domingo, 20 de dezembro de 2009

Avatar, de James Cameron: um elogio à delinquência

James Cameron transportou o mundo para a tragédia do Titanic em 1997. Desta vez, com o novo Avatar, que entrou ontem em cartaz, ele nos convida a uma viagem à incrível Pandora, planeta longínquo ameaçado pela gana colonizatória humana. Os generais desta era futura infiltram um soldado entre os alienígenas locais (os tais seres azuis) para que seja estudada uma forma melhor de aniquilá-los por completo. O problema é que o tal avatar se apaixona pelo povo colonizado e passa a lutar contra o Império. Moral da história: é preciso fazer todo o possível para que a sanha imperialista dos Estados Unidos seja destruída por completo. Ou seja, para conhecer a fantástica Pandora e suas paisagens fantásticas você precisa dar dinheiro para o projeto de destruição do Ocidente de James Cameron. Peraí! DESTRUIÇÃO DO OCIDENTE?!?! Alguém traga a camisa-de-força para o Henrique! Agora ele está dizendo que um dos maiores cineastas em atividade do mundo tem planos para destruir o Ocidente? Sente-se na cadeira amável leitor: sim, eu estou dizendo exatamente isto, E VOU PROVAR! Seu papel, hoje, é aplaudir-me: estou inspiradíssimo.

James Cameron age como um canalha de maior espécie. O grau de distorção da verdade a que este senhor chegou desta vez passou todos os limites aceitáveis. Vejam bem, segundo Avatar, bom mesmo são os autóctones bárbaros que comem seus inimigos e espetam agulhas em suas crianças. Os que lutam pela civilização são bandidos do pior tipo: assassinos sanguinários que desejam somente capitalizar. A disputa que os humanos travam em Pandora visa a obtenção de um minério raro e valiosíssimo. Cameron deliberadamente trabalha pela manutenção do tipo mais raso e estúpido de estereótipo possível com seu retrato mesquinho dos generais humanos do futuro - é o que está dizendo a mídia especializada. Avatar é, enfim, uma metáfora daquilo que os esquerdistas chamam de Império estado-unidense. Tal e qual os generais do futuro, os generais de hoje lutam somente pela expansão do pior tipo de barbárie que existe: o capitalismo. O metal preciosíssimo de Pandora chama-se petróleo. Vamos destrinchar então as mentiras sombrias desse enredo infernal?

Primeiro de tudo: os EUA contribuem para um mundo melhor? Sem a resposta certa a esta pergunta não se entenderá coisa alguma do que este texto vai dizer. Se a sua opinião é a de que os EUA são a pior coisa que jamais existiu você deve não apenas parar de ler este texto: deve também nunca mais visitar este blog - você é um idiota, e idiotas não são bem-vindos aqui. Se, no entanto, você tem um pensamento um pouco mais sofisticado (nem precisa achar que os EUA são lá grandes coisas) então vamos conversar. Sou da opinião de que os EUA são uma das melhores coisas que jamais existiram. Retratá-los como imperialistas sanguinários desalmados é artimanha canalha, para a qual somente o inferno será capaz de responder corretamente. Isso não significa que os americanos estejam certos em tudo o que fazem. Por isso, infelizmente, a inteligência é algo que se faz necessário para a reta compreensão do assunto. Então vejamos, o que será mesmo que os EUA defendem?

A civilização, eis o que os americanos defendem. Onde houver barbárie e crianças sendo espetadas com alfinetes lá estarão os americanos defendendo o bem e a verdade (venham logo para cá! Pedi antes e o repito). Saddam Hussein tinha um dos piores regimes de todos os tempos? Ainda bem que foi retirado do poder pelos americanos. Sim, o mundo está mais seguro sem canalhas como Saddam Hussein governando nações. O que não foi correto na guerra do Iraque foi sua justificação: armas de destruição em massa que todos sabiam que não existiam? Essa foi uma das grandes patetadas do maior pateta de todos os tempos: George W. Bush. Bem feito que tenha sido escurraçado como cão sarnento do poder. O fantástico é que, apesar dele, as coisas certas foram feitas no Iraque. Gostem os obamistas ou não, é certo que toda a gana anti-ocidente de Barack Obama não irá para frente, ao menos não enquanto ele for o presidente dos EUA.

Será que a guerra do Iraque terá mesmo ocorrido em função do petróleo? É isso que todo esquerdista quer que você pense. Será que podemos acreditar em esquerdistas? Jamais afirmaria que o petróleo não importava nesta questão. Importava sim, mas não era o mais importante. O mais importante era tornar o mundo um lugar mais seguro, e isto foi feita à custa de muitas vidas de americanos. Foi assim em 6 de junho de 1944, e é assim hoje. Os franceses sitiados por um dos maiores loucos da história começaram a ser libertos graças a coragem e bravura americanas. Não fossem eles o mundo mergulharia na triste barbárie de loucos que espetam crianças em rituais satânicos. O que os esquerdistas dizem disto? Oras!!! Os esquerdistas dizem a este respeito o mesmo que dizem a respeito dos índios desgraçados que enterram crianças vivas porque nascem com defeitos congênitos: "É a cultura deles. Não podemos interferir!" Duvida?

Pausa para o leitor desavisado. Ignorância não é nada bonito, ainda mais em relação aos temas candentes da contemporaneidade, de qualquer forma, é perdoável. Alguns devem estar se perguntando: "De que diabos ele está falando? Bárbaros espetando crianças com alfinetes? Índios que enterram crianças vivas?" Estou falando do seu país: a grande nação tupiniquim, a República das Bananas, onde, decerto, os notáveis não podem ser muito mais que macacos, que também têm nos pés o polegar opositor. Estão presos na Bahia os lunáticos que espetaram com 48 agulhas o corpo de uma criança de dois anos de idade! (Reportagem aqui). Por que o fizeram? Oras! Fizeram-no pelas coisas de sempre: infertilidade masculina, trazer a pessoa amada, afastar maldições, etc. Cá pra nós, o pessoal da "Igreja" Universal do Reino de Deus faz o mesmo sem precisar espetar agulha alguma em ninguém. Apesar das loucuras que cometem, estão vários graus acima na escala de civilidade em relação aos infelizes que cometem crueldades como essas. E os índios? Oras, você não sabe? É prática corrente entre os nativos do Brasil enterrar vivas crianças defeituosas pois, segundo suas crenças, elas atraem maldições.

É isso que ocorre por não se estudar história: desconhece-se o mundo. Não basta decorar formulazinhas matemáticas estúpidas e inócuas para se tornar gente. Para se entender o mundo precisa-se estudar história. Vocês não sabiam que os índios comeram o primeiro bispo enviado ao Brasil? Foi considerado "digno" do ritual antropofágico: somente os grandes inimigos recebiam tal "honraria". Ironicamente, o sobrenome do Bispo era Sardinha. No Brasil as piadas vêm prontas. Missionários protestantes fizeram um documentário sobre o ritual indígena de enterrar vivas as crianças com má formação congênita. Chama-se Hakani. Você encontra uma amostra dele no vídeo abaixo.




Assim é a Pandora que James Cameron está exaltando: um lugar bárbaro onde algumas crianças indefesas e defeituosas são enterradas vivas enquanto outras são espetadas com agulhas em rituais satânicos. Outras? Ah, vocês não sabiam? Agora que essa história ocorrida na Bahia vazou, a imprensa levantou ocorrido semelhante no Maranhão (reportagem aqui). Na macumba, pelo visto, a agulha é o último grito da moda. A barbárie é assim: estica os seus tentáculos até o limite de seu alcance, destruindo tudo o que encontra pelo caminho. Onde diabos estão os americanos que ainda não invadiram este país?! Vocês ainda não estão entendendo? O processo civilizatório brasileiro ainda não se concretizou. Os americanos precisam tomar esta terra e colonizá-la! O Brasil não se tornará um lugar melhor enquanto os americanos não nos estiverem ensinando a organizar as festinhas de prom e a jogar futebol com aquela bola tão esquisita para nós.

Porém, pergunta muito mais dura precisa ser feita: onde diabos estão os americanos que não proibem a exibição de Avatar? A barbárie, tal qual no Brasil ou no Iraque, precisa ser combatida. Promovê-la precisa ser criminalizado. Um apologeta da barbárie como James Cameron precisa ser silenciado em nome da civilização. Ou seja, a civilização não pode permitir que seja gestada a barbárie no seu ventre. Não se deve poder elogiá-la, seja em filmes, programas de tvs, livros, etc. Isso tem que dar cadeia. O que se está procurando fazer nos EUA é envenená-lo por dentro. O filme de James Cameron descreve com perfeição o processo oposto. São avatares do esquerdismo disfarçados de amigos da civilização que estão sitiados nas redações dos maiores meios de comunicação americanos. São eles que estão ensinando o povo mais sábio do mundo que é feio ser civilizado. Pra essa gente, bom mesmo é ser selvagem ao ponto de espetar agulha em crianças. Bem o demonstra o deputado petista que acha que os índios devem poder enterrar suas crianças vivas. (Pode-se ouvi-lo defender esta barbaridade na versão completa do documentário).

Este filmeco de James Cameron simboliza o amplo avanço do processo de bestificação que EUA estão sofrendo, cujo efeito mais notável foi a eleição de um imbecil só porque era negro. Quem não votasse em Obama o fazia por preconceito, disseram os bárbaros. Então quer dizer que não votar em Obama por convicção simplesmente não existia? São energúmenos desse tipo os avatares que dirigem a CNN e o New York Times. É preciso combatê-los, desmacará-los. Estas verdades precisam chegar ao entendimento da opinião pública. Cientes dos absurdos que se defendem em Avatar ninguém, em sã consciência, colaboraria em torná-lo o sucesso de bilheteria que ele será. Muito menos doariam dinheiro para um canalha desgraçado como James Cameron. Pergunta o leitor desavisado: "Defendem-se práticas satânicas como espetar agulhas em crianças no filme Avatar?"

Pelo Amor de Deus! É claro que não! Assim como o humano fantasia-se de nativo para enganá-los, James Cameron retrata a barbárie como a coisa mais linda do Universo. Somente desgraçados imperialistas como os americanos procurariam destruir a beleza magnífica de um lugar esplêndido como o Iraque digo, Pandora. Para se convencer a opinião pública americana de que belo mesmo é a barbárie, esconde-se tudo de feio que ela tem. Mascara-se a barbárie para que ela pareça belíssima. Esse é o grande atrativo de Avatar: a mais fantástica criação de um lugar fantasioso. A Pandora do filme é certamente a coisa mais linda, fascinante e exótica que você já viu - tal e qual as radiografias da pobre criança espetada com 48 agulhas.

Como sou cineasta, estou sentindo-me fortemente tentado a assistir Avatar por seus inegáveis méritos cinematográficos. Já estou avisando: Avatar é certamente a coisa mais fantástica que você já viu, mas é o endeusamento da barbárie disfarçado. Através da incrível beleza artística construída para descrever a Pandora fictícia, no plano ideológico, o filme só faz elogiar atitudes como a do padrastro que enfiou uma a uma aquelas 48 agulhas numa criança indefesa, ainda que James Cameron jure de pés juntos que eu sou louco. É que ele desconhece a barbárie porque foi protegido dela pelos fantásticos soldados que está satanizando com seu brinquedinho de muitos milhões de dólares. Entenderam? O povo no qual ele cospe covardemente é o mesmo que o defende dos insanos que ele elogia. Assim é o flerte com a barbárie: coisa de gente covarde que ignora as consequências funestas que ela traz consigo.

Está aí. O polimático não tinha por onde ficar melhor, mas ficou. Sinto-me honrado em poder servi-los de forma tão impecavelmente magnífica.

40 comentários:

FelKan disse...

1 - Não entendi bem o que está criticando e elogiando.

2 - Fiquei na dúvida se já foi assistir ou não o filme.

3 - Continuo com a certeza de que está louco.

4 - Conseguiu rodar o New Super Mario Bros. ?

Henrique Rossi disse...

hahaha muito engraçado esse comentário.

Jacinto Pinto disse...

Balancete:

Você foi impecavelmente magnânimo e superiormente extraordinário, mas como você não é Deus, é apenas feito a imagem e semelhança dele, vamos aos erros:

Avatar tem realmente um roteiro imbecil. É a velha história do bem contra o mal. Sua análise a respeito dos conceitos de civilização e barbárie está corretíssima. O diretor vai querer te impor o roteiro pela quantidade de efeitos especiais na tela, mas não se iludam, o progresso é um caminho sem volta. E quem já atingiu um mínimo de progresso mental não conseguirá engolir a história de Avatar.

Ainda assim, é claro que sempre podemos sempre tirar um milho bom do cocô (estou escatológico hoje, mil perdões).


O ser humano é bastante predatório, porque possui instintos animalescos que precisam ser domados. Nem tanto o céu, nem tanto a Terra. Humanos como os de James não são realmente bem vindos, acontece que os humanos de James não são a grande maioria. O poder insano está nas mãos de muito poucos.

Quanto aos rituais da macumba, você não deve se esquecer, guardada as devidas proporções, que a igreja católica tem lá seus rituais esquisitos. Comer o corpo de Cristo é antropofagia. E beber sangue, ainda que em forma de vinho? E o pessoal que foi queimado por não acreditar no catecismo? Lembre-se de atirar a primeira pedra aquele que não possuir pecado.

Óbvio que não estou defendendo a macumba, estou falando de rituais, estão por toda parte quando se trata de religião. Enfim, fico triste por ter gasto meu dinheiro com o filme, eu sei que é todo um conceito novo de tecnologia, mas é como um corpinho bonito, sem conteúdo. A gente esquece em 5 minutos.

VIVA QUENTIN TARANTINO!

Kívia Silva disse...

Henrique,

Fiquei confusa com esse post. Afinal de contas, você está defendendo o quê, quem, e em que ordem? Ou foi só pra confundir a cabeça do leitor?

Ok, você usa fatos horrendos que aconteceram no Brasil esses últimos dias. E já esqueceu da barbárie nos Estados Unidos onde crianças empunham armas e atiram nos próprios colegas? E a discriminação racial EVIDENTE aos homossexuais, e NEGROS nos EUA? Será que é só o Brasil que não presta? Será que esse país não tem gente decente que trabalha com dignidade para sustentar uma família de 10, 11 filhos? E essa gente nem reclama dos altos impostos que pagam........

Concordo com o comentário acima. Chego na conclusão que você está ficando louco. É nisso que dá se matar de estudar. Hahahahahha!

Anônimo disse...

O que você fica fazendo enquanto não atualiza os comentários?

Henrique Rossi disse...

Jacinto e Kívia,

Muito bons os seus comentários. Nunca fiz questão alguma de fazer prevalecer somente o meu ponto de vista. Aliás, me é muito útil saber o que as pessoas estão pensando a respeito dos textos.

Acredito muito em divergências civilizadas. Não é difícil entender por quê. Nem sei se são exatamente divergências neste caso, que, da forma como coloquei, tornou-se verdadeiramente difícil. Em todo o caso, divergências verdadeiras sempre ocorrerão. Melhor que todos sejam civilizados em suas críticas. Até mesmo eu, que volta e meia saio dos trilhos.

Kívia,

Você está certíssima quanto as coisas ruins que acontecem nos EUA. Lá não é nenhum paraíso. Ocorre que lá defende-se a civilidade sempre. Não se transige com coisas erradas. É que o texto descamba para análise sociológica sem avisar, então pode dar falsalmente a entender que não há problema nos EUA quando, na verdade, há problemas lá como em qualquer outro lugar do mundo.

Jacinto,

Por fim parece que você não discordou tanto assim do texto, não é?

Anônimo,

Eu tenho a minha vida, né? hehehe

Ariel Wollinger disse...

"Está aí. O polimático não tinha por onde ficar melhor, mas ficou. Sinto-me honrado em poder servi-los de forma tão impecavelmente magnífica."

putz, tipica mania de gradeza...
Oh henrique, grande profeta e filosofo do seculo 21.

Henrique Rossi disse...

hahaha Eu estava mesmo me achando na hora que escrevi o texto. Mas passou...

Ariel Wollinger disse...

"hahaha Eu estava mesmo me achando na hora que escrevi o texto. Mas passou..."
aham...

voce realmente nao entendeu o filme, ao contrario, voce distorceu completamente a mensagem do mesmo, quando esse foi processado pelo muco nasal que voce insiste em chamar de cerebro.

Henrique Rossi disse...

Que "carinhoso" que você está.

E olha que eu escrevi isto tudo antes de assistir ao filme. Ocorre que está tudo tão correto, tão preciso, que não foi necessário trocar uma vírgula no texto...

Ariel Wollinger disse...

- que bosta esse filme, é um absurdo! uma óde a delinquencia, como pode? nao acreditooooo!
- voce ja viu o filme?
- nao, mas....
- STFU.

Henrique Rossi disse...

Repare o meu último comentário:

E olha que eu escrevi isto tudo antes de assistir ao filme. Ocorre que está tudo tão correto, tão preciso, que não foi necessário trocar uma vírgula no texto...

Eu vi o filme depois de escrever o texto. Não foi preciso mexer em nada.

Brother Bob disse...

Corajoso, hein? Chutou uma vaca sagrada. E o chute foi certeiro! Gosto de James Cameron, mas dessa vez ele errou feio. "Avatar" é lindo, mas é chato, pretensioso e, em última instância, primário. Personagens rasos. Roteiro previsível. E aquela metáfora fuleira do imperialismo ianque... Prefiro "Distrito 9", um filme mais honesto, pois não quer ser agradável...

Henrique Rossi disse...

Opa! Obrigado pelo elogio. Fico muito contente porque este é o último dos meus textos "nervosos". Algumas vezes me arrependi do tom adotado, porém, como não há erro na teoria, mantive-o. Bom saber que você gostou.

Anônimo disse...

Olá. É impressionante como V.SA. você é idiota!!!!

Anônimo disse...

Olá,

Eu estou fazendo uma pesquisa sobre o filme, e acabei chegando ao seu blog quando estava pesquisando sobre James Cameron. Primeiramente gostaria de falr sobre os comentários:
vc eh cineastra, escreve bem, mas passa ao seu leitor muita arrogância, por causa da confiança em demasia em si mesmo... por isso acabou-lhe rendendo tts comentários ilários e revoltados mais com sua pessoa do q com o assunto. Desfaça-se do seu eu e comece a escrever para todos nós.

Bom agora eu gostaria de falar sobre seu artigo, levando-se em conta q estou pesquisando a muitos dias sobre o filme, observei q muitos artigos dos blogs estão extritamente ligado às crenças de seus escritores. Vc pelo visto é esquerdista, outro lá eh evangélico, outro esotérico e assim por diante. No fim das contas cada um puxa sardinha pro lado de sua ideologia, o q acaba tornado o artigo sem muita parcimônia.
Minha pesquisa visa tirar proveito do q há de concreto. Dando um enfoque para reflexão sobre os aspectos positivos do filme.
Não sou muito politizada pq odeio esse ambiente corrompido de farsas, por isso não tive a msma visão q você sobre o filme embora jah tenha ouvido falar de filmes feitos com esta visão de "meter a boca nos USA tratando de assuntos aleatórios e fictícios".
Vc jah ouviu falar da Guerra de Pacificação da Namíbia? Foi um evento histórico na cultura da Africa do Sul...
Você sabia q a maioria dos atores principais do filme são negros?
Sabia que o idioma de ficção foi ispirado no bantu?
E que os seres Omaticais foram inspirados nos hereros?
Observou q a paisagem remete ao fundo do mar? Com corais fluorescentes?
Percebeu q o herói é uma possivel citação da infancia(qdo ele se perde na floresta), adolescência ( quando ele aprende os costumes) e maturidade (quando ele voa livremente pelo céu)
Q tal se pensarmos agora na política mundial de inclusão social? Temos ai o assunto em questão no filme: não importa o q se eh por fora, e sim a força q se tem por dentro.
Houveram várias inspirações culturais e folclores adapatados. Afinal vc como cineastra deve levar em conta o ato de criar, recriar e transformar o q jah existe.
Bom, tenho como pode ter percebido uma visão investigativa acerca de um trabalho q só levou 4 anos para ser realizado, moveu umas centenas de pessoas não pode algo tão ignóbil assim...
Gostaria de discutir o assunto caso se interesse. Te add no msn
Atenciosamente,
Luli

Henrique Rossi disse...

Oi Luli,

vc falou de coisas bastantes diferentes.

não vi o filme q você menciona. Pode parecer contraditório mas, apesar de cineasta, não sou cinéfilo. Gosto de poucos filmes e não me animo a assistir novas obras se não forem muito bem recomendadas. Já passei da fase de rato de festival.

Este texto, em especial, é muito provocativo. Mesmo quando o escrevi pela primeira vez fiquei insatisfeito pelo tom. Hoje eu o teria escrito de outro modo. Apesar disso, sustento as ideias nele presentes. O problema é que o tema central dele é estudo sociológico, e não cinema.

Do ponto de vista exclusivamente cinematográfico, Avatar é uma grande obra. Digo isso no texto. James Cameron é um excelente diretor, mas suas ideias é que são uma porcaria. E para uma pessoa, qualquer uma, ter boas ideias, ou seja, defender um sistema ideológico sadio, geralmente ela precisa ser muito erudita e estudada, o que não é o caso dele, que, lamentavelmente, satisfaz-se reproduzindo os chavões politicamente corretos mais superficiais e estreitos.

Portanto, não me entenda mal. Do ponto de vista estritamente cinematográfico, Avatar é um grande filme. A ideologia presente é que não presta.

Anônimo disse...

Henrique,

Vejo q optou por responder me seu blog mesmo o q me fará ser uma visitante assídua,rs.
Bom, percebi claramente q vc não viu o filme pelo aspcto q eu vi, pq vc viu ao q tdo indica por seu próprio aspecto de ver.
Logo, vc diz q a questão eh sociologíca, eu também concordo com vc, pois a chacina na Namíbia pelos alemães, foi o primeiro holocausto realizado na história. O mesmo ocorre no filme, um leve toque da supremacia da raça branca sobre um povo intocado vivendo em simbiose perfeita com a natureza. Esta é uma questão histórica real a se pensar. Não sei bem o q pensar do diretor, James Cameron, por que também nõa sou cinéfola e não me atenho a esses assuntos, mas sendo o seu filme algo completamente moderno e contemporâneo, impossível ficar àquem do assunto. Assim sendo foi pesquisar, ler muito como vc gosta de citar q também faz. Porém não encontrei ainda nem um artigo concreto q enfatizasse seu foco. Por isso gostaria q falasse mais sobre como chegou a estas conclusões.
Me parece tb q estuda medicina, talvez por isso tenha ficado tão indignado com a tortura feita com o garoto das agulhas e acabou tendo uma visão centrada nisso e apenas nisso. Do contrário eu estou tentando compreender a genealidade de tamanha obra q arrebatou o título de maior bilheteria da história mundial do cinema. Daí, quero saber, se esta ou não disposto a explanar sobre suas idéias, uma vez q estou interessada em ouvir seu ponto de vista sobre o assunto e enriquecer o meu talvez com isso.
Por hora é só,
Um abraço,
Luli

Henrique Rossi disse...

Oi Luli,

Gostaria sim de responder como vc solicitou. Aliás, fico contente que a minha opinião interesse lhe interesse. Mas há um problema. Este texto sobre Avatar, como vc bem percebeu, está incompleto em momentos chaves. Minha intenção, de fato, foi generalizar de modo a apelar a certo instinto moral primário que a maioria das pessoas possui. Ou seja, procurei uma resposta imediata ao estímulo do vídeo que mostra crianças sendo enterradas vivas.

É evidente, como você fez notar, que há complicações se se pretende fazer desta colocação a última verdade. A dificuldade está em destrinchar cada um destes aspectos. Por exemplo, eu nunca escrevi um texto explicativo da falência do marxismo. Como bom leitor de Gramsci que sou, deveria tê-lo feito há tempos, mas dá trabalho de verdade! rs.. e a minha proposta com o blog é simplesmente o de "desafogar" os assuntos que me incomodam.

De modo geral, como o texto anuncia, não vejo o progresso civilizacional como mal, ainda que tenha havido várias ocorrências neste sentido. Também não vejo a moral autóctone como naturalmente boa, como Avatar faz parecer. A redução destas impressõea aos dados de análise sociológica infelizmente constitui quase uma monografia! :)

Que tal irmos avançando aos poucos? :)

Anônimo disse...

Henrique,

Primeiramente estou com uma grandíssissima dúvida, a respeito do q vc disse sobre "destrinchar". Isso corresponde as abordagens levantadas por mim? Ou as suas em seu blog? Segundo se vc não se interessa por causas autóctones pq postou o vídeo dos índios enterrados vivos? Q a propósito não pode ser visto pq foi interditado la no youtobe. O progresso é benéfico com certeza tb não vejo mal algum desde q respeite o conceito básico da sociedade: minha liberdade termina onde a sua começa. O q deixa a desejar no progresso é q ele corre livre por cima da natureza sem limite. Isso não te parece um problema??? O filme tem uma visão claramente ecológica é pioneiro em tratar de temas como diversidade cultural, inclusão social, tecnologias e os mais recentes avansos da medicina na área da robótica e mente-máquina.
Vc disse q seu blog serve pra desafogar os assuntos q te incomodam, imagino q dois deles sejam: a violência contra a criança. Por acaso vc esta na área da pediatria?!!rs. A outra remete aos estragos passados de 11 de setembro: um tipo de holocausto iraquiano, vamos se dizer assim, porém sem tortura, mas com extermínio subto.
Será a morte por tortura q te apavora?
Karl Marx é bonito de se ler no papel, mas sua obra foi tão mal interpretada q gerou uma sucessão de experimentos falidos no comunismo mundial. E hoje vejo q o comunismo esta tão OUT qt o hábito de fumar.
Ora vamos com calma, me conte afinal de contas onde vc estava qdo escreveu o artigo pq, em Pandora não era, vc não gostou de lah pq tem muito aborígene, aqui nesse planeta tb não pode ser pq vc só me diz q existem lacunas no seu artigo. Bão, gostaria de saber se vc estava lá por GLIESER 586C??? rs perto da constelação de libra?. Se for me conta msmo se encontraram àgua em estado líquido,rs, Brincadeiras a parte, vc esta vacilando rapaz!!!!
VAMOS-LA, vc me instigou a curiosidade, escreveu tão bem com tta confiança e agora quero ver essa mente àvida me explicar os PORQUES q te levaram a falar de agulhas e avatares azuis ( será q a sala de cirurgia te da paura?)
Muita coisa na sua cabeça. Quero saber, anda! conta conta ahahah pq tenho uma pesquisa pra dar seguimento!

Henrique Rossi disse...

"Destrinchar" refere-se a análise pormenorizada de todos os fenômenos sociais envolvidos na questão, ou seja, é uma tese de doutoramento, rs..

Segundo se vc não se interessa por causas autóctones pq postou o vídeo dos índios enterrados vivos?

Porque quis mostrar às pessoas leigas que índio não é necessariamente a fantasia psicótica de Rousseau e Cameron, rs..

O q deixa a desejar no progresso é q ele corre livre por cima da natureza sem limite. Isso não te parece um problema???

Me parece um problema, sim. E dos grandes. Ao contrário do que deixo parecer, sou um cara radicalmente contrário à primazia do dinheiro. Acredito que a sociedade deveria pautar-se por outros valores. Imagine, então, o que eu acho da redução das maravilhosas potências naturais que nos cercam a máquinas de fazer dinheiro para bilionários... É algo absolutamente aversivo para mim.

Vc disse q seu blog serve pra desafogar os assuntos q te incomodam.

É mais simples do que parece. Eu escrevo sobre simplesmente qualquer coisa que me dá na telha. Certamente não escrevo "tudo" o que me dá na telha, senão eu não sairia da frente do computador. Escrevo, então, sobre coisas que me incomodam, como que num desabafo.

Ora vamos com calma, me conte afinal de contas onde vc estava qdo escreveu o artigo pq, em Pandora não era, vc não gostou de lah pq tem muito aborígene, aqui nesse planeta tb não pode ser pq vc só me diz q existem lacunas no seu artigo. Bão, gostaria de saber se vc estava lá por GLIESER 586C??? rs perto da constelação de libra?. Se for me conta msmo se encontraram àgua em estado líquido,rs, Brincadeiras a parte, vc esta vacilando rapaz!!!!

hehehe

VAMOS-LA, vc me instigou a curiosidade, escreveu tão bem com tta confiança e agora quero ver essa mente àvida me explicar os PORQUES q te levaram a falar de agulhas e avatares azuis ( será q a sala de cirurgia te da paura?)

Bem, eu certamente teria que escrever minha visão de sociedade como um todo. Para justificar porque ela seria melhor que todas as outras que já foram propostas, eu teria de comparar minha opinião à de Marx, Hobbes, Bossuet, Locke, Rousseau, Smith, etc.

Grosso modo, parto do princípio, para mim inequívoco, de que existem bem e mal objetivos, acessíveis à razão. Excluo, portanto, de uma só tacada, todos os devaneios modernos. Essa noção não é necessariamente maniqueísta, ao contrário do que o senso comum de certas classes sociais indica.

Eu sou do povo. Tenho bem clara diante de mim a noção de certo e errado. Baseando-me neste juízo, para mim inequívoco, construo minha visão de mundo, onde o ideal seria uma sociedade onde as pessoas pudessem trabalhar em pé de igualdade umas com as outras, onde os jovens não largassem de modo tão díspare um dos outros. E, sim, acredito que se deva preservar a natureza.

Mas, veja, ainda que "bonitinha", esta descrição é uma simplificação absurda das coisas que penso, rs..

Henrique Rossi disse...

Olha Luli,

O mundo real é bem diferente das suas inquietações adolescentes. O saber verdadeiro não se constrói em resumos desesperados. Não se construiu nem a medicina, nem o cinema, nem o teatro, do dia para noite. O saber leva tempo para ficar pronto e não se apressa. Não preciso, portanto, ceder ao seus apelos. Não acho que preciso resumir o meu "recado" em 3 minutos.

vez q seu artigo causou um equívo em massa.

Não causou equívo(co) em massa coisa nenhuma. As pessoas não apressadas puderam levar bem mais que 3 minutos para lê-lo...

Anônimo disse...

Ninguém aqui falou das minhas inquietações adolescentes, e sim das suas.
Eh verdade, devido a dificuldade de compreensão seu leitores devem ter levado mais tempo do 3 minutos para ler, infelizmente eu tenho leitura dinâmica e leio na metade desse tempo.
Vc esta bravo, não quer mais explanar sobre o artigo? Gostaria de saber o q vc pretendia dizer quando citou a guerra do iraque. Afinal ja deu-me uma boa justificativa quanto a questão a indígena...fiquei ainda intrigada com seu problemas com as agulhas e a sala de cirurgia. Pq não quer responder estas questões? Talvez tenha acertado no alvo? Já parou ´para pensar q a net pode ser um mundo paralelo, lindo cheio de promessas e boas perspectivas como em PANDORA??? Q tal?
Bj,
Luli

Anônimo disse...

hm vejo q optou por não postar meu comentário...sem respostas só posso crer q seu artigo é insuficiente de fundamentos para q possa ser inserido na minha pesquisa sobre o filme.
Luli

Anônimo disse...

Henrique,

Li outros posts seus e gostei deveras, porém tenho q te dizer q foi vc infeliz neste último artigo. Pro isso deixo aqui a minha indgnação com a sua indignação a respeito do filme. não se trata aqui de inquietações juvenis minhas ou suas, mas a dos jovens realmente falando. O fato eh q eu diante do q li em seus outros artigos, resolvi deixar-lhe em paz pq vi q realmente não gostou do filme e não esta disposto a discorrer sobre isso. Tdo mais q eu tentasse aqui seria uma batalha como no filme, geraria só um desgaste mental de nossas partes e não se cocluirira nada de aproveitável. Desculpe-me se toquei em seus pontos fracos, vc eh talentoso e deve continuar desafogando aqui suas idéias pq são maravilhosas. Despeço-me e retiro-me em reverência.
Atenciosamente, Luli

Henrique Rossi disse...

Não é nada disso, rs.. Apenas estive fora.. Teve comentários que esperaram desde a hora do almoço até agora em outros textos.

fiquei ainda intrigada com seu problemas com as agulhas e a sala de cirurgia. Pq não quer responder estas questões? Talvez tenha acertado no alvo? Já parou ´para pensar q a net pode ser um mundo paralelo, lindo cheio de promessas e boas perspectivas como em PANDORA??? Q tal?

Agora acho que entendo melhor o que você gostaria de saber. Usei tanto a questão das agulhas quanto a questão dos índios para tão somente demonstrar que a ausência de civilização não é necessariamente boa. Como os exemplos citados são dramáticos, pretendi demonstrar que não apenas a ausência de civilização não é necessariamente boa como bem pode ser péssima! O que me parece o caso.

Quanto à internet, já pensei algo do tipo sim. Está neste texto:

http://www.polimatico.com.br/2009/10/tentacao-de-ser-dono-do-outro-e.html

De fato, penso que o mundo é hoje muito melhor do que antes da internet! :) Caso a Dilma seja eleita (o que parece provavél), será a internet que impedirá o avanço do totalitarismo petista no Brasil.

Anônimo disse...

minhas costas estão doendo! rs

Anônimo disse...

...para de postar mensagens pra mim...eu desisti lembra...na verdade gostaria de ter com vc uma discussão sobre o filme q cheguei a conclusão será impossível diante do fato de q vc odiou...então só posso dizer q esse seu artigo esta muito ruim, gostaria muito q o refizesse uma vez q mostra conteúdo riquissímo nos demais post q escreveu. Pense nisso com carinho.
Pq não entra no msn?

Confesso estou aqui ficando cansada de ficar entrando no blog pra ficar escrevendo a prestação...gostaria de conversar de uma vez o assunto pelo AMOR DE DEUS, do contrário não quero mais, estou msmo cansada de ficar sentada na minha cadeira em frente a este pc...
bj

Henrique Rossi disse...

Me desculpe, mas como os conteúdos envolvidos são muito extensos, a descrição pormenorizada das variáveis mais importantes é algo que não tem como não demorar! :)

Quanto ao msn, não costumo usar.. Então, não é nada pessoal! :)

Anônimo disse...

ok se prefere assim.
Ja estou escrevendo o meu artigo em cima da pesquisa q realizei esta semana, confesso q estou cansado do assunto, mas, logo verá q a pesquisa se fez necessária. Farei o seguinte: te enviarei o link para vc visitar minha home page e acessar o artigo. Infelizmente como vc não me convenceu sobre suas questões levantadas neste artigo, não poderei citá-lo no meu.

O q eu esperava msmo é q vc me disesse de onde tirou estas conclusões, mas parece q não tem base fundamentada para tal, saber disso tdo era vital pra mim.
Estarei on line, enquanto escrevo o meu artigo.
Abraço, Luli

Henrique Rossi disse...

Ué, mas não parece muito óbvio que a construção do saber através de instituições de conhecimento cumulativo colabora com a melhoria da nossa qualidade de vida?

Anônimo disse...

Enrolão! quem deu o nó na lã afinal??? Foi vc ou o gato?

Anônimo disse...

Oi Henrique já postei meu artigo no site, estou te enviando o link por e-mail.
Bj, Luli

Anônimo disse...

http://luizabierrenbach.multiply.com/journal

Henrique Rossi disse...

Não tem nenhum texto novo no endereço que você enviou. São todos de 2007.

Anônimo disse...

nossa achei q tinha publicado ja na segunda...voou ver...nossa acabei de descobrir q não postei nem um outro artigo q escrevi a anos ahahahaha. Deixa eu arrumar tdo por aqui dpois te aviso qdo estiver on line pra valer! rs.
Bj

Anônimo disse...

mto bem Henrique, depois de uma certa demora está visivel agora. O problema técnico estava sendo em na pecinha q ta na frente do computador huahauhauahauhau euzim rs.
Boa leitura.
Bjo

Ariel Wollinger disse...

gostei do texto da anonima.
somente quanto a cor azul, o que james cameron falou foi so pra midia. A verdade é bemmais simples. Eles pensaram originalmente em verde, mas era muito estereotipado com marcianos verdes, entao foram para o azul, posi se usassem um tom de pele avermelhado is ser muito semelhante ao nosso.

http://www.somethingawful.com/d/news/avatar-navi-design.php

um amigo que tem um amigo que trabalhou no filme, disse a mesma coisa. nao tem nenhum significado mais profundo.

Ariel Wollinger disse...

sobre a tecnologia ser incapaz de fazer seres verdes, foi uma piada.

Henrique Rossi disse...

Oi Luli,

Só agora li o seu texto. Tentei responder por lá, mas precisa fazer cadastro.

Minha impressão talvez te pareça um tanto contraditória, mas vou dizê-la mesmo assim: eu vejo todas estas virtudes que você menciona no filme. Isso mesmo. Todas essas qualidades positivas estão lá e enriquecem bastante a experiência de se assistir "Avatar". Como não afirmar que este filme defende os direitos de povos violentados brutalmente pelo simples motivo de fazer dinheiro? Neste particular, James Cameron está certíssimo. De fato, muitos povos foram covardemente destruídos porque algum capitalista queria fazer fortuna sobre suas terras. Tudo isso está correto, funciona e é muito bonito.

Fiz minhas reservas porque o filme é maniqueísta. Segundo Avatar só essa vida de ingênuo contato com a natureza e sua deusificação (vide o relacionamento esquisito com a tal árvore) é certo, como se a civilização não fosse capaz de coisas muito mais espetaculares. Não acredito, pois, que estes casos de abusos claríssimos contra populações autóctones tenham sido causados pela civilização. Estes abusos aconteceram justamente porque faltava a fiscalização estabelecida nos códigos de leis dos países.

Seria injusto dizer que Avatar não possui muitas qualidades, portanto, pode reparar, mesmo o meu primeiro texto, o mais dramático dos 3, afirma com todas as palavras que a experiência Avatar é a mais rica visualmente que qualquer um jamais fez no cinema. Apenas sou da opinião de que isso não o exime de ter dito muitas bobagens politicamente corretas.