Convido o leitor a uma viagem à pacata Tremembé, no Vale do Paraíba paulista, uma simpática cidadela construída às margens do rio que nomeia a sua localização geográfica. Lá reina a paz e a tranquilidade. Seus moradores circulam despreocupados pelas largas ruas ao redor da grande praça onde, uma vez por ano, celebra-se a Festa do Bom Jesus. Batem papo sentados em cadeiras de praia diante de suas casas, geralmente antigas, com aquele aspecto tão peculiar das cidades do interior. Vive-se bem lá, mas seus moradores não querem saber de grandes desafios. A paz parece libertar o homem de certas inquietações.
Imaginemos então a seguinte situação: uma professora da escola municipal de Tremembé descobre um anúncio publicado em seu nome no jornalzinho da cidade. Para seu grande horror, a nota dava a entender que ela, moça direita e decente, era tarada por sexo, sedenta de libertinagem. Ela mal podia acreditar nas coisas que viu escritas. Algumas das frases que encontrou no anúncio ficaram profundamente marcadas em sua cabeça: "Procuro homens e mulheres de 12 a 33 anos, que sejam incansáveis, insaciáveis, totalmente sem preconceitos", ou ainda: "Me ligue a qualquer hora do dia ou da noite." Sua primeira reação foi chorar compulsivamente. O que as pessoas da cidade estariam pensando a seu respeito?
Ainda muito emocionada, ela conversou com seus familiares e amigos. Sentindo-se muito agravada, decidiu processar o jornalzinho, por ter publicado tamanho despautério. Para sua grande surpresa, o dono do jornalzinho alegou durante o trâmite do processo não possuir nenhum tipo de controle sobre o que os outros publicam nas páginas de seu periódico. Ele afirmou que não é da sua política verificar o conteúdo dos textos que seus clientes escrevem. Tanto era assim que, pela forma como se encomendam os anúncios, era impossível descobrir quem havia feito aquela publicação. Até mesmo o juiz não conseguia disfarçar sua inquietação diante de tanta cara de pau. Como assim ele alegava não ter controle algum sobre o que era publicado em seu próprio jornal?
Não sem muita razão a causa foi decidida a favor da pobre professorinha. Aceitando a queixa de danos morais, o juiz fixou uma multa de R$ 30 mil ao dono do jornal. A moça sentiu-se reparada do dano que lhe havia sido causado, mas a humilhação pública a que foi exposta não passará tão cedo em seu coração. Quantos em sua cidade não teriam visto aquele anúncio escandaloso onde alguém, em seu nome, retratava-a como uma moça faminta por sexo? Ela não tinha a menor dúvida de que estava coberta de razão ao processar o jornal. Saiu do fórum feliz, mas inconformada com a desonestidade do dono do periódico, que se achava no direito de não verificar o que ia escrito em seu jornal.
Assim termina nossa história. Pensa o caro leitor que se trata de ficção? Está enganado, pois ela retrata um fato real. Troque o termo dono do jornal por Google, a palavra anúncio por perfil no Orkut, o nome Tremembé por algum município do interior fluminense, e voilá: eis a história como ocorreu (veja reportagem do G1 aqui). Será que após essas pequenas trocas muda-se algo de essencial no ocorrido? Claro que não! A menos que se ache que, por terem sido publicadas na internet, as falsas afirmações têm menos importância - quando, sabemos muito bem, é o exato oposto.
Assim como a professorinha agravada da minha adaptação, eu também fico me questionando como o Google se sente no direito de alegar não ter poder algum sobre as coisas que são publicadas em seus sites. Colocar funcionários para verificar todo o conteúdo disponível no Orkut ou no Blogspot seria impossível, concordo, mas isso não altera o fato de que crimes estão sendo cometidos nos sites dessa empresa. Os portais do Google hospedam conteúdo ofensivo à pessoas que só encontram reparação recorrendo ao judiciário. Há um dolo inequívoco em infindáveis casos. Qual a solução para minorar esse problema? O estabelecimento de ferramentas eletrônicas de controle sobre o que é publicado na internet, não tenho a menor sombra de dúvidas.
Estou eu defendendo a censura? Claro que não! Como é que a Microsoft consegue manter seguro o ambiente de interação on-line do seu videogame, o Xbox 360? Seus engenheiros ficam rezando diariamente ao padroeiro da internet, quem quer que ele seja? Mais uma vez, é claro que não. Os engenheiros da Microsoft estão ocupados com o desenvolvimento de tecnologias que permitam a livre troca de informação no sistema, bloqueando somente os conteúdos ofensivos. Portanto, não estou falando de uma utopia: a maior empresa do mundo tem, nesse exato momento, um eficaz mecanismo de controle das informações que circulam entre os usuários do seu Xbox. Se o Google é capaz de localizar o que quer que eu deseje em milésimos de segundos, procurando por toda a internet, como é que ele mesmo não é capaz de criar um ambiente saúdavel em seus sites?
Aos poucos, essa maravilhosa tecnologia de comunicação, que permite que pessoas dos mais longínquos lugares do planeta entrem em contato conosco, está se tornando depósito para os piores tipos de lixo moral: ensino de práticas terroristas, apologia do nazismo, troca de material pornográfico entre pedófilos, etc, etc. A lista seria sem fim, todos nós sabemos. Tenho a perfeita noção de que, mais uma vez, estou sendo bastante polêmico. E daí? Ainda que pelas razões erradas, apesar das diversas polêmicas em que se meteu, Galileu também estava certo a seu tempo. Portanto, mesmo que o leitor esteja 100% convicto de que é a Terra plana, eu continuaria certo por pensar que ela é redonda. Ainda que eu fosse morto por essa crença, isso não planificaria os quadrantes do planeta.
Como então garantir que os materiais inofensivos não sejam prejudicados? Através da criação de um consórcio tecnológico de gerência internacional a partir de pactos entre as nações que, caso o leitor não saiba, têm a validade de lei nos países que os assinam. É assim com a Declaração Universal dos Direitos do Homem e o Tratado de Kyoto, por exemplo. É por causa de um mecanismo jurídico semelhante que a ONU deve a sua própria existência. Ou seja (é preciso dizer isso explicitamente para os menos inteligentes), não se trata de censurar coisa alguma, exceto as coisas que são evidentemente danosas.
Muitos jamais concordariam comigo argumentando: "Não é possível definir quais coisas são verdadeiramente más, pois tudo é relativo". Mentira! Existe uma linha muito clara que separa as coisas que são benéficas daquelas que fazem mal. Afirmar que não é possível estabelecer com clareza o que é bom e o que é ruim demonstra a profunda cegueira moral de quem nisso acredita. É precisamente porque as pessoas poderosas consideram ser impossível distinguir o certo do errado que a internet continua nessa ingerência absurda, nesse caos de maldade infiltrado entre as mil maravilhas e oportunidades que o novo meio oferece. Achar que as coisas são como são é coisa de gente alienada. As pessoas boas são sempre inconformadas: não aceitam o mundo como ele é e, principalmente, não fogem à luta.
Recentemente, o Reinaldo Azevedo, uma das mentes mais brilhantes do país, afirmou em seu blog que controlar a internet era um ato tão estúpido quanto tentar represar o mar. Ele criticava a proibição de propaganda política na internet para a campanha de 2010. Respondi-lhe que, apesar de concordar com ele nesse aspecto, o controle da internet não poderia ser refutado com aquele argumento, pois na Holanda represa-se o mar. O homem tem o dever de fazer o que é certo e combater o que é errado. Dificuldades sempre existirão. Não é porque é difícil controlar a internet que isso deve ser dado como impossível. Se não desafiassem o medo que sentiam do mar, os portugueses jamais teriam dominado o globo. Os desafios existem para ser superados.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Google - a dama pura que não sabe de nada
Assinar:
Postar comentários (Atom)
10 comentários:
Texto muito bom. Adicionei o link à minha "Barra de Favoritos", afinal eu amo o Internet Explorer e a Microsoft (não estou sendo irônico, não).
Entretanto, Rossi, devo expor que avaliar crimes ou gostos é algo muito difícil, pois implicaria em qual parâmetro utilizaríamos. Por exemplo:
Se utilizarmos a métrica socialista, todo discurso de liberdade e libertinagem será louvável, no entanto a prática será punida, quando eles, socialistas, atingirem o poder total (também chamado de estado social).
Se usarmos a métrica religiosa, aí teremos muitas matizes, um muçulmano por exemplo não achará crime umas belas coxas à mostra; um evangélico um beijo caloroso poderá ser condenável; para o católico talvez uma cena em que a humilde camisinha apareça.
Já usando a métrica que amo, a Liberal, teríamos a idéia de que cada um terá ou deveria ter, o respeito para com o outro, no entanto, liberdade para povo sem civilização é pólvora em mãos de crianças.
É isso, perdoe-me a extensão do comentário.
Grande abraço e voltarei mais vezes.
Albert Ihering.
Se você gosta tanto de controle, vai pra China. Lá tem isso, exatamente do jeito que você gosta, e umas coisinhas a mais que você provavelmente não gosta, mas que normalmente vem juntas.
O problema é que, defentendo os pontos de vista que você defende, lá você seria imediatamente preso.
Ah, e aproveite e mostre onde fica a linha do que é certo e do que é errado.
Estou pensando em escrever algo sobre o assunto. Acho que é bem interessante, talvez por ser tão polêmico e tão importante.
Albert,
Seu texto não está longo não.
Na verdade, eu concordo com você. Não acredito em policiamento de opinião. O que eu gostaria de ver varrido pra sempre da internet são as coisas que mencionei no texto: "ensino de práticas terroristas, apologia do nazismo, troca de material pornográfico entre pedófilos, etc, etc." Ou seja, as coisas que são descaradamente do mal. Assuntos que estão sujeito à discussão não podem ser excluídos justamente para que não se percam os bons argumentos que virão dos lados bem-intencionados em disputa.
André,
Não entendi o que te irritou. Foi o fato de eu sugerir o controle da internet não te agradar, ou você ficou irritado porque eu consegui convencê-lo de que isso é o melhor?
Onde é que você tentou convencer alguém de que o controle da internet é melhor? Por causa de uma menina que foi difamada no orkut? Foi essa a conclusão? Uma menina foi difamada, logo devemos controlar a internet? A maior parte do seu post fala sobre a possibilidade da implementação de um controle. É claro que é possível. A China mesmo fez, a Austrália tentou fazer e voltou atrás. Não é tudo que eu posso fazer que me convém, como já disse algum cara importante da sua religião.
O que me irritou, e continua irritando, é você achando que valores morais são coisas absolutas mesmo se você não for religioso, e você se sente no direito de impor esses valores a outras pessoas. Uma notícia pra te contar: mesmo quando você é religioso, os valores morais não são absolutos. É só pensar que algumas partes da Bíblia são encaradas por você como 'parábolas' enquanto outras pessoas vêem nelas verdade literal.
Filtros são sempre ruins porque julgam _antes_ da pessoa dizer o que quer. Por exemplo, o caso da menina no orkut, não fica claro no seu post se ela era menor de idade. E mesmo se fosse, como é que o google ia descobrir se o cara não dissesse nada no profile? Devemos então proibir _toda_a pornografia??? Baseado em que?
Não entendo porque você não goste do tradicional 'fez o que não devia, é processado'. Se fôssemos levar o seu raciocínio pra todos os tipos de crime, teríamos um minority report. Blé.
Isso sem contar a enorme possibilidade de descambar pra censura a favor do Estado. Mesmo nas situações que você citou, a definição de 'terrorismo' é absolutamente relativa (sim, relativa). Se você achar dois estudiosos que concordam sobre uma definição, vai estar dando sorte. Da mesma forma, muita gente consideraria muitas das suas palavras como machistas e homofóbicas, como eu mesmo acho. Por que não proibir a possibilidade de machismo e homofobia na internet, já que proibimos racismo? Você acha que está apontando algo pra melhorar o mundo, e na verdade pode acabar dando um tiro no próprio pé.
É só pensar um pouco: a possibilidade de 'controlar' a internet é tudo o que grupos que você chama de 'politicamente corretos' adorariam. Você diz que o governo quer controlar o que pensamos e obrigar a todos a ser de esquerda, e dois posts pra frente você defende uma maneira _real_ de implementar essa possibilidade.
Seu post apóia o politicamente correto, por sinal.
Ok, entendi o que você quer dizer.
Nisso eu concordo sim com o governo chinês: o combate à imoralidades. Como pode ser que sendo comunistas e anti-cristãos, eles tenham a mesma ideia do que seja indecência? Talvez porque a indecência exista.
Terrorismo relativo? Não é porque existe na USP um prof. dr. do dep. de filosofia (Vladimir Safatle) que apoie o terrorismo que ele se torna legítimo. Talvez o terrorismo exista.
Eu não quero impor nada a ninguém e meu texto deixa isso explícito. O que te irrita é que eu consigo ferir a sua consciência, demonstrando como eu vivo num mar de razão. Se você está certo, então deve detestar o código civil, recém-reformado.
Veja bem, não é minha opinião machista e homofóbica que condena a ofensa a outros. É a lei. O que me surpreende (e deixei isso extremamente claro no texto) é como o Google se sente na autoridade de permitir absurdos sem fim em suas páginas.
Como pode ele ser tão rápido para encontrar o que quer que seja e tão lento em coibir imoralidades? Ora, a resposta é simplérrima: é porque ele apoia imoralidades, é porque ele é conivente com o relativismo do terrorismo islâmico, etc, etc.
Ainda citei a Microsoft, que não faz censura de conteúdo no sistema online do Xbox 360, mas, apesar disso, combate baixarias. É simples. Quer um modelo que o Google deveria fazer? O mesmo que a Microsoft faz no Live. Não é utopia, não é abstração.
O Google permite essa baixaria sem fim no seu sistema porque concorda com ela. Sabe porque ele só entrega os dados dos pedófilos às autoridades? Porque baixa a polícia federal no seu escritório com um mandato judicial ordenando o desligamento das máquinas.
Se não fosse isso, o Google jamais entregaria os dados dos pedófilos. Por quê? Oras! Não sejamos ingênuos. Porque o Google apoia a pedofilia. É extremamente simples. Se o Google não fosse conivente com a pedofilia, não haveria UMA SÓ FOTOGRAFIA DE ESTUPRO DE CRIANÇAS EM SEU SISTEMA. Você sabe muito melhor que eu como é possível fazer isso.
Mas como seus donos (do Google) são grandes relativistas que não conseguem distinguir o bem do mal temos essa situação absurda, vergonhosa e imoral. Estou impondo aos outros a minha moral quando condeno a conivência com o terrorismo islâmico, a pedofilia e o nazismo?
Acorda pra vida homem!
Lazare, veni foras!
Nisso eu concordo sim com o governo chinês: o combate à imoralidades. Como pode ser que sendo comunistas e anti-cristãos, eles tenham a mesma ideia do que seja indecência? Talvez porque a indecência exista.
Os chineses tem a mesma ideia sobre comunismo do que o PSTU, logo, o comunismo chinês deve ser implantado no Brasil. Você concorda com essa argumentação?
Além disso, com certeza você não concordaria com a moralidade dos chineses. Qualquer busca da palavra 'liberdade' no google, por exemplo, é bloqueada. Ou você acha que 'liberdade' é algo imoral?
Terrorismo relativo? Não é porque existe na USP um prof. dr. do dep. de filosofia (Vladimir Safatle) que apoie o terrorismo que ele se torna legítimo. Talvez o terrorismo exista.
Não disse que não existia, muito pelo contrário, acredito que ele exista e deva ser combatido. Só acho extremamente complexo definir o que é um comportamento terrorista e o que não é. Queimar uma bandeira nacional é uma atitude de terrorismo? Alguns americanos conservadores acreditam que é. E não é só esse problema, você tem que não só definir o que é terrorista como também pré-processar de forma que seja detectado. E isso é sim muito, muito, muito muito complicado.
Bloquear palavrão é fácil. Bloquear toda uma ideologia é complexo pra caramba.
Como pode ele ser tão rápido para encontrar o que quer que seja e tão lento em coibir imoralidades? Ora, a resposta é simplérrima: é porque ele apoia imoralidades, é porque ele é conivente com o relativismo do terrorismo islâmico, etc, etc.
Você não poderia estar mais redondamente enganado. Há um grande neon azul piscando 'non sequitur' em cima da sua frase. Em primeiro lugar, o ato de 'indexar' é puramente automático. O ato de tirar algo do ar por uma questão legal tem que ser executado por um ser humano que é, pra essas tarefas, muito mais lento do que um computador. Além disso, você assume o consequente por absoluta falta de imaginação. Poderia haver centenas de outros motivos para demorar a retirada da imagem.
O Google permite essa baixaria sem fim no seu sistema porque concorda com ela. Sabe porque ele só entrega os dados dos pedófilos às autoridades? Porque baixa a polícia federal no seu escritório com um mandato judicial ordenando o desligamento das máquinas.
E é assim que tem que ser. Ou você quer que o Estado tenha livre acesso a todos os dados de todos os cidadãos sem mandado judicial?
Se não fosse isso, o Google jamais entregaria os dados dos pedófilos. Por quê? Oras! Não sejamos ingênuos. Porque o Google apoia a pedofilia. É extremamente simples. Se o Google não fosse conivente com a pedofilia, não haveria UMA SÓ FOTOGRAFIA DE ESTUPRO DE CRIANÇAS EM SEU SISTEMA. Você sabe muito melhor que eu como é possível fazer isso.
Identificar pornografia é muito, muito difícil. Identificar uma criança em uma foto é muito, muito, muito, muito difícil. Identificar os dois de forma automática, hoje, é sim impossível. Não acredito que hoje exista uma tecnologia que permita isso sem que fique um tiozinho olhando todas as fotos que são postadas. Um dia vai ser possível, mas não é hoje.
Você fez uma comparação com o xbox, mas é muuuito diferente. No xbox o tráfego de informação é INFINITAMENTE menor. Não tem nem como comparar.
Além disso: http://www.gamezine.co.uk/news/formats/xbox360/child-subjected-pornography-whilst-playing-xbox-live-uno-$1262177.htm
Eu estava pensando uma coisa. Imagine que uma garota de 20 anos de idade crie um perfil no orkut procurando homens e mulheres insaciáveis, de 18 a 33 anos, totalmente sem preconceitos, e pedindo pra ligarem a qualquer hora do dia e da noite, inclusive com telefone dela. Imagine que ela faça isso pra ela mesma, que queira isso. Não há nada de errado com o perfil, nada, e não há como diferenciar um fake de um real.
Entende o que estou querendo dizer? Imagine a dificuldade de detectar automaticamente alguém tentando planejar um 'ataque terrorista'. Imagine como seria difícil diferenciar isso de uma conversa sobre Counter Strike.
Vamos ser ponderados e lógicos, porque hoje é segunda-feira, se fosse sexta, ou sábado, então poderíamos ser um pouquinho mais abilolados. Vejamos, penso que as responsabilidades penais devem ser exclusivas dos usuários e não de empresas IMPORTANTÍSSIMAS como é o Google. Deve-se criar ferramentas (teias de informação)que detectem de onde veio a mensagem ou atitude nociva.
Não é defendendo censura que chegaremos à liberdade. A poeira não some porque está debaixo do tapete.
Coloque aqui sua frase de efeito:_____________________
André,
Estou entendendo perfeitamente o que você está querendo dizer.
Concordo com você mais do que imagina. Discordamos radicalmente apenas na definição de terrorismo (que para mim é claríssima).
Já faz algum tempo que estou acalentando a ideia de fazer um post sobre inteligência artificial, que me foi apresentada na faculdade de psicologia. Infelizmente é um tema amplo demais para um só post.
Grosso modo, acredito que, assim como um sistema de I.A. consegue estabelecer quando um cartão de crédito foi clonado, ele também é capaz de identificar potenciais conteúdos agressivos com uma simples varredura. Somente então uma pessoa verificaria se o diagnóstico está correto ou não e, com base na política da empresa, bloquearia ou não o site.
Mas não retiro nada do que disse.
O Google é sim conivente com essas porcarias todas. Não implementa tecnologias para sanar estes problemas porque concorda com eles. Fato! Estamos falando de uma das empresas de tecnologia mais avançadas do mundo. É que seus donos estão por demais convencidos de que "tudo é relativo", então, o resultado só poderia ser catastrófico.
Henrique
Esclarecendo: Na época de Galileu, os europeus educados sabiam que a terra era redonda. Existem ainda hoje, exemplares de livros de astronomia da época que mostram isso.
O que Galileu negou foi o geocentrismo que era a crença de que os planetas (incluiam o Sol entre os planetas) girava em torno da terra.
Quanto ao controle da internet, a briga deve ser por EVITAR que seja controlado o que não deve ser controlado. Apenas as coisas mais óbvias (abuso de crianças, terrorismo, não consigo pensar em nenhuma outra) poderiam ser controladas. Se tentarem controlar mais do que isso, a possibilidade de virar censura estatal é enorme.
Concordo contigo. Mas você não acha que não está se fazendo nada para que essa situação seja corrigida? Sei lá, acabo tendo a impressão de que só eu penso assim.
Postar um comentário