Estará o monstro do comunismo realmente morto e enterrado? Afirmo que não. Ele está vivíssimo, ainda que não possa, no momento, assumir forma humana (tal qual Lord Voldemort, das histórias de Harry Potter). Assim como nessa famosa coletânea infanto-juvenil, o mal, para prosseguir vivo, precisa de um lugar para viver - um local a partir do qual ele comanda seu plano malévolo para um possível retorno. E qual o melhor esconderijo senão próximo daqueles que sempre foram seus amigos? Na fábula de Harry Potter, Voldemort, mesmo derrotado, mantém a sua influência sobre os comensais da morte: bruxos talentosos que lhe haviam prestado juramento de fidelidade no passado. O comunismo também tem os seus comensais da morte: a indústria mundial de entretenimento e de tele-comunicacoes.
Anteriormente, já havia afirmado neste blog que provavelmente não há maior reduto comunista nos EUA que Hollywood. Lá estão sediados os piores espécimes dessa doença ideológica. Encontram-se também vários outros parasitas no alto jornalismo americano: todo o grupo Time-Warner, por exemplo, de Ted Turner. Para dar um exemplo da deliquência deles, basta dizer que a CNN em espanhol (parte do grupo) é hoje um dos mais fortes defensores do retorno de Manuel Zelaya à Presidência de Honduras. Não à toa, a Warner é também quem veiculou salas de cinema à fora o fenômeno Harry Potter. E, o que é menos estranho ainda, o grupo Time-Warner é um dos mantenedores do Canal Futura, um consórcio multi-nacional fundado com o interesse de levar informação aos brasileiros pobres.
Nada mais inverídico. O canal Futura, tal qual sugerido por sua propaganda, é um instrumento de disseminação da doutrina marxista no Brasil. Essa tese é fortemente confirmada pelo apadrinhamento financeiro do canal que, a meu ver, contém mantenedores que nem sabem direito o que é veiculado lá. Tive a oportunidade conversar com uma das programadoras do canal. Ela me disse que, se a produtora audio-visual que quiser veicular algum programa em seu canal não oferecer um projeto que inclua a transformação da realidade sócio-econômica dos espectadores do Futura, seus colegas na administração do canal nem leem a proposta. Nada mais estúpido, já que o canal Futura é mais facilmente encontrado através dos sistemas de assinatura. Talvez haja um alcance significativo via satélite, porém é algo que estou supondo agora e que não posso averiguar rapidamente.
Retornando à questão dos mantenedores do canal Futura: está entre eles a Organização Roberto Marinho, o que levanta uma série de questões interessantes. Se a TV Globo não é marxista, mas a revista Época, o jornal O Globo e o canal Futura o são, não é muito irrazoável supor que essa seja a ideologia da família Marinho que, conforme foi revelado à época da morte de seu fundador, protegeu diversos funcionários comunistas da "perseguição" do regime militar. Estou sim sugerindo que a inspiração da família Marinho é marxista. Digo mais: é do tipo gramsciniano, aquele do aparelhamento discreto do Estado. O apoio deles à eleição de Fernando Collor de Mello é um episódio extremamente mal-compreendido pelos brasileiros e que convém estudar separadamente.
O gramscianismo não poderia compactuar com a eleição de líderes tão radicais como Brizola e Lula. A eleição de qualquer um desses àquela época seria perigosa para o avanço da sociedade moderna no Brasil. Temeroso de que isso pudesse acontecer, Roberto Marinho decidiu eleger um factóide como Collor para que, discretamente, ele pudesse controlar o Presidente ao seu bel-prazer (o que jamais se daria com a eleição dos outros dois concorrentes) - era mais conveniente e simples assim. Portanto, é extremamente razoável concluir que, tal qual nos EUA, onde o comunismo sobrevive sob a proteção da poderosa indústria cinematográfica e dos meios de comunicação, no Brasil dá-se o mesmo fenômeno. Sabem por que posso afirmá-lo com tanta clareza? Porque já fiz parte desse meio.
Vi, com meus próprios olhos, como o objetivo final de toda obra cinematográfica produzida no Brasil é induzir à luta de classes. Isso não é parte da leitura gramsciniana, sem sombra de dúvidas. Os cineastas não estão entre aquele tipo chic de marxista: o que é capaz de compreender a obra de Antonio Gramsci. Porém, no meio de comunicação a coisa é completamente diferente: Folha de São Paulo, O Globo, revista Época, Jornal do Brasil e O Estado de São Paulo são operados por gramscinianos. Nas redações dessas publicações só ascendem profissionais capazes de fazer esta leitura da sociedade. Evidentemente, se não compartilhar desse ponto-de-vista, nenhum jovem talento do jornalismo poderá seguir carreira em algum desses veículos.
No mundo de Harry Potter, o mal precisou de um refúgio seguro para se recompor da grande derrota que lhe fora imposta. No Brasil contemporâneo dá-se o mesmo. O comunismo escondeu-se nas fissuras do sistema, de onde fica tramando seu retorno glorioso. Nenhum lugar lhe poderia ser ao mesmo tempo tão confortável e estratégico como as comunicações. Tal qual a Taenia solium que, caso contamine o homem como hospedeiro intermediário, comprime-lhe o cérebro até esmagá-lo, o comunismo internacional se diverte ao ver o quão forte e influente ele é através da colocação estratégica que conseguiu para si. Do alto de sua destacadíssima posição, o comunismo vigia a todos de modo que apenas poucos homens notam a sua presenca.
E ai daqueles que alertam seus colegas do eminente perigo! Tal qual na alegoria da caverna de Platão, este azarado, que movido por compaixão alerta os seus amigos da miserável condição deles, corre verdadeiramente um grande risco! O homem nunca está preparado para a verdade a seu respeito. No entanto, todos esses entes que tanto mal causam à sociedade contemporânea são humildes aprendizes diante do mestre. Sim, refiro-me àquele que tem varios nomes: tinhoso, capeta, coisa-ruim, encardido, etc, etc. É o demônio que inspira tanto mal na consciência dos homens que é, por sinal, o mais eficaz esconderijo que ele encontrou para si nessa terra. Do alto da cabeça da gente importante, Satanás vai traçando seu plano malévolo, cujo intuito principal é levar ao inferno o maior número possível de almas. Acreditem em mim: o que ele mais odeia é ter seus planos e métodos desmacarados pois, somente assim, sua derrota pode acontecer.
sábado, 26 de setembro de 2009
Canal Futura: porta-voz do demônio nas telecomunicações
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10 comentários:
OFF-TOPIC:
Cineasta de profissão, médico por opção, acho que sou um cara legal, interessado nas pessoas e atento aos detalhes (talvez até demais). Gosto muito de todos os meus amigos, e se a pessoa não for safada tô aceitando novas amizades. Tem apenas que tolerar um cara bem-humorado pras coisas boas e rabugento pras coisas ruins. Mas com certeza vai ter um amigo pra todas as horas.
cineasta por profissao? voce nao esta exercendo. Medico por opcao? voce ainda nao é.
O correto seria, cineasta por formacao, almejando a medicina.
Se a pessoa não for safada? em que sentido? no sexual é bem legal!!
vou pensar numa terminologia mais adequada, então.. Só não gosto da forma gerúndia..
Médico? Ué, começou outra facul?
nope. vai tentar o vestibular novamente.
Vou começar a me chamar de PHD em fisica, ja que pelo menos comecei a fazer fisica.
post que é bom, nada...
Uma correção - o post abaixo (publicado no primeiro mês deste blog) narra minha história recente aos meus leitores:
http://www.polimatico.com.br/2009/06/as-torres-que-realmente-cairam-em-11-de.html
Não tive, portanto, nenhuma má intenção ao afirmar que sou "médico por opção". Oras, ainda que eu não seja médico no momento, é minha opção tornar-me um.
Arte Urbana Contemporânea Moderna nos olhos dos outros não arde.
"Vou começar a me chamar de PHD em fisica, ja que pelo menos comecei a fazer fisica".
HAHAHAHAHA, muito bom! =D
Meu caro Henrique,
Interessante a sua teoria, irreal, mas você a defende com tanto gosto que realmente parece que o mundo moderno é dividido numa teoria da "conspiração pseudo-marxista".
Mas há um erro grave no seu texto. O Jornal O Estado de São Paulo, nem de longe, em tempo algum, foi versado às esquerdas deste País. Aquele francês que saia pela província de São Paulo entoando uma corneta montado a cavalo, vendendo seus jornais para a burguesia da época, distribuía pensamentos "girondinistas".
Em suma, A Folha tem uma linha editorial que difere em muito da do Estadão.
Venho lendo seus posts no twitter sobre ateísmo e vejo um grande preconceito em seu pensamento. Ora, meu amigo, o pensamento é livre; o próprio Deus nos deu o livre arbítrio e não pediu nada em troca - a não ser que vivamos bem com nossos irmãos.
Mais uma vez lhe digo: parece-me melhor viver as boas perguntas desta vida incerta, do que estas tais respostas absolutas com a pretensão pueril da verdade única.
Aristóteles, há muito tempo, já definiu esta trilogia da Verdade; não é?
Muito boa esta analogia sobre o Mito da Caverna de Platão; cuidado apenas para você não ficar cego quando sair desta sua "caverna" e ver a luz real.
Um abraço, e parabéns pelo Blog.
Ah, Ricardo!
Você fez uma observação excelente:
Mas há um erro grave no seu texto. O Jornal O Estado de São Paulo, nem de longe, em tempo algum, foi versado às esquerdas deste País.
O problema do Estadão começou nos últimos 20 anos. Concordo que ele era "girondista". Porém, a linha editorial mudou radicalmente! Hoje em dia até apologia ao terrorismo islâmico o Estadão anda publicando:
http://www.polimatico.com.br/2009/07/nova-ordem-que-pretende-destruir.html
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