O politicamente correto dos nossos dias nos impõe várias obrigações ridículas. Mas nenhuma é pior do que a obrigação de achar a homossexualidade uma coisa linda. Isso é uma coisa tão séria, que está tão arraigada na cabeça da pessoas que, basta dizer uma coisa dessas, e vão logo te tachando de homofóbico: "Você é ridículo! Você odeia gays!" Eu?! Vamos fazer o exercício de prestar atenção ao que eu verdadeiramente disse: "Nenhuma imposição do politicamente correto é tão ridícula quanto a obrigação de achar a homossexualidade uma coisa linda." Está aí a frase. Agora eu pergunto - onde está a homofobia nela? Analisem a frase de todas os lados, olhem contra a luz, esfreguem no tanque, mergulhem em água sanitária. Façam tudo isso eternamente que não sairá uma gotinha de homofobia dela. Todo o seu esforço terá sido em vão.
O que ela de fato está dizendo? Oras, que existe uma obrigação em achar lindo a homossexualidade, e quem não o faz é logo tachado de sei-lá-eu-o-quê . Ou seja, se você não é escancaradamente a favor do homossexualismo você é um pulha, um pária, um maldito. Oras! Isso é uma estupidez, uma burrice. Eu não sou um grande admirador do Corinthians, mas isso não significa que eu o odeie. Não acho o Lula um bom presidente, mas isso não significa que eu queira matá-lo. Não me dei ao trabalho de assisitir Brokeback Mountain, mas isso não significa que eu odeie gays. Tudo isso que estou dizendo é lógica elementar, coisa que uma criança do pré consegue entender. O problema é que o politicamente correto emburrece as pessoas ao ponto delas não conseguirem mais acompanhar o raciocínio da criancinha do pré.
Então, que acho eu do homossexualismo? Simplesmente nada. "Nada?!", reage o leitor indignado. Acho rigorosamente nada. Não vejo nada de mais no homossexualismo. Considero-o coisa muito normal, comum e corriqueira. Ah! Mas vai aparecer alguém que me considera homofóbico só porque penso isso do homossexualismo! Como já disse, não criticar a homossexualidade não é suficiente para não ser considerado homofóbico. Se alguém tiver verdadeiro horror à ideia de ser tachado dessa forma será preciso apoiar a causa gay com unhas, dentes e sabe-se-lá-mais-o-quê. Para ser admitido à turma dos modernos você precisa de piercings, adidas e um amor grande, muito grande pela causa gay. Senão você é retrógrado, reacionário, atrasado, machista, paternalista, em suma: a escória!
É isso que eu odeio no politicamente correto: ele te impede de pensar! Ele rouba o seu direito de achar o que bem entender. Em sua função, criam-se categorias de correção. Se você tiver uma opinião que não se enquadre dentro dos rígidos limites do aceitável, você é um pária, um maldito. Se quiser ser aceito como mero interlocutor terá que ceder e muito, pois, em pensamento, ceder pouco já é ceder tudo! Não se permitir a sadia liberdade de pensar de modo independente já é tornar-se escravo da opinião alheia. Recusar-se a desafiar os padrões sociais é um modo de anular-se, de deixar de existir como indivíduo. Aceitar tudo o que os outros impõem é uma forma de suicídio; uma cruel maneira de deixar de existir. Senão, digam-me: qual é efetivamente a existência de um sujeito que em tudo se guia pela opinião alheia? Ele simplesmente não existe.
Um verme é mais honesto e verdadeiro que a pessoa que não pensa por si própria, pois o anelídeo não ignora nenhuma faculdade sua, entenderam? O verme faz tudo o que está em seu poder. A pessoa que não pensa está abandonando a sua mais nobre faculdade, tornando-se assim pior que o verme, que nunca deixa de fazer tudo o que está ao seu alcance. É isso mesmo que você leu. Um verme rastejante é melhor, mais útil e verdadeiro que a pessoa que não pensa. É esse o plano do politicamente correto para você: torná-lo mais insignificante, reles e desprezível que um verme. Contrariar essa expectativa absurda é o mínimo que você pode fazer para provar que é humano. Ou você assume a própria humanidade ou será escravo da maioria. A decisão é sua, as consequências também.
Homofobia e o politicamente correto
Marcadores: Combate ao politicamente correto, Individualidade, Liberdades individuais, Sexo bizarro da modernidadePostado por Henrique Rossi às 11:06
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13 comentários:
“O politicamente correto dos nossos dias nos impõe várias obrigações ridículas. Mas nenhuma é pior do que a obrigação de achar a homossexualidade uma coisa linda. Isso é uma coisa tão séria, que estão tão arraigada na cabeça da pessoas que, basta dizer uma coisa dessas, e vão logo te tachando de homofóbico: "Você é ridículo! Você odeia gays”
Vejo sérias falhas de argumentação nesse primeiro parágrafo. Primeiro, não há obrigação em achar a homossexualidade uma coisa linda, as pessoas rotulam a homossexualidade de uma forma apaixonada, sem se preocupar com o que realmente interessa: o que é a homossexualidade para a natureza, porque os seres agem assim e quais as conseqüências sociais desse comportamento?
Nenhum pai e nenhuma mãe deseja um filho homossexual. Este é o estado real das coisas hoje. Ninguém acha lindo que o filho seja homossexual. Mas qual é a causa disso? O comportamento homossexual em si ou o efeito que decorre da sociedade por conta desse comportamento? Essas duas questões estão estritamente ligadas àquilo que eu disse no meu primeiro parágrafo: o que é a homossexualidade para a natureza, porque os seres agem assim e quais as conseqüências sociais desse comportamento?
O ódio é decorrente da abordagem. Se você aborda a questão da homossexualidade com preconceito violento e palavras hostis, então sim, você realmente tem ódio de homossexuais. Não se pode ser a favor ou contra uma condição natural, mas aí teríamos que saber com exatidão o que acarreta o homossexualismo, o que a natureza quer nos dizer com ele, porque pessoas do mesmo sexo se apaixonam e desejam constituir família e viver a vida juntos até que a morte os separe? Você simplesmente não pode ir contra o amor (se for cristão) e se você não é homossexual para saber o nível de amor que existe entre um casal homossexual, como você pode ir contra ou a favor? É preciso de mais informação sobre essa condição, porém é público e notório que a condição sexual do indivíduo só compete a ele. Não há prejuízo social com a homossexualidade. Nem mesmo reprodutivo, pois a reprodução assistida já é uma realidade da vida deste planeta.
Quando você fala sobre a questão de obrigatoriedade em achar a causa gay linda, é porque você não está levando em consideração que para a grande maioria, a causa gay é feia, e por isso, para reverter esse pensamento, é preciso reafirmar que não é. A causa gay ainda é uma causa, talvez um dia não seja nada mais do que uma condição natural comprovada pela ciência como, talvez, um terceiro sexo.
Estranhamente, eu concordo com você. Provavelmente por razões bem diferentes, mas concordo que você tenha o direito de achar que a homossexualidade é algo ruim, etc e tal. Não que eu concorde, claro.
Espero que você também seja contra leis anti-blasfêmia, como as que estão querendo votar na ONU, exatamente pelas mesmas razões :)
André!?
"concordo que você tenha o direito de achar que a homossexualidade é algo ruim."
Ei! Pegadinha do malandro, certo? Disse com absoluta clareza que não acho nada da homossexualidade e afirmei ser este o meu crime.
Como o politicamente correto obriga que se louve constantemente o homossexualismo não dar a mínima para o assunto já é tido como incorreto. Mau Henrique!
Jacinto (você já sente, é?),
"se você não é homossexual para saber o nível de amor que existe entre um casal homossexual, como você pode ir contra ou a favor?"
O escândalo da minha opinião é justamente este: tô nem aí... A contemporaneidade elegeu este como um grande assunto. Diferentemente dela, eu não considero este um grande assunto. Mau Henrique! Se você soube ler nas entrelinhas, o texto não versa sobre a homossexualidade..
Eu não acho que você não esteja nem aí para a homossexualidade. Também não concordo que se você não liga para a homossexualidade isso é um escândalo. Está muito egocêntrico esse pensamento. Quer dizer que até a sua indiferença faz com que as pessoas se escandalizem?
Se você não considera a homossexualidade um grande assunto é porque provavelmente ela não faz parte da sua vida, mas se fizesse, você acharia. É como eu dizer, eu acho o anti-semitismo irrelevante, claro, não estou envolvido com essa questão. Não faz parte da minha vida.
Você argumenta que a falta de vontade de opinar sobre a homossexualidade é algo politicamente incorreto? Isso não faz o menor sentido. Não vejo ninguém levantando bandeiras apaixonadas ao homossexualismo por aí, como se isso fosse uma obrigação.
Entenda X para opinar sobre X, qualquer coisa fora disso podem ser palavras ao vento, o que muito provavelmente acarretará preconceito.
Jacinto,
Agora você demonstrou explicitamente estar muito errado. Olha o que você escreveu:
"Você argumenta que a falta de vontade de opinar sobre a homossexualidade é algo politicamente incorreto? Isso não faz o menor sentido. Não vejo ninguém levantando bandeiras apaixonadas ao homossexualismo por aí, como se isso fosse uma obrigação."
Rapaz! Tanto é assim que você está incomodado com o fato de que eu não dou bola nenhuma para o assunto. Raras vezes vi assunto tão bombástico como este. As pessoas se inflamam de uma tal forma na defesa do homossexualismo que estou supreso que você diga na cara dura que não é assim. Dessa forma não chegaremos nunca num ponto comum, pois eu parto do princípio de que a homossexualidade é um dos assuntos que mais despertam discussões apaixonadas pois eu vi diversas vezes isso acontecer!
Seu pensamento está um pouco confuso, mas não tem problema não. Eu não estou incomodado com o fato de você não dar bola nenhuma para o assunto (o que penso ser uma inverdade, opinião minha). O foco que dou a questão da homossexualidade é puramente científico, antropológico, sociológico. Não discuto a homossexualidade de forma apaixonada, mas confirmo que isso acontece, como acontece em inúmeras outras questões (no Brasil, o futebol é a principal delas). Para você, a homossexualidade é um dos assuntos que mais despertam reações apaixonadas (você viu, certo?) porque provavelmente trabalha com pessoas homossexuais, simpatizantes, etc. Eu, por exemplo, nunca tive uma discussão acalorada sobre o assunto. Quem está certo, eu ou você? Ou será que aqui precisaríamos de uma pesquisa estatística séria? Você escreve muito bem, mas embasa seus argumentos de uma forma que eles não se sustentam.
Sei lá, basta assistir 10 min do programa da Luciana Gimenez pra se ver como o assunto desperta discussões acaloradas. Há assuntos que não têm esse poder - nunca vi ninguém brigar quando o assunto fosse obesidade ou botânica, por exemplo.
Homossexualidade, religião, política são assuntos com forte capacidade de fazer as pessoas se irarem, não acha?
Quando digo que não me importo com o homossexualismo é justamente porque não me tenho interesse nos questionamentos que você faz. Da forma como vejo, quem se declara homossexual é uma pessoa como outra qualquer, que não merece tratamento diferenciado, pois não participa de um tipo especial de humanidade. Pelo contrário, eles são pessoas como outras quaisquer.
São pessoas como outras quaisquer. Assim como os negros, os judeus, os palestinos, etc. Quando você fala em homossexualidade, você não está falando apenas do indivíduo homossexual, mas da condição desse indivíduo inserido na sociedade. Dos conflitos que essa posição gera. É isso que desperta o interesse (apaixonado ou não) nas discussões. As diferenças, esse é o foco que você poderia ter dado ao seu texto. O ser humano não convive bem com as diferenças, talvez seja essa a meta a ser atingida para o convívio pacífico de uma nova era no planeta.
Eu acho que é isso sim. O problema é que sempre tem um infeliz no seu cangote te dizendo pra fazer as coisas exatamente do jeito que ele está te dizendo, senão você não vale nada. É contra essas pessoas que não respeitam as diferenças que escrevi este texto.
Interessante seu texto!
Apesar de eu ser bissexual, concordo com sua opinião. Os homossexuais de hoje (observo muito isso em meus próprios amigos gays), são intolerantes e acham que qualquer piada do tipo "amiga" é uma ofensa por parte dos heterossexuais.
É claro que a comunidade glbt merece respeito e acho que ninguém deve se preocupar com o quem o outro faz sexo (não sendo em público, claro, haha), mas acho que muitos homossexuais devem perceber que a sociedade não se acostumou totalmente com essa "novidade" e que nem todos tem a mesma opinião.
Entendi o que você disse e concordo. Só não acho que em nome da igonrância da maioria das pessoas se deva ser tolerante com o preconceito. Esse povo que gosta de fazer piadinha contra homossexuais, ainda que não estejam mal-intencionados, são na sua grande maioria uns boçais.
Porque todo mundo gosta de defender gay.
esses comentarios são um otimo exemplo do que o artigo ta falando.
o cara so ussou A VIADAGEM como exemplo (isso mesmo não enche meu saco)ele recebeu um monte de cara chato defendendo BICHA ( ei na internet eu ainda posso falar o que eu bem entender)
No meu entendimento, basta um não entrar no espaço do outro. Mas os gays geralmente não aceitam isso. Eles querem destruir a família tradicional e os valores morais porque a simples existência dessas instituição já lhes indica os seus erros. Enquanto a população não se conscientizar de que a família e os valores morais são bens que precisam ser defendidos o movimento gay continuará sendo uma ameação à normalidade institucional do Ocidente.
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