quinta-feira, 1 de abril de 2010

Já não se fazem torres como antigamente

Conhecem a Torre Eiffel? Bonita, né? Ainda que alguns tenham protestado sua construção, considerou-se adequado mantê-la até os dias atuais. A princípio, ela estaria montada apenas durante os dias de uma feira internacional que acontecia em Paris, no fim do séc. XIX. Por ser de ferro, sua manutenção é constanste e custa bem caro. De qualquer forma, ela é um perfeito retrato da mentalidade estética do seu período e, como isso significa certa semelhança com os ideais românticos, não é à toa que costuma inspirar os corações apaixonados. Mas aí veio o séc. XX e tudo mudou. Picasso e cia. deram a qualquer rabisco o status de arte. Hoje em dia, requer-se apenas a amizade de algum curador de museu para ser exposto. Mérito artístico é coisa que, se existe, nunca me foi apresentada.

Considerem então a monstruosidade que será erguida em Londres ao lado do estádio olímpico de 2012.

Parece-me uma bactéria ciliada alienígena auto-consciente programada para destruir o mundo. É feia de dar dó - uma aberração. É certamente algo diante do qual nós, ocidentais, poderemos nos perguntar: "Onde foi que erramos como civilização?" Até o nome dessa bagaça é um desastre: ArcelorMittal orbit. Tô falando que é coisa de ET. Mas não me entendam mal. Não sou da opinião que as coisas tem de ser "bonitinhas" para serem aceitáveis. Em arte, por força de expressão, por liberdade estética ou intelectual, deve se poder muito. Mas há que se reconhecer que há limites de comunicação. Não se pode forçar padrões estéticos duvidosos goela dos outros abaixo. Hoje em dia, para serem tidas como modernas, as nações parecem obrigadas a apresentar o produto das mentes perturbadas como símbolo de avanço e coragem. É uma pena pois, em muitos casos, trata-se apenas de loucura e perturbação.

2 comentários:

Ariel Wollinger disse...

caralho! um intestino de alienigena!!

Henrique Rossi disse...

hehehe o que deu em vc hoje? submeteu comentário num monte de posts! Mas essa torre é realmente "de outro mundo"...