No post de sábado comentei o processo da cura: como esta se dá através da crença do paciente e não da sapiência do médico. Por breves instantes eu talvez tenha dado a entender que o pensamento é capaz de tudo. Essa é uma questão complexa que precisa ser corretamente esmiuçada. O pensamento é capaz de tudo latu sensu, e não strictu sensu. Infelizmente não consigo pensar em termos mais simples que estes para enunciar corretamente a questão. Fosse assim, parar de fumar seria fichinha: bastaria querer! Emagrecer? Uma baba! Bastaria querer. Ocorre que de fato basta querer para se conseguir parar de fumar e emagrecer, mas, ao mesmo tempo, todos sabemos que não basta querer! Estranho? Nem um pouco.
Vejamos: é evidente que aquele que quiser verdadeiramente parar de fumar utilizará todos os expedientes ao seu redor para fazê-lo. E, mais importante, não se deixará levar por suas quedas. Pelo contrário, procurará aprender com elas. Seus erros serão para ele fonte de auto-conhecimento. Precisamente aquelas coisas que pareciam capazes de destruí-lo ele as utilizará para subir. De cada erro o homem convicto tirará uma lição. Nada será inútil para ele. O derrotado, por sua vez, ainda que queria verdadeiramente parar de fumar, deixará se levar pela angústia da queda. Cada tropeço será para ele ocasião que reforçará sua crença de que, no fundo, ele é incapaz. Veja que é uma questão de querer verdadeiramente e de querer com todas as forças, contra o mundo se necessário!
De que tipo vocês acham que eram os homens que influenciaram gerações? Certamente do tipo que sabia aproveitar a própria fraqueza para enriquecimento pessoal. O calo que aperta não é nosso inimigo: é nosso maior mestre - ainda que todos nos adulem com palavras carinhosas ele sempre está lá para lembrar a verdade do que somos para nós mesmos. Torna-se, de certa forma, um dos nossos melhores amigos. Ainda bem que estão lá para apertar nossos pés cansados! Não fosse assim seriamos auto-suficientes! Uma tragédia! Que a auto-suficiência jamais te ocorra! Seria melhor que uma bomba o atingisse agora! Você precisa de cada um desses chatos que te rodeiam. Esses "sapos gordos" que você tem de engolir são, na verdade, petisco delicioso.
São esses dissabores que tanto amargam a vida que nos fazem subir. Se nos deixamos abater por eles a derrota é nossa! Claro! Dificuldades sempre haverão. Os vencedores são aqueles que perceberam que a vitória dependia somente deles, como eu disse, contra o mundo se necessário. Você quer mudar o planeta? Muito bem, mas será que, para vencê-lo, você tem coragem para enfrentar a si próprio de frente? Se você for incapaz de controlar o que sente com esse simples calinho que tanto te incomoda o mundo fará picadinho de ti. Para vencê-lo é preciso antes obra muito mais difícil e dolorosa: vencer-se.
A mais nobre vitória
Marcadores: IndividualidadePostado por Henrique Rossi às 12:22
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5 comentários:
...como de costume, sem dados para acobertar as afirmações... mas enfim...
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interessante debate
http://www.youtube.com/watch?v=XNODiU_-CNo
O que intriga mesmo é como, apesar de discordarem tanto de mim, alguns venham e voltem tanto a estas páginas...
JrezIN,
Fique tranquilo. Os caras que desenvolveram esta nova "tecnologia" estão com 50 anos de atraso. As coisas já ocorrem desta forma desde que a TV foi inventada...
não discuta sozinho Henrique, aprove os comentários se quiser responder à alguem...
JrezIN,
Não aprovei o outro comentário por que achei aquele tipo de humor muito sarcástico. Olha que eu até não liguei tanto, visto que respondi antes e publiquei agora.
Pode parecer meio esquisito, mas, sendo o blog meu, aprovo os comentários que quiser e rejeito os que não gostar.
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