quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O cachorro descanino de Richard Dawkins

Não posso deixar o marcador Richard Dawkins cair para a última posição! Seria fazer pouco caso do tema que gerou os comentários mais furiosos, digo, curiosos deste blog. Essa calamidade não pode acontecer, então, vamos arrumar um pretexto para comentar mais uma vez algumas das ideias deste controverso biólogo. Selecionei trechos de um comentário do post sobre o escândalo da música do Roupa Nova nas missas católicas para fazer algumas considerações. Vejam o que disse um anônimo:

Mas eu quero que você aprenda uma coisa, estou sendo sincero, EU QUERO que você saiba de uma coisa, em relação a acreditar em Deus, eu tentei, realmente tentei, tentei mesmo. Eu tentei acreditar que existe um Deus, que criou cada um de nós a sua imagem e semelhança, ama cada um de nós e fica observando tudo 24 horas, eu realmente tentei acreditar nisso, mas eu preciso ser sincero, quanto mais você vive, mais você olha em volta e mais você se da conta... tem alguma coisa errada. (...) Guerra, doenças, mortes, destruição, fome, sujeira, pobreza, torturas, crimes, corrupção e até a p**** da camada de ozônio. Definitivamente tem alguma coisa errada. Isso não é um bom trabalho. Se isso é o melhor que um Deus pode fazer, eu não estou impressionado. Resultados como esse não devem pertencer a um currículo de um ser supremo. Isso é o tipo de trabalho que você espera de um estagiário de uma agencia de publicidade.

Respondi a este comentário naquele espaço, mas gostaria de discorrer mais longamente sobre essas colocações. Como argumentei no texto sobre o novo livro de José Saramago, Caim, se Deus não nos tivesse tornado capazes de cometer loucuras não seríamos verdadeiramente livres. Saramago acha que o verdadeiro assassino do inocente Abel é Deus, porque deu liberdade a Caim. A mim parece uma tolice fenomenal atribuir a Deus a responsabilidade por nossas atitudes. Será que o anônimo mencionado concordaria com este tipo de raciossímio?

Numa aparente digressão gostaria de fazer algumas observações que considero muito pertinentes. Atribui-se aos homens a capacidade de se desviar daquele que seria o seu caminho natural, o caminho humano, realizando assim atos que não correspondem à sua natureza. Não sem razão, chamamos estes atos de desumanos que, como o próprio nome diz, indicam um desvio daquela que seria a verdadeira natureza do homem. Agora eu me pergunto: será que existe algum cachorro que seja capaz de algum ato descanino? Eu desconheço. Só vi cães 100% caninos. Em momento algum da minha vida testemunhei um cachorro fazer algo que contradissesse a sua natureza. Ou seja, um cachorro é algo perfeitamente canino, tanto que o termo descanino não se faz necessário; ele sequer existe.

Todavia, o homem, como já mencionado, é capaz de contradizer a sua natureza com atos cruéis. É parte constituinte do homem ser capaz de contradizer-se. Um homem incapaz de contradizer à própria natureza certamente não existe. Ser livre para fazer o mal deliberadamente é um dos elementos que separa a humanidade dos animais, que só podem ser eles próprios. Pensem no sentido do termo "deliberado". Pois é, será que existe algum animal dado a deliberações? Não há.
Esse texto não se pretende muito longo, mas não posso deixar de mencionar o consenso científico de que o pensamento não pode ser verificado. Isso não é minha opinião. Sabe-se que impulsos nervosos comandam nossas operações físicas. Mas as coisas que se passam em nossa mente quando estamos em silêncio não podem ser comprovadas. Notem bem, não se trabalha com a hipótese de que pensamentos sejam impulsos nervosos, mesmo que dependam deles. Carros precisam de rodovias, mas não são rodovias. Nesta metáfora simplista o pensamento nem poderia ser os carros, mas as coisas que os carros transportam. Não estou dizendo que não se poderá descobrir mais a fundo nossas operações mentais, mas não é em função disso que os cientistas do comportamento trabalham. O pensamento já é dado como imaterial. O pensamento é transportado por sinapses, mas não são sinapses! As únicas coisas que podem ser aferidas são os comportamentos que podem ser medidos. Ou seja, alguém com muita dor pode ter um comportamento comedido enquanto alguém com pouca dor pode ter comportamento exagerado, porque nunca é um dado objetivo o que determina o que as pessoas farão; é o que elas pensam que o determinam!

Contradizer este fato é tarefa impossível. Existe de fato um televisor nos produtos fabricados pela Philips? Se aquele objeto for completamente desmontado cada uma das suas partes poderá ter outra utilidade. Ou seja, os átomos que compõem o aparelho não estão preocupados com a utilidade que têm. Notem as consequências tremendas desta afirmação: não há nada nos átomos de um televisor que o constituam verdadeiramente num televisor. É o pensamento que aprende a reconhecer aquela forma e aquela utilidade, chamando-as televisor. Portanto, aparelhos de televisão não existem na natureza e existem no pensamento. O homem deforma os metais da natureza para, com eles, dar materialidade ao pensamento. Uma materialidade que o pensamento não possuia antes.

O mesmo ocorre com uma cadeira de madeira. Assim como a televisão, ela não existe no mundo natural, mas o homem, contrariamente ao cachorro, procura deformar o mundo ao seu redor para tornar sua vida mais confortável. Derrubamos árvores e com a madeira criamos coisas, como as cadeiras, para que nossa vida fique facilitada. Pensem que a mesma madeira da cadeira e o mesmo metal do televisor podem dar origem a um violino. Fricciona-se contra esse instrumento uma tira com pêlos da crina de cavalos de modo que o metal vibre em determinadas frequências conforme treino que o músico recebeu previamente. Não posso evitar chamar a atenção de vocês para a extrema artificialidade de uma tal coisa. Para tornar a coisa ainda mais assombrosa, outros homens, geralmente incapazes de fazer a mesma peripécia, pagam para ver os músicos apresentando sua arte dificílima.

O homem, ao contrário de todos os outros seres vivos, não está determinado pelos seus genes. Não é o genoma dos seres humanos que determina o que eles serão. O código genético para um sujeito africano não impede seu portador de se tornar o presidente de uma das nações mais ativamente brancas que existe. O DNA asiático não impede nenhum japonês de admirar as escolas de samba brasileiríssimas, tanto é assim que o segundo país do mundo em número de escolas de samba é o Japão. Ainda que o material genético influencie bastante certas tendências de personalidade, ele não as determina. Não é porque alguém tem disposição para ser irritadiço que isso efetivamente acontecerá. Nem mesmo a tendência para desenvolver cancêr se manifesta em todos os membros de uma mesma família portadora do DNA defeituoso. Alguns indivíduos escapam ilesos mesmo possuindo os genes que causam a doença.

Não estou afirmando que Dawkins discordaria de mim, mas ele certamente não percebe que o é o pensamento quem organiza o mundo pois, como já escrevi um milhão de vezes, a natureza que vemos com nossos olhos já é uma construção do pensamento, assim como o carro que julgamos existir. Para se ver a natureza com olhos puramente neutros não poderia haver um olhar. Se vocês estiverem acompanhando o raciocínio verão que somente um ser incapaz de pensar olha para a natureza tal qual ela é. O ser humano nunca conseguiu fazer isso, tampouco conseguirá. A natureza para nós é sempre percebida através do pensamento, pois não conseguimos olhar para o mundo sem um olhar que é anterior às percepções sensoriais.

Dawkins se equivoca gravemente porque escreve sobre filosofia sem ter uma mínima instrução na área. Ele não consegue separar ocorrências naturais de ocorrências do pensamento. Tudo o que passa pelo pensamento recebe como que um tratamento. A compreensão de qualquer fato se dá através de uma determinada ótica. Por isso estudar história não é o mesmo que decorar ocorrências anteriores ao momento atual. Para se compreender a história de um determinado período é preciso compreender como se pensava então. Não basta olharmos para o séc. IV a.C. para compreender automaticamente a Grécia clássica. É preciso estudar os conflitos sociais de então para podermos lançar um enunciado o mais neutro possível. Se escrevermos um texto sobre tal período sem procurar neutralizar nossas próprias opiniões nosso arrazoado será completamente ignorado pelos estudiosos de história.

A compreensão do que é o homem passa, portanto, a um nível de questionamento praticamente infinito pois, ainda que nossa natureza aponte uma única direção, podemos avançar para qualquer lado dada a maleabilidade do pensamento. Afirmo que as ocorrências terríveis deste mundo se dão quando o homem se desumaniza, ou seja, quando se afasta de sua real natureza. É através do pecado que o homem deforma a si mesmo trazendo a destruição para o mundo. Deus o permite porque nos quer seus filhos e não seus escravos. O filho, ainda que transtorne muito o seu pai por agir mal, é livre para desobedecer. Um cachorro, um passarinho, uma minhoca não podem desobecer a Deus; eles são perfeitamente obedientes. É através da liberdade que nos é dada que deliberadamente negamos o bem, a intenção original de Deus para este mundo.

As desgraças que quotidianamente testemunhamos são, portanto, obra nossa. Somos nós que a praticamos deliberadamente. Impedir-nos de fazê-lo seria reduzir-nos ao nada. Nossa liberdade existe para que possamos fazer o mal e, parece-me, é precisamente porque ela existe que o praticamos. Tirasse-nos Deus esta qualidade, atos desumanos não mais seriam possíveis, porque não mais haveria o homem. Parece que não é esta a Sua vontade.

19 comentários:

Anônimo disse...

Ainda existe algo que não bate. Então porque deus cria seres com problemas mentais? Problemas que os incapacitam de pensar o mundo enquanto outros podem fazê-lo?

Henrique Rossi disse...

O problema do espiritismo é esse: achar que pessoas sofredoras pagam na vida atual por pegados em vidas anteriores. No meu entendimento por que Deus haveria de punir-nos por faltas que ignoramos. Essa posição não é cristã. A posição cristã desde sempre afirmou que o sofrimento, ainda que grande, ainda que incapacitante, ainda que tremendo, é fonte de graça para o sofredor e para aquelas aos quais a oração do sofredor se dirigem. Não é invenção recente a crença de que a oração das pessoas doentes é melhor atendida. Assim pensam os cristãos há milênios.

É A VISÃO MATERIALISTA E UTILITÁRIA DA VIDA QUE CONSIDERA A DOR E O SOFRIMENTO COISAS INÚTEIS E DESPREZÍVEIS!

É satanás que ensina as almas que o sofrimento é uma maldição divina. Assim ele consegue seduzi-las mais facilmente para seus ardis infernais!

FelKan disse...

"No meu entendimento por que Deus haveria de punir-nos por faltas que ignoramos."

Ignorando ou não, elas foram cometidas!
Um cachorro morde o outro mas não tem consciência das implicações dessa atitude, já o espírito desperto tem.
Quer Deus que o espírito desperto chegue a um nível tal que seja impossível para ele cometer qualquer falta que seja.
Entre um espírito que acabou de despertar e um que é perfeito (que não comete mais faltas - um Jesus) existe um imenso deserto, onde, por sua vez, existe um pequeno grão de areia: uma vida, essa por exemplo, onde lhe atribuiram o nome Henrique.

Anônimo disse...

Para quem não sofre esse discurso é muito bonito. Acontece que existem pessoas boas que passam pela vida sem sofrimento enquanto outras pessoas boas passam pela vida com muito sofrimento.

Qualquer criança saberia que isso não é justo. A partir disso pode-se tentar explicações pueris como “o sofrimento é fonte de graça para o sofredor” Hipocrisia. O deus católico acha que o sofrimento é graça? O sofrimento e a felicidade são coisas muito diferentes. Essa é uma visão simplista de quem não acredita na evolução da alma e acha que deus cria seres para viver o resto da eternidade caminhando em estradas de ouro e tocando harpa (ou sofrendo eternamente no inferno!!!)

Deus não pune. As regras universais são claras e a liberdade de errar remete a liberdade de sofrer as consequências pelos erros cometidos e aprender. Ilógico e injusto, seria errar e não aprender nada com isso e ser “perdoado por Deus” De que valeria a nossa liberdade então?


Vamos crescer. Vamos pensar como gente grande! Deus não criou marionetes, nos criou a sua imagem e semelhança!!!

Anônimo disse...

"No meu entendimento por que Deus haveria de punir-nos por faltas que ignoramos. Essa posição não é cristã."

Uma criança quando pequena ignora muitas coisas, mas quando termina o seu período de vida, deixa de ignorar muitas coisas. Aprende. Somente a evolução pode levar ao aprendizado. Se não houver evolução somos apenas marionetes fadadas a misericórdia de um deus no mínimo estranho, um deus que dá a liberdade que não liberta. Um deus que não dá dignidade. Um deus que cria seres para serem eternamente felizes (fazendo o quê?) ou eternamente infelizes.

Nenhum cristão pode conviver com a idéia do inferno. Independente do que a Igreja de Roma diga.

Henrique Rossi disse...

Humpf. Quantas bobeiras vocês estão dizendo...

Anônimo disse...

Polimático, você tem que escolher: ou Deus é misericordioso e o universo é dinâmico e científico. Ou Deus é totalitário e o universo é apenas um palquinho montado para vivermos como marionetes eternamente num paraíso inerte ou num sofrimento eterno. Eu tenho certeza que a sua razão está em turbilhões neste momento diante deste impasse. Mas não fique tão confuso, a Bíblia corrobora essas questões, basta compreendê-la.

Henrique Rossi disse...

"ou Deus é misericordioso e o universo é dinâmico e científico. Ou Deus é totalitário e o universo é apenas um palquinho montado para vivermos como marionetes eternamente num paraíso inerte ou num sofrimento eterno."

Anônimo,

Tem mais categorias que isso, acha não? Quer dizer que ou é uma coisa ou é outra?! Ó céus! O que escolher? rs...

"Eu tenho certeza que a sua razão está em turbilhões neste momento diante deste impasse."

Será mesmo?? Você está com muitas certezas!!

Anônimo disse...

Você percebeu que você fez rodeios, mas não apresentou sequer um argumento plausível para o meu argumento primeiro? É porque realmente não tem outra opção. Se conseguir encontrar me fale e debateremos. Abraço.

Henrique Rossi disse...

É que eu não tenho um argumento plausível para o seu argumento porque não o entendi. Não faz sentido querer contradizer uma coisa que nem entendi direito.. Sei lá... Não vi contradição entre o que você colocou e o meu texto. Eu não entrei nesse mérito de Deus. Fico apenas na questão da artificialidade e deliberalidade do pensamento.

Anônimo disse...

Polimático:

Você acha que não faz sentido um ser pagar por algo que desconhece, que isso não é cristão. Confere esse pensamento ao espiritismo, o que denota o seu desconhecimento sobre o assunto de forma mais profunda. O espiritismo não explica em pormenores como funcionaria o “olho por olho, dente por dente”. O foco da doutrina de Kardec está na capacidade de evolução da alma através do aprendizado conquistado através das inúmeras encarnações. Diferentemente da igreja de Roma que afirma que em uma vida só, as almas com livre – arbítrio (incluindo almas que morrem quando crianças, incapazes, etc, etc, etc) vão decidir se passarão o resto da eternidade (tente imaginar a eternidade) ou sendo tremendamente felizes no céu (do lado de Jesus, fazendo?), ou tremendamente miseráveis no inferno (que misericórdia Divina não? jogar no inferno seres ainda imperfeitos). A opção espírita é mais compatível com a idéia de um Deus misericordioso que tem por intuito dar mérito a cada ser, através do seu próprio esforço e desenvolvimento, concedendo a este ser a dignidade de fazer escolhas e ser realmente livre. Você entendeu agora?

Henrique Rossi disse...

Agora entendi.

É que para responder adequadamente ao seu questionamento muito legítimo eu precisaria alongar-me muito naqueles que são os meus argumentos fundamentais. Não sei o seu conhecimento de psicologia, por exemplo. Você talvez já tivesse uma ideia bastante ampla da minha opinião se pudesse entender corretamente o que eu quero dizer quando digo que sou mentalista.

Grossíssimo modo é o seguinte: acredito que as pessoas, não importam as circusntâncias são ativas nas decisões que tomam e isto basta. Elas dizem com clareza o que acham com as suas atitudes. Deus não precisa ficar encarnando e re-encarnando almas para saber o que elas realmente são. A gente não precisa ouvir mil vezes "É o amor!" pra saber que enche o saco e que passar a eternidade ao lado do Zezé de Camargo não deve ser lá muito agradável. Basta ouvir algumas vezes, o que dá pra fazer muito bem com uma só vida.

Da forma como vejo, Deus é misericordioso porque não fica de gracinha com as almas. Ele vê o que elas querem. Veja bem, não sei se vou conseguir deixar claro como eu gostaria: Deus dá às almas o que elas querem.

Além do mais, múltiplas encarnações são algo impossível de se provar. Encarnações atuais, pelo contrário, estão por aí, por todo lado. Dizem os neo-malthusianos que encarnações é o que não falta no mundo...

Anônimo disse...

Polimático, vejo alguns problemas em sua argumentação mentalista. Vejamos. Como uma criança pode ser ativa em uma decisão? Ou um incapaz na forma da lei? Eles não tem a capacidade de pensar claramente. Seu argumento só poderia valer se Deus tivesse criado todos de forma igual, o que não acontece se observarmos a nossa realidade. Deus tem que saber necessariamente quem são suas almas, pois Ele as criou. Mas se Ele as cria de forma diferente, então não é justo e se não é justo, não é Deus.


Se Deus vê o que as almas querem, e as almas são criadas a imagem e semelhança de Deus, como podem as almas quererem o sofrimento? Quanto à comprovação a respeito da reencarnação, seria necessário primeiro a comprovação da alma e do espírito, através da metodologia científica, algo que desconheço totalmente.

Henrique Rossi disse...

"Como uma criança pode ser ativa em uma decisão?"

Imagine... Como se não houvesse crianças mentirosas, ou crianças virtuosas. Conforme você enuncia, já que não pensam com clareza, todas fazem parte de uma massa disforme de seres irracionais...

Caro, quando vemos um ventilador pouco nos importa os elementos químicos que o constituem. O que importa é como o pensamento do engenheiro projetou a sua fabricação de modo que, uma vez construído, ele possa desempenhar sua função. Quando "vemos" um ventilador estamos vendo o pensamento de ventilador e não um ventilador em si. Não existe ventilador em si. Posso pegar o metal, derretê-lo, e fazer um chaveiro. No entanto, era ventilador e tornou-se chaveiro. Crianças pensam no sentido mais próprio do termo desde o ventre materno, pois, ao contrário dos animais, que não pensam, elas significam as coisas, dotando-as de um sentido que as coisas em si não possuem. Ou seja, contróem ativamente o mundo ao seu redor com o pensamento.

Anônimo disse...

Você não questionou pontos fundamentais, como aqueles que não são incapazes, crianças recém-nascidas, a questão de Deus ter criado seres com propensão para o mal (você nega que existem pessoas maléficas?). Isso é paradoxal e vai contra a idéia de que Deus é bom, justo e misericordioso.

Kívia Silva disse...

Henrique,

Esse seu último comentário foi excelente para explicar a teoria de Piaget na construção do conhecimento nas diversas etapas do ensino/aprendizagem de crianças de 0 a 11 anos. Não vou explicar o que acontece em cada fase, pois para quem quiser saber é só acessar o Google (grande Oráculo) e dar uma pesquisada mais a fundo. Crianças sim são capazes de pensar e olhar o mundo com olhos diferentes, que os adultos chamam de "inocência". Mas também há crianças que "passam a perna" em muito adulto que conheço por aí. Assim como há humanos e humanos. Capazes de fazer o bem e o mal ao mesmo tempo. Pois, diferentemente das novelas, o ser humano não é só o mocinho o tempo inteiro, ou o vilão malvado que usa uma capa preta.

Henrique Rossi disse...

"(...)a questão de Deus ter criado seres com propensão para o mal(...)."

É que você levanta ideias muito complexas então é impossível não se falar de um assunto de cada vez.

Quanto à propensão para o mal, estou convencidíssimo que se trata de uma característica amplamente difundade entre todos os seres humanos...

Henrique Rossi disse...

Pensei outras coisas aqui, especialmente sobre a questão do sofrimento.

Concordo que muito dificilmente alguém escolheria sofrer de modo deliberado. O incrível é que é isso mesmo!

Quantas pessoas não sofrem terríveis consequências em suas próprias vidas ao não se permitirem não fazer nenhum mal ao próximo? Ou seja, porque são pessoas boas que se negam a fazer mal elas sofrem. De certa forma, foram conscientes no momento em que decidiram não fazer o mal e sofrer as consequências. A questão é deveras complexa!

Anônimo disse...

Phd Ziriguidum, Pá:

Esse anônimo que inscrivinhou sobre pessoas maléficas num sou eu não, é outro anônimo que num quer se indentificar.

Mas percisamo expricá prele que num ixiste pessoas maléfica, o que inxiste são pessoas desprovida de bondade, assim como não existe escuro, mas falta de luz, intendero?