quarta-feira, 31 de março de 2010

Serra abre 9 pontos sobre Dilma: vamos comemorar!

Bastou José Serra anunciar que era candidato à Presidência para abrir quase 10 pontos percentuais em relação à Dilma. Isso é uma boa notícia para o país, se bem que o segundo turno dos meus sonhos seria entre Serra e Marina Silva. A ministra de Lula é um ser das trevas. Basta tomar conhecimento sobre o PNDH III, elaborado pela Casa Civil e assinado por Lula em pleno 31 de dezembro, para que passasse desapercebido da população. Felizmente não foi assim: aos poucos a população informa-se sobre a tentativa totalitária do PT para controle do país. Da mesma forma, quando parecia que Dilma iria se tornar a primeira colocada na disputa Serra ultrapassou-a. Isso merece comemoração. E a melhor forma de fazê-lo é zombando dessa corja imunda que atende pelo nome de petista. Tudo o que é bom para o PT é ruim para o Brasil.















terça-feira, 30 de março de 2010

Um lutador honrado, nobre e humilde

Hoje à noite, alguns de nós assistirão Marcelo Dourado ganhar um milhão de reais na final do Big Brother Brasil. Muito se falou, e muito se tem falado sobre este personagem que, como disse Roberto Jefferson a respeito de José Dirceu na CPI do mensalão, desperta os "instintos mais primitivos". Dourado choca porque não se rende às obrigações sociais. Estava instado, como todos nós, a achar lindo os tremeliques de Dicesar e Serginho: de modo educado, disse não. Seus adversários podem relinchar o quanto quiserem, Dourado nunca tratou Dicesar com desrespeito. O problema é que se exige, em relação ao homossexualismo, um respeito quase religioso, como se os modernos arfassem no nosso pescoço sua ladainha insuportável: "Você precisa amar os homossexuais, senão você é um nazista". Dourado simplesmente não deu bola a estes conselhos absurdos; tratou Dicesar como um igual, motivo pelo qual surpreendeu a todos. Tratou-o de maneira honrosa; não cedeu à ridícula obrigação de fazê-lo sua amiga. De certa forma, ao menos da maneira como eu vejo a situação, Dourado tratou Dicesar de uma maneira muito mais honrosa e respeitável do que a maneira com a qual Dicesar se trata a si mesmo, desonrando sua natureza com comportamentos estereotipados e chamativos.

A sabedoria natural de Dourado reluziu no horrendo panorama do BBB 10, que prometia ser a edição mais "colorida" e menos honrada do programa em toda a sua história. Enquanto Fernanda e Serginho discorriam à mesa com monstruosa naturalidade sobre as práticas das boates homossexuais, de modo muito educado Dourado se fez perceber: "Vocês pedem para eu não arrotar, eu peço que vocês não falem de sexo enquanto a gente come" e, assim, restaurou o bom-senso, ao menos naquela refeição. À medida que os "modernos" eram chutados pelo público para fora da casa, foi-se percebendo que a ideologia vencedora desta edição do programa era a de Dourado. Impôs-se assim, e cada vez mais, seu ponto de vista. E quanto mais os brasileiros o viram, mais se encantavam com a facilidade com que ele refutava as ridículas obrigações da modernidade. Dourado rapidamente se tornou representante de todas as pessoas que se sentem oprimidas pelas imposições da modernidade pois, além de refutar cada uma dessas exigências, ensinou-nos como fazê-lo com educação e respeito, ainda que, vez ou outra, uma palavra soe um pouco mais dura que as outras. Quem esquecerá tão cedo a reverência dele a Dicesar antes do anúncio da eliminação daquele paredão que foi a antecipação da final do programa?

Explico aos que não viram o programa este dia. Dourado e Dicesar competiam um contra o outro em um paredão duplo. As discussões entre ambos foram fartas e pelos mais diversos motivos ao longo de toda esta décima edição. No meu modo de ver, sempre Dicesar irritou-se à toa com Dourado, que nunca havia o provocado deliberadamente. Por ambos terem sido os pólos opostos deste BBB, antes de anunciar o eliminado, Pedro Bial pediu que um ficasse de frente ao outro e se saudassem com a reverência dos lutadores de judô ao fim da disputa. Dicesar, que desconhece honra, curvou-se rapidamente, da maneira afetada que lhe é peculiar. Dourado, que reconhece as virtudes de Dicesar, que o tratou de modo honrado em todas as vezes que ele se irritou sem necessidade, que soube ser realmente humilde e verdadeiro, permaneceu curvado longos instantes diante do adversário. Dicesar desconcertou-se com aquilo - fez mais uma vez uma rápida reverência e nem assim Dourado interrompeu a homenagem. Para sua maior surpresa, Dourado tomou-lhe as mãos e levou-as à sua testa. Visivelmente impressionado, Dicesar tentou imitá-lo, mas como desconhece a nobreza e a honra, seus gestos foram atrapalhados e desconexos. Os que duvidam da minha explanação podem ver a cena supreendente e reveladora no vídeo abaixo.

Os que não gostam de Dourado poderão argumentar que aquilo era teatro da parte dele. Será mesmo? Por que então Dourado deu aqueles passos assim que Bial disse que o eliminado era um "lutador", alguém que, ao longo de sua vida, sempre lutou? Dourado reconheceu-se naquelas palavras, pensou que era ele o eliminado. Ouve-se claramente alguém da torcida do Dicesar comemorando. Mas como Bial ainda não havia dito o nome, há um instante extremamente nervoso, no qual todos fazem silêncio. Então ele anuncia que é Dicesar o eliminado daquele paredão. Portanto, ainda que o homossexual Jean Williams tenha vencido uma edição anterior do programa, saibam os modernos que a guerra não está vencida. A honra e a nobreza prevalecerão: elas são mais elevadas que a aceitação incondicional de paixões desequilibradas. Foram elas que ensinaram o ser humano a prosseguir quando tudo mais o convencia de que estava derrotado. Foram elas que construíram o imenso patrimônio intelectual e moral do Ocidente. Ainda que representadas por tipos imperfeitos como Dourado, elas se impõem por suas próprias virtudes e não pelos méritos daqueles que as abraçam que, como todos os outros seres humanos, são imperfeitos. Elas prevalecerão sim, porque nos fazem melhores a cada instante.

domingo, 28 de março de 2010

Como se não pudéssemos pensar

Que tal fazermos um pequeno exercício de pensamento? Afinal, faz tempo que não temos um só texto exigente, no sentido extremo do termo, publicado aqui. Gostaria de abordar a questão filosófica da potência. Se eu, por exemplo, disser que alguém se tornou pianista por causa de seu potencial todos me compreenderão perfeitamente. O estudante de filosofia, porém, terá uma percepção diferenciada desta afirmação, pois ele, ao contrário da maioria das pessoas, tem uma aguçada percepção do termo. Ele sabe que potência é tudo aquilo que está contido em algo e que, pelos mais diversos motivos, ainda não se desenvolveu. Mantenhamos a alegoria pianística. Percebam que o potencial para tocar piano existe em todas as pessoas, ou estou errado? Será que existe alguma classe de pessoas realmente incapazes de executar o Concerto No. 3 de Rachmaninov? Apenas duas classes de pessoas não poderão se tornar pianistas: a das pessoas sem mãos, e a das pessoas com problemas neurológicos. Todo o resto é um grande pianista potencial. Para tocar piano com destreza semelhante a do Nelson Freire basta estudar o mesmo que ele. Não há, portanto, nenhuma restrição de idade. O que muda da criança em relação ao adulto é a disponibilidade de tempo, somente. Imaginem começar a aprender piano com trinta anos de idade. Pois eu conheço quem o fez e, após cinco anos de árduos estudos, tocava como uma criança de quinze anos que estuda desde os cinco. Ou seja, o desenvolvimento neurológico de um adulto, amadurecido em relação ao da criança, favorece o aprendizado rápido do piano, ao invés de atrapalhá-lo. O que a criança leva dez anos para aprender, um adulto aprende em cinco.

Percebam as graves conclusões presentes neste simples raciocínio: todos nós somos capazes de fazer exatamente as mesmas coisas que todos os grandes homens ou mulheres fizeram. Podemos compor sinfonias como Beethoven, arquitetar prédios como Michelangelo, escrever peças de teatro como Shakespeare, fazer descobertas científicas como Mendel, e tudo o mais, inclusive matar como Hitler - basta aprendermos o mesmo que eles aprenderam. No caso específico de Hitler, para matar como ele seria necessário desaprender a humanidade que nos foi ensinada. Ou seja, qualquer pessoa que não dá o devido valor à vida humana é capaz de matar como ele: basta ascender politicamente. É saudável, portanto, a sociedade que não apenas deixa de dar ouvidos a lunáticos como ele, mas que os põe na cadeia anos a fio. Notem, então, que há uma faculdade material que encerra em si todo o nosso potencial: o nosso material genético - só ele. Basta ter 46 cromossomos humanos. Não precisa de determinada cor de pele para ser presidente dos EUA, por exemplo. Não precisa sequer ter bons ouvidos para compor grandes sinfonias, como Beethoven, afinal, as obras de arte nada mais são que materializações de eventos mentais (ouvidos não são necessários para audições mentais). Beethoven "ouvia" mentalmente as suas obras - depois disso é que ele as punha no papel. Ou seja, a audição em sala de concerto é a concretização de um trabalho muito pesado e exaustivo que o músico teve antes dela.

Sendo esta a condição do homem, sendo ele capaz do máximo, tendo a sociedade atual acumulado saberes e conhecimento como nenhuma outra antes dela, como é que se pode testemunhar tamanho avanço de ideologias intolerantes e exclusivistas? Como é que o ódio anda tão presente na opinião de tantos "especialistas", alguns dos quais chegam a aconselhar a urgente necessidade de aumento no número de atentados terroristas para que a humanidade possa melhorar? Ainda mais surpreendente que isso, como é que um jornal de grande circulação se permite publicar um texto com este tipo de apologia? Pois o jornal O Estado de São Paulo o fez, publicando um texto desta natureza da autoria de um professor de filosofia da USP (original aqui). Não tínhamos percorrido um grande caminho até chegarmos ao ponto em que estamos? Não temos todos os erros do passado a ensinar-nos as consequências funestas em se privilegiar ideologias de ódio e intolerância? Todos esses tristes questionamentos podem se silenciar diante da simples constatação de que o ser humano é capaz do mal. Ou seja, está inscrito naqueles 46 cromossomos a capacidade de aderir o mal por livre e espontânea vontade. Uma vontade, como já escrevi algumas vezes, libérrima, não determinada por nenhum evento externo, desobediente a qualquer tentativa de condicionamento. Um cão não é assim. Os seus cromossomos não lhe permitem rebelar-se contra um habilidoso destrador. Já os nossos cromossomos nos permitem afastar completamente do bem, ainda que tenhamos sido exageradamente expostos a ele, pois não somos adestráveis em nenhuma circunstância sequer.

Vejam o exemplo dos gêmeos univitelinos, aqueles que são idênticos geneticamente. Seus cromossomos são rigorosamente os mesmos. Eles têm, portanto, pré-disposição idêntica às mesmas doenças, às mesmas habilidades, às mesmas características morfológicas. Geneticamente são a mesma pessoa. Cada uma das células de ambos organismos contém rigorosamente a mesma informação. E, no entanto, como são diferentes! Quem já teve gêmeos idênticos como amigos sabe do que estou falando. Uma vez estejamos familiarizados com a personalidade deles e nunca mais nos confundiremos qual é qual, pois ainda que os genes que regulam todas as suas características sejam absolutamente idênticos, tratam-se de pessoas diferentes. Vejam que basta um sistema genético dar origem a dois portadores independentes entre si para termos duas pessoas muito diferentes entre si. No dia que um dos gêmeos quiser se passar pelo outro, terá de se esforçar por imitá-lo. Terá que se vestir com suas roupas, adotar sua postura corporal, seu modo de falar, seu modo de agir, seus trejeitos, etc. Só então alguém poderá se equivocar confundindo-os. Portanto, o que realmente nos qualifica como humanos é a qualidade de pensar e agir livremente que, como todo o mais, de algum modo muito misterioso está inscrita em nosso código genético.

E como posso ter eu tanta certeza de que a capacidade de pensar está no código genético? Afinal, o mesmo DNA pode dar origem a duas, ou três, ou mesmo quatro pessoas muito diferentes. Oras, goste-se ou não é assim. Um mesmo genoma dá origem a pessoas diferentes pois o pensar diferente está nele. Digo mais: basta o pensar, pois "pensar diferente" é apenas uma categoria dentre várias. O pensar já supõe toda essa liberdade, senão não seria pensar, e sim adestrar. O pensar é como uma seta que "sai" da consciência, uma emissão propriamente dita. Já o adestrar é uma seta que "entra". O cão não pode emitir um juízo, dar uma opinião, sentir-se ofendido - não pode nada! Não faz nada! É adestrável. Quando faz algo é porque foi adestrado a fazê-lo. O ser humano não somente pode negar-se adestrar como geralmente o faz! Pensar é potência do seu código genético. De algum modo está presente esperando para ser ativada. Da mesma forma pode-se dizer que somos maquinistas potenciais, médicos potenciais, engenheiros potenciais, estupradores potenciais, etc. Podemos escolher livremente. Estivessem as características determinadas pelo código genético gêmeos univitelinos sempre tomariam a mesma decisão e, no entanto, não o fazem. É de supreender, pois, que ainda haja quem se pretende nosso dono, ordenando-nos a fazer o que bem entende conforme seus próprios desejos. Surpreende, de fato, que ainda não esteja extinta a categoria de pessoas que pretende subjugar o irmão, anulando-o, aniquilando-o, destruindo-o como se fosse um cão, como se fosse nada.

sábado, 27 de março de 2010

O rabo vistoso do Na'vi inocente e feliz

James Cameron obteve o maior sucesso financeiro da história do cinema com o recente Avatar, defenestrado neste blog (texto aqui) por diversos motivos. Não irei relembrá-los agora mas, por ocasião da visita deste cineasta ao Fórum Internacional de Sustentabilidade, que acontece por esses dias em Manaus, convém fazer algumas observações. Criticando o governo Lula e sua intenção de construir uma hidrelétrica em Belomonte (obra que desalojaria uma população ribeirinha) Cameron disse: "A barragem vai destruir a vida das populações ribeirinhas. Eles são povos ameaçados como os Navi, mas não tem aquelas criaturas aladas para ajudar na luta" (reportagem aqui). Ou seja, Cameron confirma a tese que afirma ser Avatar um libelo anti-desenvolvimentista. Afinal, a história deste filme sataniza quaisquer intentos progressistas com sua simbologia primária: os nativos são povos bonzinhos que vivem em relação de harmonia com a natureza enquanto tudo o que a civilização quer é destruir e matar.

Oras, se o que falta aos ribeirinhos de Belomonte, primos distantes dos Na'vi de Avatar é um modo para se defender, não custaria Cameron dar uma mãozinha, não é? Já que répteis alados estão instintos a milhares de anos, este cineasta poderia comprar-lhes armamentos pesados com os quais poderão se defender da ira positivista da sociedade brasileira, que precisa de energia elétrica para continuar suas práticas "imperialistas". Afinal, por que é que os brasileiros precisam de energia elétrica? Deveriam, segundo Cameron, abandonar as cidades e se converter às religiões que pregam a harmonia com Gaia, a mãe Terra ancestral. A energia elétrica deve ser algo que afasta o homem da realidade encantada da natureza fantástica, fechando-o em um modo de vida artificial e infeliz. Caso a hidrelétrica de Belomonte não fosse construída a harmonia no relacionamento com a natureza não seria abalada.

Mas eu descobri o problema com estes seres artificiais da cidade. Depois de "iluminado" pela tremenda inteligência de Cameron já sei o que há de errado com eles: falta-lhes o rabo. Isso mesmo. Se tivessem a longa cauda presa ao quadril de todo Na'vi eles então poderiam sentir Gaia com toda a sua força ancestral. A ausência de cauda no ser humano condena-o à diferença com as espécies que tratam Gaia com todo o amor. Tivessemos um rabo para manifestar alegria, medo e raiva seríamos puros e lindos como os Na'vi ancestrais. Por isso os ribeirinhos de Belomonte estão condenados à destruição capitalista insensível: falta-lhes a energia animal para se rebelerem, afinal, sem uma vistosa cauda para experimentar a maravilhosa natureza como poderão erguer-se em sua defesa? Acabam sendo apenas o triste retrato de qualquer outra população ribeirinha: analfabetismo, violência doméstica, estupro incestuoso, verminoses, prostituição infantil, etc.

Assim é a maioria dos movimentos eco-chatos: pretendem convencer a opinião pública de que o progresso é nefasto com argumentos que engariam somente crianças de 5 anos de idade. Na falta de crianças que se interessem por este tema, acabam acreditando nas suas lorotas os jovens com idade mental equivalente. Ao contrário do que sugere Cameron com Avatar, o progresso sempre eleva a humanidade. As grandes realizações técnicas do séc. XX levaram a uma melhora incomparável em nosso padrão de vida. Não pretendo, com isso, justificar que se destrua a natureza indiscriminadamente. O correto é avaliar todas essas variáveis com justiça. Deve-se equacionar, a um só tempo, um uso moderado das nossas capacidades naturais às nossas necessidades. Não podemos deixar de investir na produção de energia mais eficaz (a hídrica) porque não se pode mover pobres ribeirinhos de lugar.

Portanto, deve-se sim movê-los de lugar no interesse da amplíssima maioria de brasileiros. Que o governo dê moradia a todos num lugar mais alto. E que a bendita hidrelétrica seja construída! Nosso destino não é ser um lugar atrasado como Cuba. Temos vocação para muito mais que isso. Devemos incentivar um uso equilibrado dos recursos naturais, mas nunca podemos perder de vista as razões pelas quais podemos fazê-lo: para nosso bem e progresso, para que, cada dia mais, possamos evoluir como povo e nação. O controle dos nossos bens naturais por estrangeiros é só mais uma forma cruel de imperialismo e exploração. Cameron é porta-voz daqueles que já destruiram complemente sua natureza e tornaram-se, assim, os mais ricos do mundo. Temos, portanto, uma chance sem-igual: progredir através de um uso racional dos recursos naturais. Não devemos dar atenção a estes que querem nos ver como a Cuba atrasada e autoritária.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Que tal um gel redutor de obesidade?

Já ouvi um endocrinologista dizendo que o descobridor da cura para o obesidade, se houver, certamente ganhará o prêmio Nobel de medicina. Estar acima do peso ideal torna-se, cada dia mais, a razão principal pela qual as pessoas adoecem, pois acarreta enormes prejuízos ao organismo, especialmente ao sistema circulatório. Uma solução para a obesidade é particularmente difícil pois envolve uma série de fatores diferentes: desde uma pré-disposição genética ao acúmulo de tecido adiposo, até intrincados fatores psicológicos, passando pela complicada questão do estresse e da cobrança por excelentes resultados na contemporaneidade. De fato, após pensar um pouco, cheguei à mesma opinião daquele endocrinologista: a cura da obesidade garantirá o Nobel de medicina ao seu descobridor.

Mas como solucionar problemas tão diferentes entre si? Como satisfazer, a um só tempo, psiquismo e hormônios? A solução talvez seja menos difícil. Que tal um produto capaz de ocupar o estômago artificialmente, dando uma maior sensação de saciedade? Imaginem uma substância que, em contato com o ácido clorídrico do estômago, torne-se um gel espesso, favorecendo a percepção de saciedade? Notem que ainda que um produto como este se torne possível algum dia, ele não solucionará o problema em definitivo, pois todas as causas psicológicas da obesidade continuarão atuantes no paciente. Ou seja, no dia que essa substância não for mais administrada a pessoa engordará novamente. De qualquer forma, um tal gel seria uma grande conquista na luta contra a obesidade pois, ainda que não solucione o problema em todas as sua causas, o simples fato de favorecer a perda de muitos quilinhos extras acarretará um enorme benefício metabólico para o obeso.

Agora a boa notícia: esse gel está sendo desenvolvido e entrará em breve no mercado. Percebam que ao ocupar o estômago pelas 8 horas de atuação previstas é como se a pessoa fizesse uma cirurgia de redução deste órgão - a redução no seu espaço de absorção é semelhante. Há uma grande diferença a favor do gel: evita-se uma cirurgia drástica que é praticamente uma amputação, preservando, assim, a integridade do organismo. Talvez, todavia, as coisas não aconteçam exatamente como estou descrevendo, afinal, trata-se de um produto em fase de pesquisas. Mas é difícil conter a excitação diante de uma proposta tão inteligente. Se de fato funcionar, este gel será uma revolução na medicina. Pode não render o Nobel (pois não destrói em definito a tendência à obesidade), mas tenho certeza que milhões de pessoas serão eternamente gratas a equipe de pesquisa que o desenvolveu.

terça-feira, 23 de março de 2010

Bronquite: mitos e realidade

É sempre um tanto interessante rever certos conceitos equivocados que absorvemos automaticamente por influência social. Quantos de nós ainda não estão convencidos de que natação é o melhor esporte para os portadores de asma? Vem a calhar, portanto, a entrevista do Dr. Barros Franco à Globo News, que explica à luz dos conhecimentos médicos atuais o que é realidade e o que é fantasia no tratamento da bronquite. Por sinal que fazia tempo que desejava criar o marcador Medicina/saúde mental, no qual incluiria posts como este e outros tantos que versam sobre o mesmo assunto. Está feito.

domingo, 21 de março de 2010

Um vídeo interessante pra interromper meu silêncio

Ai, ai... Postar ou não postar: eis a questão. Minha vidinha anda tão boa afastada do blog. Creio que vocês estão me entendendo bem, não? Adorei cada instante do blog. Em todos esses dias que estive afastado (mais de um mês) tive ideias para diversos textos, tão bons quantos os anteriores, mas preferi não escrever nada por comodidade. Pra que dar minha opinião? Eu sei que vocês são mais de 400 leitores diários (o fato de o número de visitas não ter caído em mais de um mês sem textos continua me surpreendendo), mas a verdade é que a maioria das pessoas não se interessa pelas coisas interessantes e/ou importantes. Sei que vocês não são assim, é certo, mas ainda sou bastante capaz de relativar minha importância que, diga-se de passagem, é nenhuma. Pra que então esquentar a cabeça? Ainda que eu tenha amado o blog, ainda que vocês sejam, na grande maioria, pessoas muito inteligentes, escrever aqui é procurar brigas. Não tenho mais paciência para gastar com pessoas das quais discordo - elas que vão procurar a própria turma - o que não falta neste mundo é buraco onde se perder. Para corrigir esta questão estive pensando em desabilitar completamente a função de comentários. Talvez assim me anime a escrever um pouco mais; a garantia de que nenhum infeliz haveria de me questionar com mais das mesmas baboseiras de sempre poderia me animar. Por hora, voltei apenas para publicar o vídeo que segue. Acho que vocês são capazes de compreendê-lo.