Já ouvi um endocrinologista dizendo que o descobridor da cura para o obesidade, se houver, certamente ganhará o prêmio Nobel de medicina. Estar acima do peso ideal torna-se, cada dia mais, a razão principal pela qual as pessoas adoecem, pois acarreta enormes prejuízos ao organismo, especialmente ao sistema circulatório. Uma solução para a obesidade é particularmente difícil pois envolve uma série de fatores diferentes: desde uma pré-disposição genética ao acúmulo de tecido adiposo, até intrincados fatores psicológicos, passando pela complicada questão do estresse e da cobrança por excelentes resultados na contemporaneidade. De fato, após pensar um pouco, cheguei à mesma opinião daquele endocrinologista: a cura da obesidade garantirá o Nobel de medicina ao seu descobridor.
Mas como solucionar problemas tão diferentes entre si? Como satisfazer, a um só tempo, psiquismo e hormônios? A solução talvez seja menos difícil. Que tal um produto capaz de ocupar o estômago artificialmente, dando uma maior sensação de saciedade? Imaginem uma substância que, em contato com o ácido clorídrico do estômago, torne-se um gel espesso, favorecendo a percepção de saciedade? Notem que ainda que um produto como este se torne possível algum dia, ele não solucionará o problema em definitivo, pois todas as causas psicológicas da obesidade continuarão atuantes no paciente. Ou seja, no dia que essa substância não for mais administrada a pessoa engordará novamente. De qualquer forma, um tal gel seria uma grande conquista na luta contra a obesidade pois, ainda que não solucione o problema em todas as sua causas, o simples fato de favorecer a perda de muitos quilinhos extras acarretará um enorme benefício metabólico para o obeso.
Agora a boa notícia: esse gel está sendo desenvolvido e entrará em breve no mercado. Percebam que ao ocupar o estômago pelas 8 horas de atuação previstas é como se a pessoa fizesse uma cirurgia de redução deste órgão - a redução no seu espaço de absorção é semelhante. Há uma grande diferença a favor do gel: evita-se uma cirurgia drástica que é praticamente uma amputação, preservando, assim, a integridade do organismo. Talvez, todavia, as coisas não aconteçam exatamente como estou descrevendo, afinal, trata-se de um produto em fase de pesquisas. Mas é difícil conter a excitação diante de uma proposta tão inteligente. Se de fato funcionar, este gel será uma revolução na medicina. Pode não render o Nobel (pois não destrói em definito a tendência à obesidade), mas tenho certeza que milhões de pessoas serão eternamente gratas a equipe de pesquisa que o desenvolveu.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Que tal um gel redutor de obesidade?
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1 comentários:
o lula me falou desse gel ontem, parece bem legal!
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