Pesquisa aponta que exposição ao sexo leva à violência doméstica e infantilização

O ser humano é capaz de grandes imbecilidades quando mal intencionado; porém, quando bem intencionado, nada supera sua belíssima capacidade de construir saber e justiça. A BBC noticia uma pesquisa que associa a exposição generalizada de conteúdo sexual à imaturidade afetiva de adultos e à precocidade sexual infantil. Nada que nós não conheçamos muito bem não é verdade? Cada dia mais os adultos agem como crianças, assim como as crianças agem como adultos. É comum vermos adultos comportando-se de modo infantilizado, incapazes de estabilidade em seus relacionamentos. Da mesma forma nota-se que os pré-adolescentes cada vez mais se esforçam por parecer devassos. Isso mesmo, a criançada "legal" adora ridicularizar os amiguinhos inocentes, aqueles que não têm malícia e despudor sexuais. Da forma como vejo, não se trata apenas de desastre e implosão morais, mas da construção de uma sociedade infeliz, o que, no meu entender, é muito mais grave que simples transgressões. O relacionamento dos adultos é cada vez mais marcado pelo descompromisso ativo. Ou seja, busca-se deliberadamente uma falsa liberdade, por isso tantos relacionamentos "liberais" onde não há um vínculo formal. O resultado não poderia ser outro: consultórios de psiquiatras e psicólogos lotados.

A solução? Oras, vocês sabem! Todo mundo sabe. Compromisso, fidelidade, honestidade, maturidade, responsabilidade, etc. O problema real está na vontade livre das pessoas. Ainda que nossa consciência aponte com clareza que todos esses valores são extremamente necessários para uma vida afetiva normal e completa, a crise moral instalada em nosso meio sugere que eles levam à uma existência chata. Estou dizendo com clareza que as pessoas aprendem a calar a voz de suas consciências para viver um esquema de falsa liberdade que sacrifica suas reais emoções. É um sacrifício deliberado que a maioria faz para não ser tachada de retrógrada e moralista. Por consequência, muitas moças acabam vivendo uma sexualidade que só as faz infeliz para que suas amigas não as vejam como atrasadas. Os homens, por sua vez, parecem viver esse esquema há mais tempo, fruto direto do machismo que os proibe de ter emoções. É um círculo vicioso que só é interrompido pela luz! Não à toa associa-se o saber à iluminação. Sugiro que os leitores do blog leiam com atenção a reportagem da BBC que segue abaixo. Também sugiro que não leiam as reportagens de sexualidade dos atuais jornais, pois são mera repetição dos absurdos que Marta Suplicy ensinou às mulheres na década de 80: segundo este ser abjeto, a liberdade está em viver a sexualidade conforme os naturais impusos corpóreos.

O problema é que isso não é em absoluto uma vivência sadia da sexualidade humana! Por favor, não sejam imbecis! Desculpem-me, mas não há outra maneira para se referir àqueles que consideram que o impulso sexual deve ser vivido de uma forma animalesca. Fosse isso verdade, por consequência lógica o estupro deveria ser descriminalizado, afinal, qual a expressão mais animalesca da nossa sexualidade que o sexo conquistado à força? É um imperativo a humanização de tudo o que se relaciona conosco. Não podemos fugir à esta verdade, senão ela nos massacra. Ou tudo que tocamos é humanizado pela nossa presença ou não somos dignos de sermos chamados humanos, pois um reles um macaco só é digno do nome porque "macaquiza" tudo ao seu redor. Você deve, pois, desconfiar de todo falso saber que trata a sexualidade humana como algo meramente animal - para ser humana, ela precisa ser humanizada, ou seja, compreender todos os fenômenos que nos cercam, dentre os quais deve-se destacar nossa vida emocional, a maior prejudicada (como demonstrado pela pesquisa) por um comportamento sexual desregrado e animalizado. O que acharíamos de um glutão que gostasse de folhear revistas com fotos de suculentos pernis para, com isso, excitar-se? Não seria ridículo? Por que então se estimula o mesmo comportamento em relação à sexualidade?

Oras, fico até um pouco irritado por sentir-me obrigado em escrever a resposta correta. Isso demonstra o generalizado grau de imbecilidade completa que nos cerca. O motivo é grana! A gênese da sexualidade desregrada está em um impulso mercadológico, capitalista. Todo mundo sabe como sexo é uma questão sensível, que só a muito custo se consegue tratar com temperança e justiça. Portanto, pergunto, a quem você prefere dar crédito: àqueles que procuram ganhar dinheiro com a sua sexualidade ou àqueles que te ensinam a humanizá-la? Não estou de modo algum defendendo um estilo de vida puritano, que reprima o corpo como algo naturalmente imoral. Isso é coisa de protestante, não de católico. Quero tão somente reafirmar os valores humanos citados no início do texto como reais norteadores do impulso sexual. A humanização do sexo não é, pois, algo complicado: basta deixar o compromisso, a fidelidade, a honestidade, a maturidade e a responsabilidade falarem mais alto. Trata-se de uma questão de justiça, pois são essas as instâncias da consciência que devem ser consultadas antes de se decidir ir para cama com alguém. O real saber sobre a sexualidade humana só é possuido por aqueles que consideram com carinho nossas reais necessidades afetivas de complementaridade e aceitação.

Se você, pelo contrário, preferir dar ouvidos à Hugh Hefner (dono do complexo de comunicação da Playboy), tem o direito de saber que está escravizando sua sexualidade à vontade um velho tarado que se tornou bilionário por promover um estilo de vida que decretou guerra aos reais valores humanos. Em lugar da sadia liberdade humana, cujo objetivo maior é a felicidade, você estará privilegiando uma visão de mundo que considera o seu corpo uma mercadoria. Por sinal que a reportagem da BBC avisa que um dos mais importantes aspectos da pesquisa é a demonstração de que a mercantilização do corpo torna as pessoas infelizes em relação a si próprias, porque propõe inatingíveis padrões de beleza. Uma pessoa em são juízo jamais abraça este estilo de vida. Trata-se, porém, de um estilo de vida equivocado tão difundido que não sei se somente a leitura de uma simples reportagem irá convencer os leitores adeptos dessa filosofia a abandonarem-na. Complemento com outra sugestão de leitura: a ed. Quadrante oferece excelentes artigos sobre esta questão em seu website. Estão subdivididos em dois temas: valores e virtudes (link aqui) e família (link aqui). Em ambos você encontrará a defesa de um estilo de vida verdadeiramente humano e justo, conforme a sua própria sede de amor e verdade aconselha.

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SEXO NA MÍDIA ESTIMULA VIOLÊNCIA CONTRA MULHER, DIZ PESQUISA

Estudo relaciona o excesso de conteúdo sexual na mídia à posição da mulher como objeto.


(Da BBC Brasil, original aqui).

Um estudo divulgado nesta sexta-feira afirma que a exposição de crianças e adolescentes a conteúdo sexual na mídia vem reforçando a ideia da mulher como objeto de desejo e alvo de violência doméstica.

O relatório Sexualização dos Jovens, da psicóloga Linda Papadopoulos, encomendado pelo Ministério do Interior britânico, diz que os jovens estão cada vez mais expostos a conteúdo relacionado à sexualidade por meio de revistas, televisão, internet e aparelhos de celular, sem que os pais consigam controlar isso.

Segundo ela, esse conteúdo está "legitimando a ideia de que as mulheres existem para serem usadas e de que os homens existem para usá-las".

Nesse contexto, a pesquisadora entende que a posição da mulher como alvo de violência doméstica acaba virando comum e até aceitável.

Da sexualidade à violência

O estudo diz que as crianças estão sendo cada vez mais retratadas como adultos, enquanto adultos são infantilizados, o que confunde as noções de maturidade e imaturidade sexual.

Além disso, tanto mulheres quanto homens são levados pela mídia a buscar um ideal de aparência física "fora da realidade", o que resulta em "insatisfação com o próprio corpo, um reconhecido fator de risco para a autoestima, para depressão e distúrbios alimentares".

"Um tema dominante em revistas parece ser a necessidade das garotas de se apresentarem como sexualmente desejáveis para atrair a atenção masculina", diz o estudo.

Seguindo esse mesmo raciocínio de subserviência feminina, a violência contra as mulheres acaba sendo banalizada.

O relatório aponta que, desde 2004, a exibição na TV de cenas de violência contra a mulher cresceu 120%, enquanto as de agressão contra adolescentes aumentou 400% no período. Além disso, no cinema, 75% dos personagens e 83% dos narradores são homens.

Papel dos pais e da escola

Papadopoulos entende que essa lógica explica os resultados de uma pesquisa do Ministério do Interior britânico divulgada neste mês.

A análise revelou que 36% dos britânicos acreditam que, em caso de estupro, a mulher deve ser parcialmente responsabilizada se estiver bêbada, e 26% pensam assim no caso de a vítima estar usando roupas sensuais.

A psicóloga cita ainda o dado de que uma em cada três garotas britânicas entre 13 e 17 anos já teve de fazer sexo contra a sua vontade, enquanto 25% delas já sofreram algum tipo de violência física.

Para reverter esse quadro, o relatório defende que os pais acompanhem mais de perto como seus filhos usam a internet e seus celulares e que o Estado tome medidas para coibir a banalização da sexualidade.

A pesquisadora também recomenda que as escolas tragam essa discussão sobre a igualdade de gênero para as salas de aula.

9 comentários:

Ariel Wollinger disse...

off-topic

http://tinyurl.com/yb2qjjv

Henrique Rossi disse...

Deve ser porque as doenças cardiovasculares estão mais ligadas à má alimentação e ao sedentarismo. rs..

Ariel Wollinger disse...

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/03/100301_qifidelidade_ba.shtml

Henrique Rossi disse...

A pesquisa mencionada neste link seu, Ariel, parece confirmar certas desconfianças que eu tenho em relação a alguns sujeitos, rs..

Ariel Wollinger disse...

nao entendi a graça.
o fato de eu ser ateu e fiel?

Henrique Rossi disse...

Não! rs..

A minha desconfiança que a pesquisa reforçou está em certos tipos orgulhosamente infiéis, destacadamente menos inteligentes que a média - sabe aquele tipo que saca uma breja na balada, passa gel no cabelo e acha que está "arrasando"? O pior é que há mulheres que se rebaixam a este ponto deprimente. Fazer o quê? Elas os merecem.

Ariel Wollinger disse...

pra voce que é obcecado por Dawkins, off-topic again:

http://www.youtube.com/watch?v=ayFa7RyZJJU

Ariel Wollinger disse...

off-topic.

http://www.youtube.com/watch?v=FB3jg89Ymxk&feature=sub

que novidade. so tem isso la...

Henrique Rossi disse...

http://www.polimatico.com.br/2010/01/nascimento-e-uso-da-hiperbole.html