Pesquisa aponta que exposição ao sexo leva à violência doméstica e infantilização

9 comentários

O ser humano é capaz de grandes imbecilidades quando mal intencionado; porém, quando bem intencionado, nada supera sua belíssima capacidade de construir saber e justiça. A BBC noticia uma pesquisa que associa a exposição generalizada de conteúdo sexual à imaturidade afetiva de adultos e à precocidade sexual infantil. Nada que nós não conheçamos muito bem não é verdade? Cada dia mais os adultos agem como crianças, assim como as crianças agem como adultos. É comum vermos adultos comportando-se de modo infantilizado, incapazes de estabilidade em seus relacionamentos. Da mesma forma nota-se que os pré-adolescentes cada vez mais se esforçam por parecer devassos. Isso mesmo, a criançada "legal" adora ridicularizar os amiguinhos inocentes, aqueles que não têm malícia e despudor sexuais. Da forma como vejo, não se trata apenas de desastre e implosão morais, mas da construção de uma sociedade infeliz, o que, no meu entender, é muito mais grave que simples transgressões. O relacionamento dos adultos é cada vez mais marcado pelo descompromisso ativo. Ou seja, busca-se deliberadamente uma falsa liberdade, por isso tantos relacionamentos "liberais" onde não há um vínculo formal. O resultado não poderia ser outro: consultórios de psiquiatras e psicólogos lotados.

A solução? Oras, vocês sabem! Todo mundo sabe. Compromisso, fidelidade, honestidade, maturidade, responsabilidade, etc. O problema real está na vontade livre das pessoas. Ainda que nossa consciência aponte com clareza que todos esses valores são extremamente necessários para uma vida afetiva normal e completa, a crise moral instalada em nosso meio sugere que eles levam à uma existência chata. Estou dizendo com clareza que as pessoas aprendem a calar a voz de suas consciências para viver um esquema de falsa liberdade que sacrifica suas reais emoções. É um sacrifício deliberado que a maioria faz para não ser tachada de retrógrada e moralista. Por consequência, muitas moças acabam vivendo uma sexualidade que só as faz infeliz para que suas amigas não as vejam como atrasadas. Os homens, por sua vez, parecem viver esse esquema há mais tempo, fruto direto do machismo que os proibe de ter emoções. É um círculo vicioso que só é interrompido pela luz! Não à toa associa-se o saber à iluminação. Sugiro que os leitores do blog leiam com atenção a reportagem da BBC que segue abaixo. Também sugiro que não leiam as reportagens de sexualidade dos atuais jornais, pois são mera repetição dos absurdos que Marta Suplicy ensinou às mulheres na década de 80: segundo este ser abjeto, a liberdade está em viver a sexualidade conforme os naturais impusos corpóreos.

O problema é que isso não é em absoluto uma vivência sadia da sexualidade humana! Por favor, não sejam imbecis! Desculpem-me, mas não há outra maneira para se referir àqueles que consideram que o impulso sexual deve ser vivido de uma forma animalesca. Fosse isso verdade, por consequência lógica o estupro deveria ser descriminalizado, afinal, qual a expressão mais animalesca da nossa sexualidade que o sexo conquistado à força? É um imperativo a humanização de tudo o que se relaciona conosco. Não podemos fugir à esta verdade, senão ela nos massacra. Ou tudo que tocamos é humanizado pela nossa presença ou não somos dignos de sermos chamados humanos, pois um reles um macaco só é digno do nome porque "macaquiza" tudo ao seu redor. Você deve, pois, desconfiar de todo falso saber que trata a sexualidade humana como algo meramente animal - para ser humana, ela precisa ser humanizada, ou seja, compreender todos os fenômenos que nos cercam, dentre os quais deve-se destacar nossa vida emocional, a maior prejudicada (como demonstrado pela pesquisa) por um comportamento sexual desregrado e animalizado. O que acharíamos de um glutão que gostasse de folhear revistas com fotos de suculentos pernis para, com isso, excitar-se? Não seria ridículo? Por que então se estimula o mesmo comportamento em relação à sexualidade?

Oras, fico até um pouco irritado por sentir-me obrigado em escrever a resposta correta. Isso demonstra o generalizado grau de imbecilidade completa que nos cerca. O motivo é grana! A gênese da sexualidade desregrada está em um impulso mercadológico, capitalista. Todo mundo sabe como sexo é uma questão sensível, que só a muito custo se consegue tratar com temperança e justiça. Portanto, pergunto, a quem você prefere dar crédito: àqueles que procuram ganhar dinheiro com a sua sexualidade ou àqueles que te ensinam a humanizá-la? Não estou de modo algum defendendo um estilo de vida puritano, que reprima o corpo como algo naturalmente imoral. Isso é coisa de protestante, não de católico. Quero tão somente reafirmar os valores humanos citados no início do texto como reais norteadores do impulso sexual. A humanização do sexo não é, pois, algo complicado: basta deixar o compromisso, a fidelidade, a honestidade, a maturidade e a responsabilidade falarem mais alto. Trata-se de uma questão de justiça, pois são essas as instâncias da consciência que devem ser consultadas antes de se decidir ir para cama com alguém. O real saber sobre a sexualidade humana só é possuido por aqueles que consideram com carinho nossas reais necessidades afetivas de complementaridade e aceitação.

Se você, pelo contrário, preferir dar ouvidos à Hugh Hefner (dono do complexo de comunicação da Playboy), tem o direito de saber que está escravizando sua sexualidade à vontade um velho tarado que se tornou bilionário por promover um estilo de vida que decretou guerra aos reais valores humanos. Em lugar da sadia liberdade humana, cujo objetivo maior é a felicidade, você estará privilegiando uma visão de mundo que considera o seu corpo uma mercadoria. Por sinal que a reportagem da BBC avisa que um dos mais importantes aspectos da pesquisa é a demonstração de que a mercantilização do corpo torna as pessoas infelizes em relação a si próprias, porque propõe inatingíveis padrões de beleza. Uma pessoa em são juízo jamais abraça este estilo de vida. Trata-se, porém, de um estilo de vida equivocado tão difundido que não sei se somente a leitura de uma simples reportagem irá convencer os leitores adeptos dessa filosofia a abandonarem-na. Complemento com outra sugestão de leitura: a ed. Quadrante oferece excelentes artigos sobre esta questão em seu website. Estão subdivididos em dois temas: valores e virtudes (link aqui) e família (link aqui). Em ambos você encontrará a defesa de um estilo de vida verdadeiramente humano e justo, conforme a sua própria sede de amor e verdade aconselha.

-----------------------------------------------------------------------

SEXO NA MÍDIA ESTIMULA VIOLÊNCIA CONTRA MULHER, DIZ PESQUISA

Estudo relaciona o excesso de conteúdo sexual na mídia à posição da mulher como objeto.


(Da BBC Brasil, original aqui).

Um estudo divulgado nesta sexta-feira afirma que a exposição de crianças e adolescentes a conteúdo sexual na mídia vem reforçando a ideia da mulher como objeto de desejo e alvo de violência doméstica.

O relatório Sexualização dos Jovens, da psicóloga Linda Papadopoulos, encomendado pelo Ministério do Interior britânico, diz que os jovens estão cada vez mais expostos a conteúdo relacionado à sexualidade por meio de revistas, televisão, internet e aparelhos de celular, sem que os pais consigam controlar isso.

Segundo ela, esse conteúdo está "legitimando a ideia de que as mulheres existem para serem usadas e de que os homens existem para usá-las".

Nesse contexto, a pesquisadora entende que a posição da mulher como alvo de violência doméstica acaba virando comum e até aceitável.

Da sexualidade à violência

O estudo diz que as crianças estão sendo cada vez mais retratadas como adultos, enquanto adultos são infantilizados, o que confunde as noções de maturidade e imaturidade sexual.

Além disso, tanto mulheres quanto homens são levados pela mídia a buscar um ideal de aparência física "fora da realidade", o que resulta em "insatisfação com o próprio corpo, um reconhecido fator de risco para a autoestima, para depressão e distúrbios alimentares".

"Um tema dominante em revistas parece ser a necessidade das garotas de se apresentarem como sexualmente desejáveis para atrair a atenção masculina", diz o estudo.

Seguindo esse mesmo raciocínio de subserviência feminina, a violência contra as mulheres acaba sendo banalizada.

O relatório aponta que, desde 2004, a exibição na TV de cenas de violência contra a mulher cresceu 120%, enquanto as de agressão contra adolescentes aumentou 400% no período. Além disso, no cinema, 75% dos personagens e 83% dos narradores são homens.

Papel dos pais e da escola

Papadopoulos entende que essa lógica explica os resultados de uma pesquisa do Ministério do Interior britânico divulgada neste mês.

A análise revelou que 36% dos britânicos acreditam que, em caso de estupro, a mulher deve ser parcialmente responsabilizada se estiver bêbada, e 26% pensam assim no caso de a vítima estar usando roupas sensuais.

A psicóloga cita ainda o dado de que uma em cada três garotas britânicas entre 13 e 17 anos já teve de fazer sexo contra a sua vontade, enquanto 25% delas já sofreram algum tipo de violência física.

Para reverter esse quadro, o relatório defende que os pais acompanhem mais de perto como seus filhos usam a internet e seus celulares e que o Estado tome medidas para coibir a banalização da sexualidade.

A pesquisadora também recomenda que as escolas tragam essa discussão sobre a igualdade de gênero para as salas de aula.

No banho, considerações sobre o ateísmo

17 comentários

Mais um texto pós-voto de silêncio (por essas e muitas outras percebi que não tinha vocação religiosa). Fiquei inquieto em ver o marcador Richard Dawkins novamente isolado na última posição. Caramba. Apesar de parecer que escrevo bastante sobre ele, seu marcador teima em ficar na última posição. Essa é uma injustiça que eu sempre gosto de reparar, mas estava determinado em não me importar por deixá-lo isolado na última posição; mesmo assim não pude evitá-lo. Estava tomando uma ducha gelada (verão tropical, europeus) quando comecei a pensar na ignorância dos ateus em geral em antropologia. Tive toda uma sorte de ideias diferentes, difíceis de somar. O centro dos meus raciocínios foi (preparem-se): sentem-se os ateus tão distantes das pessoas comuns por deliberadamente negar reverência a qualquer ente externo que, em virtude deste isolamento auto-imposto, sentem-se vítimas de uma grande injustiça. Bem, esta é uma daquelas frases um pouco batatudas, com muita substância intelectual. Vamos tentar simplificá-la. Ela afirma que a maioria das pessoas tem algo que se pode chamar de centro de reverência, algo que elas direcionam a algum ente externo a elas próprias, talvez (quem sabe?) tenhamos esta característica como espécie pelo mecanismo de seleção natural. De modo muito sucinto, ateu é aquele que nega direcionar o seu centro de reverência a qualquer ente externo, seja ele Deus, nirvana, ou ainda o Monstro de Espagueti Voador (retratado acima). A princípio, essa negação deliberada não me causava a menor surpresa; considerava-a uma manifestação legítima da individualidade. Ainda penso assim, o problema foi quando percebi as consequências geradas por tal ato. Não dispondo de um "canal" sobre o qual despejar sua sede de infinito (necessidade não-física da consciência), o ateu direciona o seu centro de reverência sobre ele mesmo! Assim, ele faz sua própria consciência de Deus, ou seja, diviniza-se de uma forma que qualquer religião condena. Afinal, ainda que a divinização do homem seja a maior ambição do impulso religioso, quando ela ocorre como simples influxo egoísta é imediatamente considerada grave desvio. Pois então, aos poucos me fui convencendo disto: ser ateu não é legal. O que antes não me causava impressão alguma, hoje gera aversão. Até acredito que há ateus razoáveis, com os quais se pode conversar de maneira desapaixonada, mas depois de certas experiências pessoais comecei a duvidar. A mais séria delas surgiu a partir de uma reflexão sobre o meu próprio eu.

No passado dificilmente se encontraria sujeito mais anti-religioso do que eu. Perguntem aos meus tios do lado paterno. Alguns devem se lembrar do dia em que desafiei minha pobre avó, falecida há uns seis meses, uma mulher que rezava o rosário todos os dias (pra quem não sabe, o rosário inteiro são três terços). Disse-lhe que Deus era uma fantasia e que serviria Satanás com excelente disposição pelo resto de minha vida caso existisse. Aguentaria de bom grado as penas infernais. A pobrezinha não se turvou, tampouco demonstrou sentir-se ofendida. De certa forma, ainda que eu não gostasse de admitir para mim mesmo, aquele episódio deixou-me envergonhado, afinal, pra quê? O que eu ganhei com aquilo? Como se deu a metamorfose que me transformou em quem sou hoje é assunto bastante extenso mas, em resumo, posso dizer que foi obra daquele Clauze, o tal professor de psicologia que já mencionei algumas vezes. Ele rachou todas as minhas antigas certezas demonstrando a artificialidade de todo o pensamento. Esse processo também não foi legal, nem fácil, mas aprendi, e muito! Vi que a consciência cria a realidade ao nosso redor. Já escrevi sobre isso algumas vezes e foram, devo alertar, os textos mais difíceis do blog. Não há nada de natural no modo como enxergamos a realidade. Não há uma evolução necessária do pensamento, como disse Marx. O que é ocorre a construção ativa do pensamento. As pessoas deliberadamente constróem a realidade a partir tão somente dos seus desejos. Assim, não é absurdo supor que talvez haja algum dia quem divinize o Monstro do Espagueti Voador. A tradição judaico-cristã afirma que há um só Deus imaterial, senhor de toda a realidade, que se manifestou na história. Creia quem quiser, mas o pensamento de que as coisas se dão assim cria na consciência da pessoa esse Deus. Ele existe de fato como imagem mental. A pessoa passa a viver conforme os seus ensinamentos, pois está convencida que ele existe. Todavia, se ele existe como afirmado por esta tradição em uma realidade imaterial anterior à história é algo que, felizmente, dá margem a saudáveis questionamentos. E qual o problema de haver margem para maus-entendidos? Justamente aí se torna manifesta a nossa liberdade de modo escancaradamente exagerado. Penso eu que é através de uma atuação discreta que Deus procura ver como realmente somos. Estivesse ele manifesto a todos de maneira inequívoca não teríamos liberdade para negá-lo (olha que nunca falei dos milagres incontestes que só o catolicismo tem).

Retomando, pois, o raciocínio central. Excluindo a reverência a algum ente externo ao próprio eu, os ateus subvertem o natural rumo empreendido pelo nosso sistema de crenças automático, deusificando-se a si próprios (tornando o ateu capaz de "gracejos" como os que direcionei à minha avó). A consequência mais funesta é a arrogância, que se encontra manifesta em toda uma ampla série de vícios de nomes nada bonitos: jactância, egoísmo, prepotência, vaidade, presunção e, para terminar, vanglória. Pensei muito neste último termo durante aquela ducha. É uma composição por justaposição de e glória, ou seja, dar-se uma glória imerecida, uma glória passageira, uma glória vã. Por derivação imprópria surgiu até mesmo um verbo com este sentido: vangloriar-se. Não tendo a quem servir, o ateu serve-se tão somente a si mesmo. Não tendo em quem acreditar, o ateu crê somente na própria capacidade. Alguns leitores poderiam contra-argumentar: "Mas Henrique, se Deus não é manifesto diretamente em nossas vidas porque atribuir a ele coisas que conquistamos por nosso próprio mérito?" Oras, isso está erradíssimo. De modo algum se pode falar em próprio mérito. Ainda que o Deus cristão fosse uma fantasia, a realização pessoal não seria algo que dependeria unicamente de nossos próprios esforços. É toda uma longa série de eventos que, combinados, dão-nos as oportunidades. A própria sorte precisa ser conquistada, é certo, mas dentro dos limites pré-estalecidos de possibilidades. Quem isso percebe é mais justo, pois leva em conta a grande variedade de ocorrências externas das quais pode se beneficiar. Não se atribui, portanto, uma importância que de fato não possui, que sabe não estar nele mesmo. É evidente que há religiosos que são pessoas arrogantes, mas são exceções. Não atribuimos esse comportamento às pessoas religiosas, pois geralmente são afáveis e dóceis. Também não temos problema nenhum em atribuir com grande justiça essa característica à pessoa auto-suficiente, e quem mais auto-suficiente que o ateu? Aqui também há exceções, como já mencionei anteriormente. O problema é a regra. Há matizes que enriquecem a questão, felizmente. O problema é a percepção generalizada de que o ateísmo leva à arrogância, ou ainda, de que o arrongante, incapaz de se reconhecer como um humano qualquer, sonega-se o gesto tão natural de crer, afinal, se há algo para o qual o ser humano não precisa de muito esforço é à capacidade de crer. A falta de naturalidade está em não crer. Meu balanço final é um lamento, pois considero triste esta condição de endeusar-se. Impossível não se tornar alguém de temperamento muito difícil com a imposição de um tal auto-isolamento tão radical.

Escravos da imoralidade capitalista

0 comentários

Os muitos leitores quotidianos deste blog sabem que tenho escrito bem menos que o de costume. Hoje, porém, este já é o segunto texto que escrevo. Sim, há outro texto novo abaixo deste. Mas não se trata de ataque criativo. O texto anterior a este foi escrito porque considerei um tanto hipócrita a tentativa do Conar de bloquear a propaganda da cerveja Devassa Bem Loura, recém-lançada. Acho que no dia em que esse pessoal do Conar resolver combater indecências na publicidade de cerveja deveriam censurar a infinidade de moças de biquínis, bem menos pudicas que a Paris Hilton de vestidinho preto que estão criticando.

O problema de se criticar quaisquer tentativas de moralização na sociedade contemporânea é que logo você se vê forçado a defendê-las, pois o mundo atual sabe como nenhum outro adulterar os reais valores humanos. Ou seja, mal estava eu falando do Conar criticando vestidinhos curtos soube de uma campanha publicitária altamente indecente. Por certo esta vida é algo um tanto irônico, pois bastou o "moralista" aqui criticar uma tentativa desnecessária de censura para outra um tanto necessária chegar ao meu conhecimento. A publicidade em questão é de uma tal forma grosseira e baixa que não vou sequer dizer de que país ela vem, não é do Brasil.

Um órgão de combate ao fumo elaborou uma campanha para revistas que compara o hábito de fumar à escravidão sexual. Para tanto, ela faz uma montagem que sobrepõe um fumante com cigarro na boca ao quadril de um senhor em pé, de modo que se subentenda um ato sexual. Isto foi notícia em alguns telejornais. Um ministro do país em questão entrou imediatamente na luta pela retirada de circulação da campanha. Achei isto muito triste. Além de não dizer de qual país se trata (pois ainda que vocês sejam adultos não desejo que vejam algo tão degradante), também não publico a reportagem que assisti (pois contém imagens da campanha).

É simples o estado de nossa situação: a desesperada necessidade de lucro apela para nossos mais vis impulsos como retórica da qual não se pode escapar. Que órgãos como o Conar estejam desempenhando com cuidado um excelente trabalho de auto-regulamentação é algo de se elogiar, não criticar, ainda que pequenas imperfeições possam ocorrer enquanto a sociedade como um todo estiver desajustada de valores humanos em favor de valores financeiros. De fato, é a sociedade que sobrepõe sua humanidade pelo gosto das riquezas materiais que realmente escraviza, desvirtuando qualquer beleza e decoro.

Uma devassa puritana e respeitável

0 comentários

Faço agora mais uma pequena pausa para outro texto inadiável! Estou um tanto surpreso que o Conar, órgão que regulamenta a publicidade no Brasil, abriu três processos contra a campanha de lançamento da nova cerveja do grupo Schincariol, a Devassa Bem Loura (reportagem aqui). Qual a surpresa? Não achei a propaganda devassa (sem trocadilhos). Admito que há exploração sexista do corpo da mulher, mas em comparação com outras cervejas, a campanha da Devassa é tímida. O vestido de Paris Hilton, a socialite bilionária que protagoniza a campanha, é equivalente àquele que escandalizou os alunos da Uniban ano passado, porém, é bem mais comportado do que qualquer bíquini utilizado pelas mil garotas gostosas que estrelam campanhas de cerveja na praia. Oras, se é para se coibir o uso materialista da imagem do corpo feminino o que se deve combater são os bíquinis, não vestidos curtinhos. Talvez o efeito sensual seja potencializado pelo nome da nova cerveja, porque, convenhamos, devassa não é "sexy girl" como Hilton afirmou durante sua passagem pelo carnaval carioca. Devassa está mais para "bitch" mesmo.

Adiciono o vídeo da campanha para os corajosos que não assistem televisão no Brasil e para os vários estrangeiros que dia após dia continuam visitando o blog, ainda que eu esteja publicando bem menos que o de costume (estou cumprindo a promessa de um texto por semana!).



UPDATE: noticia o G1 que a Schincariol decidiu retirar a campanha do ar em função dos processos abertos no Conar (reportagem aqui).

A nova geração de professores de história

2 comentários

Um excelente programa da GloboNews força a interrupção do meu prazeroso silêncio. Não me entendam mal. Amei cada segundo em que estive trabalhando em textos para o blog. Mas estava aplicando muita energia pessoal aqui. Até voltaria a escrever com regularidade, contanto que houvesse uma contrapartida financeira. Se você conhece o dono de algum portal que pudesse se interessar pelo blog avise-o: estou disponível. De fato, tive várias ideias interessantes todos estes dias em que estive afastado. Anotei breves rascunhos que poderão algum dia ser trabalhados, mas de graça não o farei. Só venho aqui hoje porque tenho que compartilhar o programa com vocês. Ele por demais corrobora com tudo o que já escrevi nestas páginas.

Lembram-se como eu gostava de dizer que os estudos de história não mais confirmam as verdades fáceis propagadas pelos professores de cursinho? Lembram-se que sempre pedi referências bibliográficas quando alguém vinha falar de história comigo? Oras, tudo isso porque dos anos 70 para cá o estudo de história vem se tornando cada vez mais científico e menos ideológico. Ou seja, os departamentos de história das grandes universidades estão sendo desaparelhados pela antiga escola esquerdista, cujos representantes estão literalmente morrendo de velhice, enquanto empossam jovens estudiosos mais críticos e menos afeitos à mera reprodução de chavões partidários.

O estado anterior que aos poucos está sendo superado sempre foi marcado por notórias injustiças. Imaginem vocês que o atual presidente da UNE é militante do PC do B desde a adolescência e só entrou na Universidade para que o partido o colocasse na presidência da instituição. Qual a representatividade estudantil disso? Pode-se falar com toda a razão que isso é um excelente exemplo de traição, pois aviltou-se com a omissão deste fato escandaloso a confiança de todos aqueles que votaram nesse sujeito. É certo que quanto menos dependente de partidos políticos fosse o estudo de história melhor seria sua qualidade.

Pois então constatamos com muita alegria que as gerações futuras de professores de história serão mais justas e imparciais que as atuais. No meu modo de ver as coisas é a sociedade inteira que ganha com isso, porque conhece-se a si mesma com mais propriedade e pode, assim, combater os erros que levaram às injustiças atuais. A complacência passiva com professores guiados não pelo conhecimento mas por ideais partidários já arrasou mais de uma geração de brasileiros. O vídeo é fantástico porque revela a maravilhosa transformação em curso. Foi por causa dele que quebrei meu delicioso silêncio. Não deixem de assisti-lo.

Este blog, o futuro e você

2 comentários

Jamais pensei que teria um blog. Quando essa onda começou eu havia abandonado completamente meu interesse por novidades tecnológicas. Estava cursando comunicação social - cinema na Universidade Federal Fluminense, a melhor do Brasil na área. Durante aqueles anos dediquei-me exclusivamente ao estudo. Arrisco dizer que fui o melhor aluno do departamento de cinema. Não tive apenas notas espetaculares. Todos os bons professores me convidaram ao mestrado e alguns até mesmo ao doutorado, negligenciando, assim, a etapa intermediária. Mas eu queria ser cineasta. Todas as vezes que aqueles excelentes mestres me procuravam com o intuito de fazer de mim um acadêmico eu pensava que não havia procurado aquele curso para dar aula. Cinema era algo que eu queria vivenciar no set de filmagens.

Depois de formado procurei instalar-me no mercado. Não demorou para descobrir que, ao contrário da Academia, o mercado não privilegia o talento nem o mérito. Antes move-se ao sabor de mexericos e politicagens. Eu não podia acreditar, afinal, não estaria o mercado obrigado ao lucro? Essa necessidade de primeira grandeza não o acabaria forçando a procurar com afinco redobrado os melhores profissionais? Foi então que pude ver na prática o desastre causado pelas leis de incentivo. Já que o dinheiro vem fácil, ele é gasto sem maiores preocupações. De fato, quando foi que os cineastas brasileiros começaram a se preocupar com o público? Somente de uns poucos anos para cá. A maioria deles, porém, continua presa ao passado, àquela necessidade retrógrada de fazer filmes de arte. O que, na maioria dos casos, significa fazer filmes que promovam a revolução socialista.

Portanto, ao contrário da Academia, onde me adaptei com perfeição, não me entrosei com os colegas profissionais. A simpatia com que todos me tratavam na Universidade tornou-se pouco caso no mercado. Não adiantava insistir, além do mais, não sou desses tipos que gostam de dar murro em ponta de faca. Escolhi a medicina dentre as profissões conservadoras por ser, de fato, a que mais me agrada. Retardei, assim, o desejo de ser cineasta. Preciso de uma profissão que ponha o pão na mesa. Depois disso, quem sabe?, poderei retomar o sonho juvenil. O blog surgiu, ano passado, como reflexo involuntário da minha intensa vida intelectual pregressa que estava sendo massacrada pela imbecilidade geral. Fiquei escandalizado com a postura indecente dos professores do Anglo Taubaté (que havia procurado para me preparar para o vestibular de medicina). Isso motivou-me a criticar todos os radicalismos e intolerâncias da vida contemporânea.

Hoje não tenho a menor dúvida de que seria capaz de escrever uns três textos de alta qualidade diariamente. Ainda tenho muito a dizer, mas a necessidade de protestar contra tudo de errado que acontece no mundo passou. Além do mais, tenho que levar minha vida adiante. Não posso dedicar duas horas do meu dia ao blog. Ocorre que isto me dói o coração pois me sinto um privilegiado pela enorme audiência que consegui agregar nestas páginas. Nunca imaginei que teria tantos leitores diários, gente que dia após dia retorna a este espaço para ver meu último protesto contra as ideologias que desumanizam a humanidade. Não sei, portanto, o que ocorrerá nos próximos dias. Gostaria muito de poder voltar aqui para um texto ou outro, mas essa possibilidade se torna cada vez menos provável.

Fica, então, o meu agradecimento pela sua visita. Convido-o à leitura dos textos anteriores do blog. Pretendo publicar uma lista dos meus favoritos com a justificativa que me levaram a escolhê-los. Se você não lê este blog desde o seu início, é certo que irá encontrar muita coisa interessante publicada antes da sua visita. Ainda que isto se pareça uma despedida, tenho mais uma coisa a pedir-lhe: se você gosta deste blog não fique mais de uma semana sem visitá-lo. Como já disse, não sei se publicarei sempre, mas seria estranho que eu não tivesse um texto novo ao menos uma vez a cada semana. Ainda que você seja um leitor silencioso (pois assim é a maioria que já esteve aqui), a sua visita é importante para mim, pois sempre me recorda um talento especial que eu possuo e do qual jamais gostaria de esquecer.

O estranho bailado de Aécio Neves explicado

0 comentários

Depois de reclamar um pouco de perda de leitores europeus, o blog vive uma recente explosão de visitas internacionais. Não faço a menor ideia do porquê. Imagino que os não portugueses sejam brasileiros que moram fora. Então, apesar de o meu costume ser discutir aspectos morais e éticos da contemporaneidade, peço licensa aos que não estão inteirados das atuais questões políticas brasileiras para comentar o dilema em que se encontra o governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

Aécim, como dizem os mineiros, está sendo praticamente intimado pela liderança nacional do PSDB a entrar como vice na candidatura à presidência de José Serra, o primeiro nas pesquisas. Apesar da insistência estar durando vários meses, Aécio reluta em assumir o posto. Costuma responder que prefere concorrer ao Senado por Minas Gerais. Para mim, esse raciocínio não faz sentido, afinal, quem abriria mão de ser vice-presidente da República, cargo de notável visibilidade, para ser só mais um senador por Minas. Aos que desconhecem a questão mineira, Aécio é extremamente popular lá, portanto, ganha fácil a eleição ao Senado. Aí chegamos ao problema. Aécio reluta em aceitar ser o vice de Serra porque teme pela solidez da campanha diante da gigantesca máquina governista que Lula tem colocado a favor de Dilma Rousseff. Vejam vocês que pensar nos problemas estruturais da sociedade muitas vezes nos torna cegos para problemas bem menos complicados. Até agora eu não tinha me dado conta de que a relutância de Aécio tem uma excelente jusfiticativa. Afinal, pra quê abraçar com unhas e dentes um projeto que nem é seu e que pode mantê-lo afastado da política por quatro anos?

A equação fica gostosamente complicada quando se relembra que o Bolsa-Família comprou o nordeste inteiro para Dilma. Minas, não se esqueçam, é um estado de transição cultural. Seu sul é rico como o resto do sudeste, mas seu norte é tão pobre quanto as mais pobres regiões do país. Ou seja, além de ser o segundo colégio eleitoral do país (depois de São Paulo), Minas é um estado de grande importância estratégica em todas as campanhas presidenciais. Os mineiros são, de certa forma, os "fiéis da balança". Caso Serra tenha ao seu lado o político mais popular deste estado é inegável que sua campanha ganhará enorme fôlego. Nào é à toa, portanto, que a direção nacional do PSDB o está importunando a todo tempo para que assuma logo a candidatura ao lado de Serra. Entenderam a importância do jogo? Serra vai bem, mas não se sabe a que ponto a máquina estatal poderá esmagá-lo. Aécio pode definitivamente alavancar a campanha. O problema é que ele mesmo deve estar um tanto crítico em relação ao seu real poder de fogo. De fato, é um grande imbrólio.

Caso Aécio decida concorrer ao Senado, o PSDB estuda o nome de Tasso Jereissati, do Ceará, para fechar a chapa com Serra. Não é má ideia. Além de ser do nordeste, informa a imprensa que Jereissati tem grande prestígio com o empresariado, que desconfia um pouco de Serra.

O bailado que até agora me parecia estranho revelou-se um jogo político extremamente astuto. Por detrás de declarações aparentemente contraditórias, Aécio empurra o jogo até o momento que lhe é mais favorável. Age, assim, com uma esperteza de fazer inveja. Desculpe-me Aécio. Eu o estava considerando um traíra. Hoje sei que é um político de grande talento. Você não é apenas namorador das mais belas mulheres do Brasil. Com essa astúcia toda, um dia você chegará exatamente lá. Isso, lá mesmo onde você pensou.

A desumanização do homem (Richard Dawkins de novo)

3 comentários

Estive afastado do blog nos últimos dias por motivos muito nobres. O mais especial deles é minha vida pessoal. Mas li uma notícia interessantíssima que gostaria de compartilhar com vocês. Cientistas britânicos desenvolveram um sistema para conversar com pessoas em coma. Enquanto monitoravam o cérebro dos pacientes, eles lhes pediam que respondessem "sim" ou "não" à diversas perguntas como, por exemplo, se tinham filhos ou se eram casados. A reportagem da BBC (original aqui) termina constatando que a descoberta pode levar a diversos impedimentos éticos. Como se poderia desligar os aparelhos de alguém que pode tomar decisões por si própria? Mas essa é uma falsa questão, pois quem respeita a vida humana jamais desligaria os aparelhos. Evidentemente, isso não significa manter artificialmente viva uma pessoa exposta à tratamentos caríssimos e/ou muito penosos. Neste caso, não há problema algum em reconhecer que não se pode fazer mais nada para ajudá-la. Coisa absolutamente diversa desta é negar comida a alguém, deixando-o morrer por inanição, como no caso absurdo da americana Terry Schiavo, condenada à morte pelo próprio marido com o apoio da justiça.

De fato, é muito injusta a justiça humana que condena à morte seres humanos indefesos e frágeis. Parece que se foi o tempo em que se defendiam os necessitados. A regra da modernidade é aniquilá-los covardemente, como se dissesse: "Eles são um peso para a sociedade. Melhor que morram". Assim dizia o primeiro esboço do projeto de lei de reforma da saúde pública americana de Barack Obama. Sua rival na campanha presidencial, Sarah Palin, disse, com muita propriedade, que aquela lei, se aprovada, daria ao Estado o poder de condenar inválidos à morte, como a sua filha com síndrome de Down. Rapidamente os democratas retiraram aquela cláusula do projeto e começaram a mentir escandalosamente, afirmando que os republicanos estavam fazendo uma análise exagerada da questão. Diferentemente do Brasil, onde se aceitam quaisquer desmandos absurdos das autoridades, os americanos foram às câmaras municipais de suas cidades para protestar. Portanto, não foi surpresa nenhuma para mim quando em pouco menos de um mês a popularidade do presidente desabou de mais de 75% para menos de 50%.

Certamente haverá quem considere esse recuo democrata um lamentável retrocesso. Só posso sentir pena de quem pense assim. Trata-se de alguém que relativiza a importância da vida humana que, para mim e para a maioria, é um bem absoluto, sobre o qual não se pode transigir. Foi com o advento das ideias de Thomas Malthus que se começou a se difundir a crença de que o melhor que se pode fazer para os miseráveis é matá-los. Se a criança vai ser um estorvo para a mãe e, por consequência disso, não receberá o amor necessário para se desenvolver com saúde, é melhor que seja morta. O malthusianismo trata o ser humano como coisa da qual se pode dispor conforme a conveniência, conforme o entedimento de uma minoria. Não é à toa, portanto, que se seguiram a ele os regimes mais genocidas da história. Os assassinos admiradores das ideias pseudo-científicas de Thomas Malthus viam uma grande ameaça em certos grupos étnicos. E, já que estavam convencidos de que o ser humano não é lá grande coisa, afinal, segundo vários cientistas somos somente animais, acreditaram que podiam aniquilá-los pois assim lhes parecia mais conveniente e adequado.

Notem que nos regimes políticos, aqueles onde se exercia a democracia, nunca ocorreram desgraças minimamente comparáveis àquelas acontecidas nos regimes científicos, onde um "sábio" autoritário decidia quem viveria (aqueles com as melhores características) e quem morreria (aqueles com traços genéticos inferiores). Vale lembrar que Darwin sugeriu explicitamente que tais práticas não seriam negativas, pois ele acreditava na seleção artificial dos melhores espécimes humanos. Quando viajou pela costa africana à bordo do HMS Beagle, Darwin ficou horrorizado com a cultura africana. Portanto, foram lágrimas de crocodilo que ele derramou sobre os escravos brasileiros quando esteve no Rio de Janeiro. De fato, ele odiava os negros. Por tudo isso, não é surpreendente que os ditadores científicos não tenham matado apenas judeus e búlgaros, mas também crianças defeituosas e doentes. Qual não foi a surpresa de Adolf Hitler quando o negro Jesse Owens venceu a medalha de ouro em sua presença durante as Olímpiadas de Berlim, em 1936? Se a raça ariana era superior, como poderia ele ser tão bem sucedido? Começou-se, então, a se dizer que os negros são bons fisicamente mas ruins de intelecto.

Alguém pode arguir dizendo que não são os cientistas que pensam assim. Errado! James Watson, um dos maiores cientistas da história, vencedor do prêmio Nobel de medicina de 1962 por ter descoberto a molécula de DNA, afirmou diversas vezes que os negros são inferiores e que isso era nítido. Segundo ele, todos aqueles que já conviveram com um negro sabem perfeitamente como a inteligência deles é inferior a dos brancos. Não se trata, pois, de fantasia de um blogueiro atormentado. Podem procurar no Google o nome James Watson e vocês verão com seus próprios olhos. À época daquelas declarações quem saiu em sua defesa? Ganha uma bala quem disser Richard Dawkins. Este notável biológo procurou diminuir o impacto das declarações absurdas de Watson quando o correto seria lançar uma moção de censura a ele (artigos que comprovam esta afirmação aqui). Que mal haveria em condenar-lhe aquela absurda declaração? Não será porque, no fundo, Dawkins concorda com ela? Ou talvez ele deve pensar que o correto é disfarçar as tolices dos seus amigos, enquanto que, para denegrir os adversários, não seria incorreto até mesmo atribuir-lhes tolices que nunca disseram. Assim é a moral de Richard Dawkins. Seria melhor o mundo que o seguisse?

Não, seria monstruoso um mundo onde Richard Dawkins tivesse poder de decisão. Não apenas ele, mas todos os que acham que se pode dispor do ser humano como qualquer coisa. Por isso a democracia representativa é tão importante. Quando ela é substituída por um regime onde somente a opinião de poucos é levada em consideração, o resultado sempre foi desastroso. É que a maioria repele genocídios. O mundo ocidental sempre assistiu horrorizado às monstruosidades científicas perpetradas por Stalin, Mao e companhia. É preciso combater duramente o avanço dessas ideologias genocidas no Ocidente. Infelizmente parece que muitos não se têm dado conta de que este é um processo em avançado estágio de evolução. Que é o aborto senão a licensa para matar um ser humano indefeso conforme a conveniência de alguém? A civilização que abraça o aborto flerta com o autortarismo científico. Pergunte a qualquer professor de geografia se o controle da população através do aborto não é positivo. Se você obtiver uma resposta negativa saiba que está diante de uma excessão. Não se pode tolerar afrontas à dignidade humana. O próximo passo dos apologetas do aborto quando este se instala é o genocídio de viés científico.

ATUALIZAÇÃO: Não apenas eu considerei esta notícia fantástica. Também pensou assim a editoria do Jornal Nacional, que tratou sobre o mesmo assunto na primeira reportagem do programa de hoje. Também ali se mencionou a dramática questão ética a respeito da eutásia.