segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A grande ameaça gramsciana à civilização e à verdade

Já escrevi algumas vezes neste blog denunciando a existência de uma ideologia marxista que visa a implantação do comunismo no Ocidente através do aparelhamenbto discreto dos meios de comunicação e dos órgãos estatais. As bases desta doutrina foram dadas por um ideológo marxista do início do séc. XX, Antonio Gramsci. Informei naqueles textos que Gramsci é o mais influente pensador marxista da contemporaneidade. Todavia, não é sempre que ouvimos o seu nome, posto que ações subreptícias estão na gênese das suas ideias. Portanto, não é útil para os seus seguidores torná-lo conhecido. Bom mesmo é ensinar a sua doutrina somente para as pessoas certas, os camaradas de partido.

Então, como conheço eu a obra de Gramsci? Ela foi-me apresentada enquanto cursei comunicação social na Universidade Federal Fluminense, na disciplina Sociologia e Comunicação. Tive de ler textos de Gramsci. Quando mais jovem tudo me fez enorme sentido. Tornar o mundo um lugar melhor é atividade quase impossível, já que a imensa maioria de pessoas se opõe ao projeto revolucionário. Que tal infundir nelas as ideologias revolucionárias sem que elas percebam? Em pouco tempo serão agentes da revolução sem o saber!!! A vertente principal do Gramscianismo é a revolução cultural dos costumes. Para tornar a sociedade revolucionária, é preciso estirpar dela a moral cristã, que é o último bastião de defesa contra-revolucionária.

Mas qualquer um que denuncie o gramscianismo incorre no grande risco de parecer ridículo, pois está denunciando uma coisa muito difícil de se verificar. Será mesmo que os jornais e os órgãos do Estado estão verdadeiramente aparelhados por comunistas que desejam inocular na sociedade o vírus marxista? Não sem muita razão, pode-se alegar que se trata de delírio persecutório da nossa parte; estaríamos vendo coisas que não existem. Alguns meses atrás uma frase de Ciro Gomes ajudou-me a provar que Gramsci ao menos existe e é lido e seguido por esquerdistas. Faltava demonstrar que esses vermes estão promovendo a revolução comunista de modo discreto e sub-reptício. Não falta mais!

Um promotor de Justiça do Estado de São Paulo revelou à Folha de São Paulo como se aproveita do seu emprego em cargo de destacada importância para inocular na sociedade a ideologia da revolução comunista. Isso mesmo, o promotor Marcelo Goulart, de Riberão Preto (o sujeito acima retratado), contou tudinho. Deve ser um desses tipos meio lerdos. Talvez estivesse em delírio de grandeza quando deu a entrevista, pois disse efetivamente tudo. Infelizmente, o conteúdo não está disponível online, mas os que têm acesso a Folha de S. Paulo poderão verificá-lo. Vejamos trechos da entrevista.

FOLHA - Gramsci, a quem o sr. admira, atribui a força unificadora da sociedade, que Maquiavel atribuía ao Príncipe, a um partido. Por isso ele chamava o partido - no caso, o comunista - de “Moderno Príncipe”. Que partido, na sua opinião, ocupa a função de Moderno Príncipe no Brasil?
GOULART
- Hoje não faz sentido pensar em partido político. São as forças democráticas que cumprem uma função hegemônica e que, articuladas, logo avançam a batalha das idéias, na imprensa, no Ministério Público, nas instituições. E criam a base cultural para as mudanças políticas e econômicas. Esse é o caminho democrático da construção de uma sociedade livre, justa e solidária.


Prestem bastante atenção à frase "logo avançam a batalha das idéias, na imprensa, no Ministério Público, nas instituições". Qual a consequência desse aparelhamento ideológico do Estado segundo Goulart? Na mesma frase, ele responde: "criam a base cultural para as mudanças políticas e econômicas." Segundo ele, aparelhar ideologicamente o Estado é prática democrática. Como se alguém estivesse consentido com isso? Como será que a maioria da população reagiria se soubesse que agentes comunistas estão se infiltrando no Estado sem o seu conhecimento com a intenção deliberada de promover a revolução política e econômica? É uma pena muito grande que eu esteja certo. A revolução comunista está em avançado estágio de desenvolvilmento no Brasil. Continuemos com mais detalhes desse projeto sórdido.

FOLHA - O senhor é conhecido por atuar ao lado do MST e de entidades ambientais. Esse é o papel de um promotor?
MARCELO GOULART
- A visão do Ministério Público como mero agente processual está superada desde a promulgação da Constituição de 1988. O membro do Ministério Público é agente político e, hoje, tem a incumbência constitucional de defender o regime democrático e implementar a estratégia institucional de construir uma sociedade livre, justa e solidária.


Notaram bem, né? Um promotor do Ministério Público não é mais, segundo Goulart, um agente processual. Pelo contrário, ele não está no cargo público para a defesa das leis e das instituições. Goulart deixa claríssimo: "O membro do Ministério Público é agente político". E deve sê-lo para "construir uma sociedade livre, justa e solidária". Por que será que a população não tem o direito de votar nele, então? Não seria muito mais democrático se pudessem fazê-lo? Ele se coloca como agente político do bem, mas não julgou necessário ser eleito por ninguém antes. Basta-lhe o que ele quer fazer. Por que a opinião dos outros seria necessária para a concretização do seu projeto?

FOLHA - O senhor é socialista?
GOULART
- Como promotor de Justiça, sou defensor da Constituição, do projeto democrático.Essa é a minha missão. Minhas convicções pessoais são só isso: minhas convicções pessoais.
FOLHA - Quais convicções?
GOULART
- Utopicamente? Acredito na possibilidade de construir uma sociedade socialista. Sob um ponto de vista gramsciano, se avançarmos na linha da Constituição, vamos dar grandes passos para, no futuro, caminhar para uma sociedade socialista.
FOLHA - Como é que isso ocorreria?
GOULART
- A partir do momento em que os princípios sociais da Constituição forem sendo efetivamente conquistados, não só no papel, mas na realidade, haverá um choque lá na frente. Teremos de discutir, por exemplo, como é que a dignidade da pessoa humana pode conviver com o direito de propriedade. E assim por diante.

Pronto. Está tudo aí. Método gramsciano, revolução cultural, revisão do direito de propriedade. E, o que é mais lindo, tudo muito democrático. Quem foi que disse que para se realizar a democracia a opinião da maioria precisa ser ouvida? Basta que o Estado esteja aparelhado e que a vontade política esquerdista esteja sendo realizada sem o consentimento ou o conhecimento da população! Como isto se traduz em dados concretos? Oras, ele processa todas as pessoas que aparecem no meio do seu projeto político. Ele torna um inferno a vida de trabalhadores honestos porque, para ele, só importa as suas "convicções pessoais".

FOLHA - O senhor parece não gostar de grandes propriedades rurais.
GOULART
- No meu horizonte utópico não está presente um grande número de usinas de açúcar e álcool, por exemplo. No meu horizonte utópico estão a policultura, a geração de postos de trabalho no campo e a agricultura orgânica. Está o acesso do povo à terra, que é um direito fundamental negado desde o descobrimento. A estrutura fundiária brasileira é uma das principais razões de nosso subdesenvolvimento.


Ou seja, você tem propriedade privada rural? O Goulart vai te processar. Vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que sua terra seja doada para o MST. É ele que está dizendo. A função do seu trabalho muito democrático é distribuir terra para o MST, ainda que a amplíssima maioria de brasileiros não esteja ciente de que o Estado esteja realizando tarefas com as quais ninguém corrobora.

FOLHA - O senhor tem chefe?
GOULART
- Não existe hierarquia funcional no Ministério Público. Um de nossos princípios é o da independência funcional, que ganhou força com a Constituição de 1988. Esse princípio serve para proteger o membro do Ministério Público das pressões do poder político, econômico e interno.

Está aí. O gramsciano faz o que quer, a hora que quer, e não precisa do consentimento de ninguém. Bastam-lhe as suas convicções pessoais. Espero poder demonstrar que pessoas de método absolutamente igual ao deste sr. estão na chefia das redações dos principais jornais e veículos de comunicação do país. O problema é que eu dependo do vazamento dessas informações. Só consegue diagnosticar a influência da ideologia comunista gramsciana num texto quem já estudou a obra de Gramsci, então é bastante complicado demonstrá-lo. O chato de estar sempre certo é isto: a gente acaba se sentindo sozinho em meio a um infinito mar de ignorância e mistificação.

1 comentários:

Rogério Olivieri disse...

Ótimo texto! Poucos tem coragem hoje em dia de denunciar o gramscismo galopante que a ditadura "politicamente correta" tenta impor sobre o mundo ocidental pós década de 80. parabéns!!!