terça-feira, 22 de setembro de 2009

O tucano do PSDB: será que ele é?

Tomei uma sova de alguns leitores no campo de comentários do meu post sobre o PSDB real: aquele que o Lula admitiu ser esquerdista. E por quê? Porque disse que o PSDB é "gaysista, abortista, relativista, ateu, etc." O melhor teria sido dizer que é ateístico (podem conferir no Aurélio), mas, feita essa correção, voltemos ao que interessa. A querida Dê, leitora de todas as horas dessas páginas, disse-me para tomar cuidado, pois, segundo ela, a minha opinião extravagante "pode ser enquadrada no Código Penal". Perguntei-lhe como assim? Não se pode mais dar às coisas os nomes que elas têm? Quem advoga a favor da equiparação do matrimônio às relações homossexuais não pode ser chamado de gayzista? Oras, é claro que pode, até mesmo se não for gay! Assim como quem advoga o nazismo pode ser chamado de nazista! Será que vocês estão implicando com a desinência? Continuo sem ver extravagância ou indelicadeza alguma no termo. Acho-o simplesmente correto: dá à coisa o nome que ela tem.

Porém, como a minha intenção original foi apenas enunciar elementos que eu via como constitutivos do PSDB, peço desculpas àqueles que, por ventura, se sentiram ofendidos. Não estou brincando, estou falando sério. Não tive mesmo a intenção de ofender ninguém. Não sei se a maioria compreenderá, mas a verdade é que eu não tenho nada contra os homossexuais, os relativistas, os abortistas ou os ateus. O que não significa, porém, que eu vá concordar com eles no que quer que seja. Oras! Era só o que faltava eu não poder ter a minha própria opinião. O André T. queria saber o que é o politicamente correto - pois ele é justamente isso: uma abominação da vida moderna que impede a pessoa de pensar ou de ter sua própria opinião, obrigando-a a concordar com os paradigmas da maioria influente - o que, além de ser um verdadeiro caso de tirania intelectual, é também uma redução absurda.

Alguns dos leitores precisam aprender a respeitar a liberdade humana. Eu sou até capaz de compreender que, por força de pressões muito fortes, um grande número de pessoas se abdica do dever de pensar. No entanto, não posso concordar com essa atitude, muito menos quando, por terem tão fortemente assimilado os paramêtros recomendados pelo politicamente correto, essas pessoas venham cobrar a mim que tenha os mesmos pensamentos da maioria. Será que vocês já não assistiram Matrix? Prestem bastante atenção ao que eu vou dizer: dane-se a maioria. Não sou a maioria, sou a minoria. Já fiz essa afirmação aqui antes e até isso tive de provar. Não reduzo o meu pensamento para adequá-lo ao que os outros esperam de mim - tampouco concedo aos outros o direito de cobrar-me nesse sentido. Não posso concordar com esse absurdo cerceamento da liberdade de expressão.

No entando, será que tudo isso não passa de um mal entendido? Será que não está faltando um pouquinho de reciclagem ao português de vocês? Eu ontem respondi a alguns comentários defendendo o uso correto e maduro do idioma. Acaso a hermenêutica preconceituosa dos que tanto me criticaram não os levou a ver no texto algo que não estava escrito ali? Afinal, só posso ser criticado por algo que efetivamente escrevi. Além do mais, não é óbvio que se tratava de uma generalização forçada? Ou será que vocês acham que os adjetivos que causaram tanta discórdia seriam aplicáveis ao Geraldo Alckmin, muito provavelmente o próximo governador de São Paulo? Façam-me o favor! Se vão criticar, pelo menos esforcem-se por demonstrar algum tutano! Senão a crítica fica muito vazia de conteúdo - o que geralmente significa que está eivada de preconceito; no caso, politicamente correto. Às favas com ele!

13 comentários:

Anônimo disse...

agora tenta disfarçar a cagada...
quem luta pelos direitos dos negros é negrista?

o preconceito foi claro no seu tom...

Henrique Rossi disse...

Não assumi cagada nenhuma, pois não achei que a carapuça me servia. Tanto que mais uma vez critiquei o politicamente correto (além de ter recomendado que o português de alguns leitores evolua).

Silvia Zampar disse...

O TuDiBão agradece sua visita e vem aqui retribuir...
Mas o seu blog é muito politizado pra gente - rs - Muito chique!
Bjs

André T. disse...

Mais tarde volto aqui e comento.

Espero que eu não esteja no grupo dos que, segundo você, não respeitam a liberdade humana. :)

FelKan disse...

Incomodar é um dos grandes baratos da internet!
Apesar dos assuntos chatos pra raio, rsrsrsrs, é isso aí, kick some ass! kkk...

André T. disse...

O que você fez no outro post e repetiu agora é usar palavras que você sabe pejorativas como se não fossem. E faço minhas as palavras do anônimo, ali em cima. Existem várias formas de dizer o que se pensa sem parecer ofensivo. E eu acho que você, como um bom católico, sabe que fazer as pessoas se sentirem ofendidas não é uma boa maneira de convencê-las de qualquer coisa.

_Todo mundo_ é minoria em algum sentido. Se você defende uma opinião que vai contra a maré, é normal que haja discordância. Ninguém quer te obrigar a pensar igual à 'maioria'. Ninguém está te obrigando a nada - tanto que seu blog continua aí, e você vai tornando ele cada vez mais a sua cara.

Não seja chorão. Você pode fazer melhor do que isso.

E eu já disse isso, mas... pensar como minoria não quer dizer que você esteja errado - mas também não quer dizer que você esteja certo. Também não faz de você um mártir, como seu post faz soar. E por último, e principalmente, não faz quem discorda de você um robozinho da Matrix.

O que eu acho que falta em muitas pessoas é dúvida. Menos convicção e mais dúvida. Com relação aos outros e com relação às próprias ideias, principalmente. E isso se aplica a maiorias, minorias, até a mim mesmo.

Henrique Rossi disse...

Ah André!

Por que você é tão perspicaz?

Nunca consigo contradizê-lo!

Vou aceitar seu convite: conferir ao blog cada vez mais minha personalidade sem, como bom católico, ofender ninguém. Afinal, não é apenas por choramingar que estou certo, não é isso?

Vamos ver se serei bem sucedido..

Felkan, vamos espezinhar os esquerdinhas! Digo... os malévolos esq... Digo... os imorais es.. Digo... Ih! Sei não André...

André T. disse...

Hahahahaha, eu nem sou de esquerda. Ou será que sou? Antes eu me dizia de esquerda, agora não sei mais.

Henrique, sobre os comentários, tem uma opção no blogger que te manda um e-mail toda vez que alguém comentar alguma coisa. Fica muito mais fácil de acompanhar.

D disse...

Um comentário singelo: Se você é católico, no Brasil, você é maioria. E eu enquanto Universalista do Sétimo Dia sou minoria, visto que só tem eu nessa Igreja, que inclusive, acabei de criar, não como um termo pejorativo, que fique bem claro.
Obrigada pela liberdade de expressão.
Bjoca.

Henrique Rossi disse...

Mas Dê! Você não concorda com as coisas que eu disse no post A maioria de poucos homens?

http://www.polimatico.com.br/2009/09/maioria-de-poucos-homens.html

Tratei justamente disso: como, apesar de estar alinhado à maioria, os defensores de ideias conservadoras são minoria.

FelKan disse...

Não tô prestando muita atenção no rumo da conversa, mas vamos lá... Eu acredito que nenhuma pessoa pode ser considerada decente e confiável se está inclinada, ou focada, em apenas uma idéia, em apenas uma maneira de pensar. Nenhuma pessoa que se preze pode ser totalmente conservadora, ou totalmente liberal.
Por exemplo, criminalidade, eu sou conservador, prostituição, eu sou liberal, hehehehehihi...

Henrique Rossi disse...

Tá muito certo Felkan,

Agora... Não dava pra substituir protistuição por mulheres, simplesmente?

FelKan disse...

Daí não dava o toque de engraçadice! rsrsrs...