quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Perene, a Igreja subsiste aos movimentos anti-cristãos

Para que nos preocuparmos com quaisquer iniciativas anti-cristãs, esquentando a cabeça? Não vejo necessidade alguma disso. Basta que respondamos com dignidade a elas, explicando os motivos pelos quais são inadequadas. Em alguns casos, quando a campanha anti-cristã for encabeçada por pessoas com alguma sensatez, pode haver uma tomada de consciência, e posterior retração. Já quando similar campanha for comandada por gente orgulhosamente insensata, a resposta cristã deve ser emitida não para convencer seus líderes do contrário, pois isso será impossível, mas para dar bom exemplo para as demais pessoas. Basta isso e entregar a Deus, o maior ofendido; afinal, segundo as Escrituras, a Igreja é o Corpo do qual Ele é a Cabeça. Ofendê-la é ofendê-Lo.

Em se tratando de certa gracinha que anda circulando pela internet, como o Vaticano já lançou nota criticando-a, não temos porque esquentar a cabeça. Se alguém nos perguntar a respeito, devemos responder com a caridade que esperam de nós. Se não pudermos fazê-lo deste modo, melhor nos calarmos. Além do que, o que são os inimigos da Igreja diante dela? Há milênios que diferentes movimentos a ela contrários sucumbem diante da sua magnificência. No século XIX, Augusto Comte, criador do positivismo, esperava discursar em Notre Dame de Paris sobre sua ideologia em no máximo 10 anos, tempo que levaria para o cristianismo desmoronar. Se os anti-cristãos são pessoas insensatas a este ponto, por que nos preocuparmos com eles?

4 comentários:

Anônimo disse...

É um pouco triste que alguns cristão pensem que podem ser efetivamente perseguidos. Como poderia uma classe religiosa que é maioria esmagadora no mundo ocidental sofrer "bullying" de movimentos "anti-cristãos", sendo que todas as outras religiões unidas tem menos da metada dos adeptos do cristianismo?

Isso não existe. Nesse artigo mesmo, o autor fala em "movimentos anti-cristãos", mas cita apenas um único filósofo como exemplo. Um exagero, pra não dizer uma desonestidade intelectual.

O mais triste é que as igrejas cristãs fazem esse "bullying" com diversas classes sociais: os homossexuais, as mulheres, os negros, os índios, os ateus... Todos estes já passaram em algum momento histórico (ou ainda passam) pelo preconceito de fundo religioso. É apenas para isso que a religião serve: realçar nossas diferenças e nos dar mais um motivo para odiarmos e discriminarmos nossos semelhantes.

Henrique Rossi disse...

Comentário interessante, anônimo. Em parte, você está certo, afinal, a maioria da sociedade ainda é cristã e, no Brasil, católica.

O problema, todavia, não está entre os cidadãos comuns. O ódio anti-católico não impera da classe média para baixo. Mas nas classes altas, no meio cultural e no meios de comunicação, o ódio anti-católico é absurdamente ativo e grosseiro, como a campanha da Benetton, divulgada e cancelada hoje, demonstra.

Já se a religião é fator de divisão entre as pessoas, discordo. Uma união como você parece sugerir pressuporia até mesmo o fim dos times de futebol, afinal, só assim não haveria nenhuma fronteira. Pelo contrário, as pessoas têm de ser livres para se associarem como quiserem. A religião é, antes, fator de união entre as pessoas.

Quanto aos movimentos anti-cristãos, você não pode ter falado sério, ou ignora a história. Desde o seu surgimento, o cristianismo tem enfrentado inimigos terríveis. O primeiro deles, apenas o Império romano, mas venceu-o. Como venceu cada um dos inimigos posteriores; os bárbaros, por exemplo; os muçulmanos, em seguida; e daí por diante. Ou será que, em nome da inclusão, os cristãos deveriam ter aceito passivamente a sua destruição, como estes movimentos pregavam? Ora, mesmo no período de suposta primazia católica, a tão injustiçada idade média, muitas foram as heresias e, em nome das práticas injustas de alguns estados bárbaros não plenamente evangelizados, quanta impropriedade é dita contra a Igreja. Com a Revolução Francesa inicia-se a era de francos ataques e perseguições à Igreja, muitas vezes com a morte de milhares de fiéis, como na própria revolução francesa, que tirou centenas de religiosas de seus mosteiros para enforcá-las nas ruas; mas temos também, em pleno séc. XX, em plena Espanha, o massacre de aproximadamente 300 MIL pessoas envolvidas com a Igreja durante a guerra civil espanhola, muitas das quais já foram beatificadas. No comunismo ateu, então... Posso ficar aqui dias enumerando as vítimas cristãs da perseguição contra a Igreja... Ainda hoje, na Índia e no Iraque são mortos dezenas de cristãos em diversos ataques.

Regis Augusto disse...

INteressante post. E recai no meu pensamento sobre o assunto. O problema do mundo não é a religião, de qualquer matiz. Nem qualquer doutrina filosófica. Nem o ateísmo. São aqueles que se utilizam de seus meios intelectuais para transformá-los em instrumentos de dominção. A prórpia igreja, e mesmo os seus adversários doutrinários, possuem em seus corpos filosóficos doutrinas belíssimas, o suficiente para todos viverem bem. O problema, novamente, não é doutrinário. É humano. Li em certo blog que o blogueiro, ateu "xiita", não descansaria até ver a última igraja queimar, pois não admitia uma doutrinacom a qual não concorda dominar sua vida. Não resisti e postei nos comments que ou ele era mal-resolvido ou morava com a mãe. Não sou católico. Mas se não gosto, não critico, assim como não gostaria de ser criticado (o que, aliás, é um belo princípio da filosofia cristã: não façais aquilo que não gostria que te fosse feito. Se ele critica os abusos da inquisição, especialmente a espanhola, não deveria ser responsável pelas mesmas atitudes num tempo moderno onde sabemos da atrocidade que isso representa.

Enfim, o problema não é de religião ou não. O problema é de vivência!!!

Henrique Rossi disse...

Obrigado pelas suas interessantes observações (para ficarmos em termos familiares), hehe..