Está acabando. O problema é que ainda não acabou. É sempre engraçado como ficamos sem energia no fim de semestre. Já não tenho mais ânimo pra nada. Conto os dias, as horas, os segundos para as férias. Desta vez está bem pior, porque a instituição em que curso medicina inventou uma série de trabalhos que não existiam nos semestres anteriores. Falta pouco para eu entregar qualquer coisa apenas para não zerá-los, pois não dá pra tirar energia pra conclui-los em certo nível de qualidade do nada. Sério que, para além das provas naturalmente estressantes, devo escrever um artigo científico, dentro de sérios parâmetros de publicação? Eu, mísero aluno da graduação? Até o faria, se tivesse energia. Mas já cheguei ao ponto em que só quero saber de férias!
Não que eu tenha apertado o botão do f*&%-se; ele que se apertou sozinho! Sabe aqueles botões pré-programados que, em determinadas condições, acionam-se automaticamente? Pois é. Não está dando pra encarar pilhas e pilhas de livros com o alarme das férias soando no ouvido. Além disso, ao invés de me ajudar a mobilizar energia, o estresse com o tal artigo está roubando até mesmo meu estímulo de estudo. Com o botão do f*&%-se ligado, estou me limitando a fazer o mínimo. Se necessário for, durmo 10, 12 horas por dia, mas não ficarei mais doente em fim de semestre, pra depois desperdiçar metade das férias me recuperando de pneumonia, como aconteceu no fim do primeiro semestre. Portanto, muito obrigado botão do f*&%-se!

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