Já tirei uma com os ateus questionando se a paranoia persecutória que eles alegam é verdadeira. Logo imaginei os carecas do ABC caçando ateus no centro de São Paulo à noite. Tão engraçado quanto irreal. Porém, há um grupo que vem alegando ser perseguido há muito mais tempo que os ateus: os gays. Mais uma vez eu me pergunto: será verdade o que eles estão alegando? Será mesmo que todo assassinato de rapaz ou moça homossexual é motivado pelo ódio à condição deles? Não será apenas que eles são tão vítimas da violência urbana brasileira como qualquer outro de nós? Um homossexual assaltado poderia alegar: "Mas enquanto me roubava o bandido me ofendeu!" É mesmo? Por motivo de ilustração vamos pensar em outro caso.
Imaginemos um gordo andando à noite pelo centro de São Paulo. Não precisa ser daqueles ultra-obesos - pode ser apenas gordo mesmo. Essa condição deixa a pessoa engraçada, faz com que se mova de modo desajeito, desengonçado. Basta ficar gorda para a pessoa perder a graça e, evidentemente, a leveza. Logo, os gordos não conseguem fugir com muita facilidade dos bandidos. Agora vejamos, nosso amigo volumoso está passeando sozinho pelo centro velho de São Paulo quando é abordado por um bando de carecas armados! Como os bandidos são tipos muito politicamente corretos podemos logo imaginar o que dirão: "Passe logo a grana, err..., moço!" O gordo se atrapalha com a carteira e careca continua: "Vamos logo moço, eu não tenho o dia inteiro!"
Essa cena não parece um tanto irreal? É porque sabemos muito bem que o bandido não falará moço! Não! Ele falará baleia mesmo! "Passe logo a grana, baleia!" E, se porventura, precisar continuar, ele dirá: "Vamos logo barrigão, eu não tenho o dia inteiro!" Agora essa história faz sentido! Conseguimos ver toda a maldade do bandido insensível em ação. E com o jovem homossexual, como ele faria? "Passe logo a grana, moço??" Claro que não. Ele vai mandar coisa muito diferente: "Passa a grana aí, bichona! Vamos logo sua bicha, eu não tenho o dia inteiro!" Não parece mais plausível? Pois então, será que o jovem homossexual foi vítima da violência urbana por causa da sua condição?
Não estou negando que o bandido pode se inspirar a ser especialmente mais violento com os homossexuais. Só não posso compartilhar da ideia falsa de que os homossexuais são vítimas da violência por causa da sua condição! Não são não! Sofrem com a violência urbana das grandes cidades brasileiras como qualquer outra pessoa! Não são especiais e únicos - são pessoas comuns como outras quaisquer. Ou os gordos, quando assaltados, atribuem a violência sofrida ao fato de serem gordos? "Seu delegado! Aqueles carecas desgraçados só me assaltaram porque eu sou gordo! Se eu fosse magro eles não teriam me assaltado!" Ah! Façam-me o favor! Quem pensa uma coisa dessas está muito equivocado.
domingo, 1 de novembro de 2009
Mãos ao alto, baleia! (sobre ateus, gays e gordos)
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6 comentários:
Acho que estou começando a me libertar do blog - o que significa que escreverei muito raramente. Consegui! Ainda bem! Estava muito dependente de dar a minha opinião. Acho que estou ultrapassando esse período.
Eu lembro que quando eu comecei a participar de Fóruns de emulação e de entretenimento em geral (que aliás, dá de 10 a zero nesse sistema de Blog), eu era odiado por muitos, um quase vilão...
Hoje vejo o quanto idiota eu era...
Essas coisas de internet são assim mesmo...
PS: Henrique, quero copiar DVDs de Wii!
Há!
Se você, por discordar de mim, procurou me desestimular a trabalhar no blog escreveu as palavras erradas.
Não há nada de intolerante no texto. Releia-o. O que fiz foi tão somente desmascarar uma das mentiras do movimento gay: a de que os gays sofrem violência por causa da sua condição: mentira! Os gays sofrem como quaisquer outras pessoas. Aponte um exemplo de intolerância que sua vitória automática será declarada.
PS: tolerância zero com o que não me dá prazer de agora em diante.
como se 'perseguições' a gays, gordos e ateus fosse feita somente na hora da violência urbana.
Se um gordo com um curriculo exemplar, e uma garota linda com o curriculo igualmente exemplar, ambos com a competência equivalente, disputarem um emprego, quem voce acha que leva a vaga?
Várias vezes no colégio eu vi garotos homossexuais serem isolados pelos meninos, SÓ por conta disso. Meninos heteros não gostam de manter amizades com gays, para não serem confundidos.
Logo imaginei os carecas do ABC caçando ateus no centro de São Paulo à noite. Tão engraçado quanto irreal.
Vejam só o seu conceito de humor. Francamente...
O preconceito contra ateus é ainda menos visível pq, infelizmente, a maioria não assume, prefere nem tocar no assunto. Mas quantas vezes eu já ouvi frases 'não importa a religião, o importante é crer em deus'; 'incrível você ser tão legal e dizer que não acredita'. É o mesmo que dizer a uma gorda: aii, vc é tão linda de rosto, pq não emagrece?
Sabe, Henrique, vc não pode desdenhar assim do sofrimento das pessoas. Vc nunca foi vítima de preconceito, né?
Homem, branco e hetero.
Vc não é mulher, não é gay, não é ateu, não é minoria. Não fale sobre o que você não conhece.
O post pode até apresentar questionamentos válidos... uma lógica bem infantil, mas enfim... válido...
...mas como não apresenta nenhum dado real sobre essa linha de pensamento, não tem nenhum valor real para uma discussão.
está há divagar alto, só isso...
Mariana,
Sabe, Henrique, vc não pode desdenhar assim do sofrimento das pessoas.
Bem, essa é uma questão interessante mesmo. O problema é sentir-me obrigado a aceitar uma mentira em nome do "respeito"? Oras, seria uma respeito mentiroso e, portanto, de respeito não teria nada.
É justamente por considerar todas as pessoas interlocutoras legítimas que não faço ninguém de coitadinho. Sim, nunca sofri preconceito. Mas, por uma questão de princípios, não posso aceitar inverdades - seria desrespeitoso para com quem as diz. Percebe? Ser verdadeiro é ser respeitoso, ainda que politicamente incorreto.
JrezIN,
Mas não foi preciso fazê-lo! rs..
Bastou dizer comparar a alegação dos gays à uma suposta alegação de um gordo que atribuisse uma violência sofrida ao fato de ser rechonchudo. O resto você fez por si só.
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