domingo, 20 de setembro de 2009

Pela urgente privatização da Universidade pública brasileira

Observe a foto acima. Conhece os responsáveis por esta triste realidade? Muitos são aqueles que os professores universitários das universidades públicas responsabilizam por cenas como esta acima. O que eles se esquecem de dizer é que, ao mesmo tempo em que vociferam contra a miséria, todo o seu rico salarinho provém de impostos pagos por gente como esses miseráveis acima. Sugiro, portanto, o seguinte: que o governo privatize imediatamente todas as universidades públicas do Brasil e use os bilhões gastos com elas no combate à pobreza. Por que é que milhões de miseráveis devem arcar com educação de qualidade para os filhinhos de papai da burguesia que cresceram tomando danoninho todos os dias? Ora essa! Que os ricos paguem por todo gigantesco custo gerado pela manutenção das gigantescas instituições de ensino!

Fico envergonhado do meus país quando vejo esses burguesinhos vestidos de vermelho, gritando ao megafone pela Universidade pública de qualidade, contra a pobreza, sem perceberem o absurdo da sua própria condição. Não sou contrário ao ensino facilitado para pessoas mais pobres, em absoluto! Para atender esse problema devem existir programas como o ProUni ou o financiamento universitário. É assim no mundo todo. Só aqui em terras tupiniquins que os ricos tem essa mamata escandalosa. Aliás, considero essa questão deveras simples e evidente. Não há mais o que argumentar. Com o pouco que disse já está completamente comprovado a necessidade urgente de se privatizar todas as instituições de ensino universitárias públicas do Brasil.

9 comentários:

André T. disse...

Isso é pra ser irônico?

Henrique Rossi disse...

Não é não.

Eu acho que esse negócio de miserável bancando universidade pra burguesinho é uma tremenda injustiça social.

Se algum dia a instituição pública que frequentei (UFF) for privatizada, pagarei o valor referente ao curso de cinema da mesma. Mas só pagarei à própria instituição, caso for privatizada.

Vitor disse...

Acabei de me formar em Egenharia da Computação pela Federal do Espírito Santo. Muito me orgulho de ter estudado numa das melhores do País, mas nunca fiquei muito tranquilo de ter feito isso mesmo tendo condições de pagar uma mensalidade (nem que fosse simbólica...)

Sugeri a algumas pessoas que fossem cobrados 400 reais de alunos remediados como eu e que esse dinheiro fosse usado como bolsa de estudos para alunos caretes (alguns colegas meus ficariam felizes em receber essa graninha!). Mas fui criticado como algum tipo de demente só por ter mencionado isso. Triste país.

Henrique Rossi disse...

Obrigado pelo comentário Vitor,

Infelizmente essa é a nossa realidade.

A inteligência é hoje vista como demência no nosso país.

D disse...

Gente, esse tipo de crítica sempre me soa hipócrita. Afinal, o que estamos fazendo para auxiliar o próximo em sua carência material e espiritual? Alguém aí pode me dizer?

Henrique Rossi disse...

Como assim? Que o dinheiro das Universidades vá para o combate à pobreza.. Simples.

Mariana disse...

Que texto simplório, quase infantil na argumentação.

Eu não sou do tipo 'anti-privatização'. Acho realmente que o Estado deve se limitar a gerenciar apenas atividades essenciais, e a educação é uma delas, ainda que subsidiada pelo setor privado.

Eu frequento uma universidade federal. Confesso que tenho uma vida melhor que a maioria da população (e você também), mas isso não significa que eu seja filhinha de papai. Estudei muito pra conseguir minha vaga e seria um tanto quanto complicado bancar o meu curso em uma particular. mas os meus amigos filhinhos de papai não tem culpa de ser o que são. Eles não estão sentados do meu lado porque o pai tem grana. Eles também estudaram e merecem estar ali.

Mas o pior de tudo, é você não enxergar que as universidades públicas contribuem em muito para a sociedade local (e até nacional e mundial). Eu curso direito, por exemplo. Os alunos, durante dois anos do curso, estagiam de graça atentendo a população carente, em auxílio a defensoria pública. E isso ocorre em todas as faculdades.

Minha prima cursa medicina e lá também ela dedica dois dias por semana para oferecer orientação e fazer diagnósticos simples em hospitais públicos.

Exemplos não faltam do quanto as atividades acadêmicas são essencias para o desenvolvimento de uma nação, especialmente a longo prazo (embora eu concorde que poderiamos fazer muito mais). Um país com gente instruída é infinitamente melhor.

Agora, se você acha realmente que privatizar as universidades públicas e colocar o dinheiro para dar esmola para os pobres é a melhor solução, torço para que você nunca se candidate a nada.

E quanto ao acesso dos pobres a universidade, você mesmo já citou algumas medidas. Prouni e reserva de vagas para estudantes de escola pública.

André T. disse...

Eu (de novo) não iria nem dizer nada, mas já que a Mariana resolveu opinar, vou colocar também os meus dois centavos.

Em primeiro lugar, você cria um esquema ilusório onde a 'venda' das universidades públicas seria imediatamente transformada em verba para combater a pobreza. Isso não faz nenhum sentido.

Em segundo lugar, você se esquece de todas as outras fontes de onde o dinheiro poderia vir (cortar a ridícula isenção fiscal das religiões, por exemplo).

Em terceiro lugar, você trata a Universidade pública como se fosse um benefício exclusivo aos estudantes riquinhos, quando na verdade ela também é um benefício ao país. É importante para o Brasil que sejam formados bons profissionais nas mais diversas áreas. É importante ao país que exista pesquisa - coisa que absolutamente não se faz em universidades particulares, pelo menos não no Brasil. Pra mim é meio óbvio que pesquisa traz desenvolvimento e desenvolvimento é o melhor jeito de combater a pobreza. Se você nega a importância da USP, da Unicamp, da UFRJ no desenvolvimento de tecnologia no Brasil, pra citar um exemplo, está cego.

Em quarto lugar, como a Mariana falou, você descarta todas as possibilidades de resolver os problemas da elitização do ensino superior público e joga fora o bebê junto com a água da bacia.

Em quinto lugar, você fala como se universidade pública fosse uma invenção brasileira, quando isso está longe, mas muito longe mesmo de ser verdade. Muitos países europeus e muitos países em desenvolvimento tem situações parecidas ou idênticas à brasileira.

Em sexto lugar você fala como se somente os pobres miseráveis pagam pela universidade quando os ricos, tomando seus danoninhos, também estão pagando (e, é claro, proporcionalmente muito mais).

Henrique disse...

Ah não, André e Mariana!

Vocês, pessoas inteligentes, ficam visitando meu blog e dificultando a minha vida! :)

Exemplos não faltam do quanto as atividades acadêmicas são essencias para o desenvolvimento de uma nação, especialmente a longo prazo (embora eu concorde que poderiamos fazer muito mais). Um país com gente instruída é infinitamente melhor.

Sem sombra de dúvidas. Os países mais avançados academicamente também são os países mais ricos.

você cria um esquema ilusório onde a 'venda' das universidades públicas seria imediatamente transformada em verba para combater a pobreza. Isso não faz nenhum sentido.

Como não. Se as privatizarmos o dinheiro ira para algum novo tipo de buraco negro?

você trata a Universidade pública como se fosse um benefício exclusivo aos estudantes riquinhos, quando na verdade ela também é um benefício ao país.

Ela é um benefício para o país sim, mas tal como o riquinho danoninho que paga percentualmente mais impostos (e é, por isso, maior mantenedor das instituições que os pobres), o retorno da universidade pública é muito menor do que deveria ser em função dos bilhões que lá são torrados. De nada adianta um examezinho ginecológico de vez em quando. A mulher miserável precisa ter a sua vida efetivamente transformada. O dinheiro que hoje é destindo às instituições universitárias públicas é capaz disso.

Só mais uma coisa: concordo que educação, saúde e segurança são responsabilidades do Estado, mas acho que o nosso modelo de universidade pública deveria estar fora da equação.