O mundo sem sólidas referências morais é um lugar detestável! Tenho me surpreendido com a alta frequência com que ouço falar no tal bullying, que é quando um grupo de alunos se volta diretamente contra um só colega, perseguindo-o e ridicularizando-o. Eu achava (que humildade!) que isso se restringia aos garotos, já que são menos delicados que as meninas. Mas quê?! O bullying está cada vez se tornando cada vez mais frequente entre as moças. Segundo esta notícia (link aqui), uma menina britância de 15 anos cometeu suicídio em função das graves violências psicológicas das quais era vítima.
Que incivilidade! O mundo está perdendo sutileza com essas mulheres cada vez mais masculinizadas: mandonas e autoritárias (vide o caso Dilma Roussef, para quem os homens brasileiros são meigos, reportagem aqui). Macho mesmo é ela. Quando eu era criança, as meninas estavam brincando de boneca. Hoje em dia, mais um pouco, estarão nocateando homens nos ringues. O quê? Já estão fazendo isso? Definitivamente não estou interessado em acompanhar os "avanços" da modernidade. Acredito em mulheres femininas - como eu sou esquisito né?
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Garota de 15 anos se suicida após anos de violência psicológica
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24 comentários:
eu me espanto com tanto machismo...
Eu também. Acho que nossa sociedade está muito desequilibrada..
Nossa visão distorcida do que são as boas características humanas estão levando diversas mulheres a imitarem os mais abomináveis comportamentos masculinos. Neste caso, não me refiro ao boxe que, na minha opinião, se restrito aos homens, é bastante divertido, ainda que violento.
Moças praticando bullying contra suas colegas foi algo que me deixou muito surpreso. Fazer o quê? Eu sou um ingênuo incorrigível: não perco minha fé no ser humano...
acho que ela se referiu ao seu machismo.
eu tb acho,
mas ela só o fez pq não
leu os comentários desse post:
http://www.polimatico.com.br/2009/09/as-abominacoes-que-estamos-obrigados.html
Agora eu li, Henrique.
O Ariel está corretíssimo ao dizer que eu estava me referindo ao seu machismo. E agora, digo porquê.
1) Delicadeza não é uma qualidade restrita às mulheres. Homens podem ser delicados (e sem piadinhas sobre a sexualidade do cara em questão).
2) Concordo que a Dilma utilizou o termo meigo incorretamente. Ela deveria ter se referido a essas pessoas como sendo 'sem atitude', 'acomodadas', já que elas não fazem o que deveria ser feito, segundo ela. Meiguice não tem nada com isso. Mas ela não tem obrigação de ser meiga só por ser mulher. Ela não é 'macho' por isso. Mulheres não podem ocupar cargos de chefia? Mulheres não podem dar ordens? Mulheres não podem ser líderes?
3)Qual o problema de mulheres praticarem boxe? Se você vivesse ha algumas décadas, não iria gostar também de ver mulheres dirigindo ou votando. Ou exercendo uma profissão tipicamente masculina (taxista, política).
E sabe, nada disso impede que uma mulher seja feminina, embora, claro, nenhuma tenha obrigaçao de agradar aos homens.
Comentários moderados?
(Continuação)
Mas ariel, devo concordar com o henrique que seus comentários também foram um tanto machistas no texto que ele indicou.
'Mas a mulher é meu objeto de prazer preferido'.
Pra começar, mulheres não são objetos. E também não são propriedades, de modo que não se pode falar em 'meu'.
Eu concordo com o henrique qdo ele diz que o comportamento feminino, de querer sempre se exibir, é fruto de uma sociedade machista e retrógrada sim. Tão machista quanto aqueles homens que proibem as mulheres de usar roupas acima da canela. Porque, pra muita gente, o máximo que uma mulher pode oferecer é o corpo.
E nós podemos ir mais fundo: você pode argumentar que uma mulher pode usar um bikini para se oferecer por livre e espontânea vontade. E é verdade. Mas ela, ao contrário do homem que decidir sair por aí se oferecendo, vai pagar um preço por se utilizar da liberdade. Ela nunca mais terá sua opinião considerada. Não vai ser nada além de um par de seios. Não poderá pensar, ela não está aqui pra isso. O mundo é mesmo muito machista.
E isso, Ariel, não é a opinião de uma feminista dos anos 60. E sim, a opinião de uma garota de 20 anos, que usa maquiagem e salto alto, e que também é feminista, e não nega.
Parabéns Mariana,
Espero, aos poucos, demonstrar como nossos pontos de vista são mais parecidos do que você imagina. Ambos desejamos que a mulher seja corretamente valorizada.
Henrique, se você acredita que macho/masculino deve ser mandão, autoritário e não delicado então sua argumentação é coerente (não correta, mas coerente). Caso você não acredite que tais características sejam intrínsecas ao comportamento MACHO/ MASCULINO, então sua argumentação está completamente desconexa. Sem mais.
De.
Dê,
Para entender o que esou querendo dizer é preciso conhecer um pouco de psicologia. O consenso entre os estudiosos desse campo é o de que os homens têm de ser a autoridade, e a mulher o acolhimento. Quando se embaralham estes papéis dá uma imensa confusão.
Claro que os papéis (extremamente positivos) podem se corromper, tornando-se o homem autoritário, e tornando-se a mulher controladora. Mas homem tem que saber se impor e ensinar os seus filhos a se posicionarem diante do mundo, senão ele não cumpre seu papel de pai: é um fraco.
Henrique o consenso entre os nazistas era de que os judeus não eram dignos de viver. Você faz um uso da psicologia que eu não compreendo muito, ora ela esta correta, ora não.
Autoridade e acolhimento (se é que compreendi bem o que você quer dizer com essas palavras) não se estabelecem no gênero, mas se estabelecem na situação, no diálogo, no contexto. Autoridade e acolhimento do jeito que você colocou deixa explícito que a mulher deve acolher a autoridade do homem o que é um pensamento claramente machista. Talvez você não perceba, pois tenha aprendido dessa forma, acreditando que quem fornece a idéia está acima da idéia propriamente dita.
É o seguinte, se um pai não exerceu o papel de autoridade em sua casa, seus filhos crescerão de modo absolutamente desregrado.
Se uma mãe não exerce o papel de acolhimento em sua casa, seus filhos crescerão com baixa auto-estima ou outras deformidades emocionais.
Infelizmente, isso não é opinião minha: é o consenso entre psicólogos. Se uma pessoa foi criada por um sujeito não lhe incutiu uma ideia positiva da figura paterna, isso é algo que o psicoterapeuta tem que trabalhar. O mesmo vale para o lado materno.
Confusões de gênero apenas geram mais confusões de gênero. Homossexualidade, até onde sei, é algo que aparece em lugares onde esses papéis estão invertidos: a mulher é autoridade e o homem, consequentemente, fica enfraquecido.
O normal é... o normal! E não tem nada de machismo nisso...
Vamos para um azul e preto com tia De Azeveda
É o seguinte, se um pai não exerceu o papel de autoridade em sua casa, seus filhos crescerão de modo absolutamente desregrado.
A autoridade não pode e não deve ser apenas paterna, mas englobar uma atitude conjunta dos pais. Você nega que existem crianças criadas por avós, mães e em orfanatos que crescem de forma esplendorosa tornando-se adultos exemplares?
Se uma mãe não exerce o papel de acolhimento em sua casa, seus filhos crescerão com baixa auto-estima ou outras deformidades emocionais.
Um pai autoritário não causa deformidades emocionais em filhos???
Infelizmente, isso não é opinião minha: é o consenso entre psicólogos. Se uma pessoa foi criada por um sujeito não lhe incutiu uma ideia positiva da figura paterna, isso é algo que o psicoterapeuta tem que trabalhar. O mesmo vale para o lado materno.
Veja que agora você incluiu os dois lados – materno e paterno. Existe uma série de fatores que influenciam na formação do indivíduo. Você simplesmente simplifica muito uma questão extremamente complexa..
Confusões de gênero apenas geram mais confusões de gênero. Homossexualidade, até onde sei, é algo que aparece em lugares onde esses papéis estão invertidos: a mulher é autoridade e o homem, consequentemente, fica enfraquecido.
Isso é puro achismo seu. Eu poderia listar vários casos de homossexualismo em que nada disso aconteceu. Não sei de onde você tira esses dados.
O normal é... o normal! E não tem nada de machismo nisso...
O normal é aquilo que a igreja dita, correto? Aquilo que a psicologia dita? Freud é normal?
Bom, não consegui ler tdo pq vcs (Dê e Henrique) vão tão ao profundo que eu até me perco...rs Vai ver sou lerda! rs
Henrique, realmente o argumento da Dê de incoerência sobre a psicologia faz sentido, vou te explicar pq. O que acontece é o seguinte, as correntes mentalistas, principalmente a psicanálise, considera que esses papéis de acolhimento estejam mesmo relacionado a uma figura materna, ao passo que os papéis de limites e tals, estejam relacionados a figura paterna. FIGURA!!! E não gênero. Mas a incoerência reside no fato de vc ter uma aversãozinha a psicanálise e nesses seus argumentos acima aí, vc a citou. Para algumas correntes, a mãe (mulher mesmo) nasce com todo um aparato mais sensível as necessidades do bebê, desde afeto a alimentação. Mas isso não signifique que um pai, homem, não possa ser sensível a essas necessidades tb. Mas parece que a mãe tem um acervo maior. Bom, não vou falar mto das correntes mentalistas pq não as domino bem. Na minha visão, apoiada ai no behaviorismo radical, nós aprendemos a gostar de seres humanos. Nascemos dotados dessa possibilidade, mas isso não significa que isso irá acontecer. Quando somos bebês, nossas figuras de cuidado (pais, avós, sei lá quem) vão nos alimentando, trocando nossas fraudas, pegando a gente no colo. E aos pouco vamos aprendendo que pessoas (essas pessoas que cuidam) são legais. Pq os seres humanos em geral vão se pareando com conforto, bem estar, alimentação. Assim aprendemos a gostar de gente, ser humano. Isso realmente independe do sexo, na minha abordagem! Nas outras correntes não. Tanto é que os meninos vão precisar que o pai (figura paterna, geralmente um homem) os separem da mãe (figura materna) para eles não se tornarem frágeis emocionalmente. Tanto é que para a psicanálise, a psicose é resultante de um processo de falha, na qual a figura paterna não consegue separar uma díade mãe-bebê. Mas voltando a minha abordagem, tanto aprendemos a gostar de pessoas, que as crianças criadas "like a dog", como cita a literatura, não aprendem a gostar de pessoas e por isso, tendem aí a desenvolver uma psicopatia (psicopata mesmo). Portanto, esse processo todo é complexo. Sem contar que aprendemos muito pelo comportamento verbal também. Eu posso ter um pai, homem mesmo, que seja um bom pai. Mas se figuras importantes minhas forem pareando verbalmente esse pai com estímulos ruins, eu provavelmente, não é equeacional - é provável apenas, vou acreditar que o meu pai é relamente ruim. E por pareamento posso crer que todos os homens são assim... Tá dando p/ entender??? rs No meu ponto de vista trata-se mto mais de um processo de aprendizagem.
Agora sobre as mulheres... Antigamente era mto comum várias mulheres pegarem na inchada para sobreviver. Atendi muitas senhoras da zona rural daqui da cidade que fizeram isso. Então, no meu ver, boxe, tatuagem, carpir terreno e etcsss são aprendizagens! Cada um vive a sua vida e arca com as consequências disso... O problema é mais embaixo.. Se tem uma mulher que rebola de biquine na praia querendo sexo, isso nao signifique que ela seja vagabunda - pelo menos no meu ver. Ela pode, atraves da historia de vida dela, ter associado sexo com afeto. O que de fato acontece, principalmente em casos de abuso. Entao, eu acho mto complicado ficar julgando tdo isso... Trata-se de histórias de vida e histórias de aprendizagem... Espero q tenha dado p/ entender meu ponto de vista! Bjossssssssss a todos!!!
Tudo muito legal! Agradeço os imensos comentários.
Porém, não posso deixar de chamar a atenção para algo que no meu entendimento é gravíssimo: você mesma reconhece que: "Mas parece que a mãe tem um acervo maior." Oras, isso é que é o fundamental do meu argumento. A distância entre os nossos pontos de vista está aí. Enquanto você dá a isso uma simples frazesinha, no meu discurso essa mesma afirmação seria desenvolvida em vários parágrafos. Como assim a mãe tem acervo maior? Por quê?
Eu acredito sim na questão do gênero. Não acho que a figura feminina limita-se à uma reles "figura". Somos fruto de um processo evolutivo que levou milhões de anos. Todo o nosso aparato cerebral (visual, olfativo, tátil) está programado para reconhecer a doçura como uma característia feminina. Gostem vocês ou não.
Quanto ao segundo comentário, você disse: "Ela pode, atraves da historia de vida dela, ter associado sexo com afeto." Discordo. Acho que está mais para síndrome de Estocolmo, onde o violentado acaba cedendo ao jogo do sequestrador.
Não fui comentada. Fiquei no vácuummm.
Henrique, eu concordo com a Dê. Seus comentários são extremamentes machistas.
Eu ia falar aqui dos filhos criados apenas por mães, ou por pais, e que dão certo. Acho que a necessidade de ter uma PAI e uma MÃE presentes para que a pessoa seja plena, é extremamente determinista e incorreta.
Mas a Dê já falo tudo. =)
Só porque você acha que tal coisa é 'o certo', não signfica que você tá certo e os demais errados. Ou que nós somos anormais.
De modo algum, Dê! Considerei tudo o que a Patrícia colocou, mais minha resposta, como parte do diálogo com as suas ideias.
Acho que a necessidade de ter uma PAI e uma MÃE presentes para que a pessoa seja plena, é extremamente determinista e incorreta.
Já contei aquela piadinha sobre qual é o cúmulo da modernidade?
É a Mariana!
Não me senti respondida. Aliás, você sempre dá um jeito de não me responder as pergunta! MA CHE!
hahaha que barato!
Não se preocupe. Estou preparando para amanhã um texto sobre o discurso. Acho que você entenderá melhor a minha forma de agir após a leitura desse artigo.
no assunto em pauta, devo entender a piadinha como um elogio, hehehe.
Aiiiiii, gostei muito do que a Mariana escreveu: Eu ia falar aqui dos filhos criados apenas por mães, ou por pais, e que dão certo.
Com certeza!!! Falar do que dá certo é muito importante!!! Muitas pessoas pensam que quando uma criança apresenta problemas na escola é pq ela tem problema em casa. Sendo que, muitas crianças tem problemas em casa e dão mto certo na escola!!! Gostei desse comentário. Essa, por sinal, é uma visão fantástica. Temos que nos voltar para o que "dá certo". Talvez o que dê certo nos ofereça pistas importantes! Por isso mtos estudiosos têm estudado a saúde ao invés da doença...
Que Pena eu ter perdido esse assunto, mas ainda é tempo....
Vou tentar focar no tema- Bullying-
Explicando numa perspectiva comportamental, rapidamente:
No Behaviorismo Radical, utilizamos a Analise Funcional para compreender o motivo de tais comportamentos.
Vamos falar do Bullying? E tentar compreender com a ajuda do Behaviorismo Radical o que levou o autor a praticar esse ato delinqüente. Sabemos que durante a infância as referencias de estilos parentais são significativas na vida da criança, pois é através das figuras que elas utilizam como modelo, que vão adquirir conduta pró-social ou anti-social( ao contrário do senso comum o anti social aqui significa desordem de conduta, comportamento desajustado). No que se refere a modelos de imitação, não importa aqui, se Pai, Mãe, Tio, Vizinho, pois como nossa colega comentou existem diversos estilos familiares hoje em dia que devemos respeitar. Filhos de pai e pai, filhos de mãe e mãe, filhos de pais desconhecidos que vivem em instituições e se desenvolvem sim, perfeitamente. Apenas é importante ressaltar que claro, a família perfeita que a sociedade insiste em ideologicamente estipular como ideal, não irá afetar o comportamento da criança de forma positiva caso essa família mesmo perfeita apresente praticas educativas negativas como abuso físico e psicológico, disciplina relaxada, negligência, punição inconsistente. Etc O mais importante de deixar claro neste post é que as causas dos comportamentos anti-sociais estão sim no ambiente social do Homem, mas não necessariamente em casa com a família, ou por fruto de uma infância e passado ruim, ou ainda pela ausência do pai ou da mãe, ou ainda....(Todo o empirismo Psicanalítico) necessariamente e como fator determinante, mas também, na escola, entre amigos, na mídia que apresenta diariamente à sociedade estereótipos da violência social através de noticias sobre criminalidade, permitindo que se atribua à natureza agressiva do Homem os desvios comportamentais atualmente observados, e acreditar nisso é aceitar a violência como fato inexorável. Não podemos partir de um ponto apenas, para buscar explicações de forma alguma. Mas devemos acreditar que através de vínculos afetivos consistentes sejam eles com quem for, desde a infância diminuirá sim possíveis antecedentes de condutas de desordem na adolescência, afinal de contas, aproveitando que a infância é um período em que as crianças adquirem capacidade de imitar diversos padrões de comportamento e isso segundo pesquisas cientificas, permanece até a vida adulta, e adquire padrões morais e regras que ela caregarrá ate o fim da vida, se assim o ambiente lhe permitir e ajudar. Não podemos esquecer que a Psicologia é uma ciência do comportamento e da mente, nada de mentalismo e senso comum, nossa teoria é baseada em pesquisas, muitas pesquisas... Espero que vocês compreendam pelo menos que O conjunto de contingências formado pelo passado da pessoa(bom ou ruim), suas circunstâncias presentes e as variáveis de sua constituição corporal determinam seu comportamento".
Grande Abraço Henrique!
Oi Sandra,
Obrigado pelo excelente comentário.
Você é behaviorista também? Considero a clínica behaviorista das melhores, mas tenho lá meu pé mentalista, rs.. :)
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