso.
Voce projetou essa de que o bikini transforma a mulher em um objeto. Papo de feminista lesbica dos anos 60!
Nao acho a mulher um objeto e nem acho que o bikini a torna um. Isso é papo de cristao xiita que nao gosta de mulher.
Pela biblia a mulher é isso, um utero ambulante.
O livro levitico deixa isso bem claro:
As mulheres que dão a luz são imundas, então Deus prescreve rituais para a purificação delas. Se nascer um menino, a mãe estará imunda durante 7 dias e deve ser purificada durante 33 dias; mas se for uma menina, a mãe estará imunda durante 14 dias e sua purificação será durante 66 dias. Isto porque, aos olhos de Deus, as meninas são duas vezes mais sujas do que os meninos. [12:1-5]
Depois que uma mulher der à luz, um cordeiro e um pombo serão oferecidos pelo pecado. Isto porque ter crianças é pecado e Deus gosta quando animais são mortos para ele. [12:6-8]
Deus determina que a toda mulher menstruada é imunda e pecadora. E será imundo tudo o que ela tocar. [15:19-23], [15:30]
Um homem que fazer sexo com uma mulher menstruada será imundo por sete dias. [15:24]
"E não te chegarás à mulher durante a separação da sua imundícia, para descobrir a sua nudez." Nem mesmo olhe para uma mulher menstruada. [18:19]
Se um homem fizer sexo com a esposa de seu pai, ambos morrerão. [20:11]
Se um homem fizer sexo com sua nora, ambos morrerão. [20:12]
Se um homem tomar uma mulher e a sua mãe, então os três morrerão. [20:14]
Se um homem fizer sexo com uma mulher menstruada, "ambos serão extirpados do meio do seu povo." [20:18]
Mulheres com "espírito adivinho" serão apedrejadas até a morte. [20:27]
Prostitutas e mulheres divorciadas não podem se casar, porque elas contaminariam o homem. [21:7]
"Quando a filha de um sacerdote se prostituir; com fogo será queimada." [21:9]
Um homem só poderá se casar com uma virgem. Nenhuma prostituta, viúva, ou mulher divorciada servirá para mulher. (Deus realmente gosta de virgens.) [21:13-14]
Deus define o valor da vida humana em cinqüenta siclos de prata. Claro que, para Deus, as mulheres valem bem menos que os homens (trinta siclos). [27:3-7]
sem citar numeros e deuteronomio, que sao um show de horror. Lógico tudo isso é verdade biblia ( whateverthefuckthatmeans ).
Eu prefiro pensar que a mulher é semelhante ao homem em capacidade e em direitos e ela tem o direito de se vestir como quiser. Se voce estiver incomodado, va pra igreja ajoelahr no milho, eu prefiro ver bundas na praia...
pô Ariel,
Eu aqui querendo fazer discussões interessantes, de alto nível, e você com esse tipo de apelação de mentalidade tão pequena...
Quando você quiser dizer que prefere um estilo de vida desregrado, ao invés de falar como um menino iletrado de oito anos de idade, diga hedonista, tipo assim:
"Henrique, seu ponto de vista é extremamente retrógrado. Você deveria abraçar um estilo de vida hedonista, onde se viva somente em função dos prazeres mais imediatos", entendeu?
Depois de ler seu texto, não tenho como deixar de considerar a falta que um curso universitário te faz.
ohhhh!!! é faz falta sim...
se a vantagem é virar um carola como voce eu to fora.
Voce entendedeu muito bem o que eu disse. Nao preciso ficar escrevendo centenas de linhas como voce escreve, mudando de assunto a cada paragrafo, para poder falar o que eu penso. Voce se contradiz e acha que esta criando uma linda obra literaria, mas nao.
Que diferença faz um curso universitario se voce prefere ao inves de aplicar a razao e seu conhecimento, acreditar em tudo que lhe dizem na igreja sem contestar?
Voce tem uma ideia do mundo que lhe é transmitida por homens que se dizem seguidores de um deus, que sao inspirados por sua palavra.
Me admira e incapacidade deste deus em se comunicar diretamente com todos nós...
Ele é improvavel, indetectavel, impossivel e ainda assim voce acredita, faz o sacrificio da fé, sem pestanejar. Ja imaginou que tudo isso que voce acredita pode ser uma mentira?
Eu prefiro a duvida, e apostar que ele é inexistente, ja que nao afeta em nada a minha vida.
Mesmo com seu curso universitario voce nao percebe isso. Que pena...
Pena que voce nao entende linguagem simples, e a acha repulsiva ( visto que ela faz falta na minha forma de escrever ).
Pelo menos minhas frases fazem sentido e nao sao um emaranhando de palavras dificeis que muitas vezes nao significam merda nenhuma.
Falar "bonito" nao é falar a verdade, e voce se acha dono da verdade.
"aqui sao paginas de luz"
"a doutrina catolica é perfeita"
aham...
Henrique,vc podia tirar as palavras dificeis.. o vocabulario rebuscado e a doutrina da fé dos teus textos. Mesmo assim vc precisa conhecer alguns lugares diferentes..como clube de swing entre casais, clube de sadomaso... todos esses lugares são frequentados por pessoas com educação universitaria. Por isso acho que deminuir o funk carioca é só uma maneira de preconceito com a erotismo na classe baixa.. pq convenhamos que que putaria de gente fina é bem maisa legal
Entao voce vai fazer um total de 10 anos de universidade pra 5 anos depois de terminado seu curso voce nao ganhar nem um terco do que eu ganho...
...sem universidade...
LOL
não me surpreendo.
neste país as coisas são assim mesmo, a começar pelo presidente.
vive-se em nosso país essa situação vergonhosa de um constanto elogio da ignorância, como se os seus frutos fossem melhores que os do conhecimento.
se você fosse capaz de um mínimo de reflexão veria como as suas afirmações neste campo de comentários são ridículas.
não é à toa que a imensa maioria da população é semi-analfabeta (a começar pelos altos-executivos). possuir um vocabulário digno de um adulto estudado é motivo de vergonha aqui no Brasil.
vários professores universitários se queixaram comigo disso: os alunos entram na faculdade querendo o diploma sem ter de estudar para isso. não é à toa (como já disse no texto) que esse é um país onde os profs. estão sendo espancados em sala de aula: é uma decorrência natural em função do grau de importância que nossa sociedade dá ao conhecimento.
mais uma coisa: depois de ficar vários fins de semana sem trabalhar, em função desse cargo maravilhoso que te dá rios de dinheiro, será que vc não tinha coisa melhor para fazer no seu primeiro domingo à noite livre em semanas do que ficar lendo um blog do qual vc discorda de tudo?
na verdade, fico até lisonjeado.
é tao divertido postar aqui...
Postar um comentário