quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Os católicos, aos poucos, estão pondo as asinhas de fora

Apesar de evitar falar abertamente de religião neste blog, estou preparando para amanhã um post sobre o assunto. Vou adiantá-lo um pouco devido a uma notícia que acabei de ler. Uma das maiores agências de publicidade do Brasil, a AlmapBBDO, decidiu retirar do ar um comercial onde uma avó recomenda à sua neta que faça sexo com Cauã Reymond. A agência foi alvo de severas críticas pela propaganda enviadas ao Conar, conselho que regula a publicidade no Brasil.

Falar o quê? Parabéns às pessoas que, ofendidas, decidiram se manifestar. Uma salva de palmas para elas, e uma saraivada de vaias às Alpargatas, fabricante das havaianas (sim, tratava-se de uma propaganda de havaianas). Que ideia absolutamente ridícula e infeliz. Eu não me daria ao trabalho de ligar ao Conar, mas congratulo os que o fizeram. Aos poucos estamos pondo as asinhas de fora. O mundo quer piorar? Poderá fazê-lo! Mas não contará com a nossa conivência nem com a nossa covardia! Duc in altum!

10 comentários:

D disse...

Ouvi dizer que foi jogada de marketing.

Henrique Rossi disse...

Já estão falando isso, é?

Bem me disse o Saturnino Braga, presidente da Columbia Brasil, que polêmica vende.

Se tudo não passar de mentira, parabéns à AlmapBBDO pelos métodos duvidosos e de muito mal-gosto.

Wagner Moura disse...

Henrique eu confesso que quando vi a nova propaganda, da velhinha sentada dizendo que foi censurada e tal... Confesso que pensei se tratar de puro roteiro. Mas fico satisfeito em saber que o resultado veio de uma mobilização popular. É uma pena ver essa "animalização" do brasileiro por parte de algumas agências de propaganda.

Henrique disse...

Interessante isso que você disse:

Animalização do brasileiro, como que dando a entender que, em outras nações, os publicitários não teriam a mesma liberdade para animalizar seus próprios consumidores.

Ou seja, a permissividade da nossa cultura, acaba relendo aos profissionais de comunicação uma liberdade que não deveriam ter: pois estão, com ela, entrando no espaço da nossa liberdade, insinuando que somos coisas que jamais seremos.

Mariana disse...

Hmm, vou esperar pra comentar depois do 'post que você está preparando'.

Adianto só que é muito estranho protestar contra uma propaganda como essa e deixar tantas outras, estas sim realmente absurdas, passar em branco.

Enfim, vou ficar esperando. Se quiser, ontem também fiz um post sobre esse assunto lá no meu blog...

Henrique Rossi disse...

Oi Mariana,

Vou reproduzir aqui a resposta que deixei no seu blog:

Discordo absolutamente que a propaganda seja inofensiva. A propaganda é abominável.

E concordo plenamente que as propagandas de cerveja são abomináveis.

E concordo plenamente que se fosse um vovô com o neto seria aceito (o que também seria uma abominação).

E afirmo que um dos nossos grandes males nacionais é o machismo, que descaracteriza os homens e tem uma visão distorcida das mulheres.

D disse...

Eu achei a propaganda forçada, burra, tola, mas não que isso tenha alguma coisa a ver com a sexualidade em essência. A sexualidade está muito além da moral hipócrita. A sexualidade é um refrear de instintos e um lapidar de desejos, mas também é muito mais do que isso.

Henrique Rossi disse...

Com base nesses argumentos devo concluir que o correto é por-me de quatro patas no chão e cobrir a primeira fêmea que aparecer?

D disse...

Sexo com patas?

Henrique disse...

Nunca ouvi falar dessa modalidade..