terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Abrindo 2012, Folha de S. Paulo insulta os cristãos

Todos gostamos de uma boa festa, especialmente quando há bons motivos para comemorar. No meu caso, não sou exceção, mas confesso nunca ter gostado muito da festa de ano-novo; sempre me pareceu uma comemoração sem sentido. Afinal, por que estourar champanhes apenas pela mudança de um dígito no calendário? Nunca me pareceu lá um motivo muito bom. Mas, pelo visto, a maioria discorda, e considera esta mudança numérica uma grande razão pra festejar. Então, costumava ficar meio emburrado durante as passagens de ano. Mas, de uns tempos pra cá, evitando chatear-me, comecei a comemorar, mesmo que ainda um pouco constrangido em fazê-lo. Assim, aceitei o convite de meu pai de passar a "virada" pra 2012 em Ubatuba, o réveillon perfeito dos taubateanos. Cheguei um dia antes e, no dia 31, por volta das onze e meia, fui à praia ver os fogos. Pra variar, não foi nada demais. De qualquer forma, foi melhor que ficar emburrado. Cumprida a obrigação (afinal, festejar neste país é um dever cívico), fui para casa dormir a primeira noite em dias sem rojões inconvenientes.

Acordei de minha primeira noite dormida em 2012 e o mundo não havia acabado. Resolvi passear na praia do centro enquanto minha família dormia. Não fazia sol, mas também não chovia. Havia uma atmosfera de paz. Caminhando, passei diante de uma banca de jornais e vi a capa da primeira Folha de S. Paulo de 2012, cuja parte superior vai exibida acima (se clicar na imagem, poderá ver todos os detalhes). Em destaque, uma charge do cartunista Angeli, que sempre admirei. Aproximei-me e vi a figura de um velho com um cajado, significando o ano de 2011. Ele estava fotografando os acontecimentos que se deram em sua existência. Logo me chamaram a atenção três pequenas figuras, um bispo, um pastor e um encapuzado gritando, em maiúsculas: "FORA ATEUS! FORA NEGROS! FORA GAYS!" A mensagem não poderia mais clara: segundo o cartunista, as igrejas cristãs são radicalmente contra ateus, negros e homossexuais, a ponto de merecer serem representadas junto de uma figura que remete à Klu Klux Klan, organização extremista americana que prega a supremacia branca.

O passeio perdeu um pouco do seu brilho, tamanho destaque dado a tamanha mentira. Afinal, nenhuma denominação cristã sustenta semelhantes posições. O que uma ou outra seita de amalucados diz não pode ser atribuído aos cristãos, que tantos sacrifícios têm feito pela humanização da vida neste planeta em inúmeras obras de caridade espirituais e corporais. Mesmo um pastor severamente contrário às práticas homossexuais como Silas Malafaia sempre sustenta que a pessoa com esta tendência deve ser respeitada e tratada com caridade cristã. Se nem ele prega a exclusão de homossexuais, que dirá os bispos católicos, geralmente tão cuidadosos e caridosos. O mesmo vale para a relação entre cristãos e ateus, com os quais as divergências nunca significaram o desejo de censurá-los ou exclui-los. Mas a acusação de que os cristãos pedem a exclusão dos negros atingiu graus patológicos. Por um instante, parecia que 2011 não foi um ano do século XXI e que os Estados Unidos, este sim um país que sofreu com o preconceito racial, não são atualmente governados por um negro.

Normalmente, os cristãos aceitam calados este tipo de acusação infundada. Estrategicamente posicionados, os ideólogos do secularismo aproveitam-se desta passividade para advogar a exclusão dos cristãos da vida pública, esforçando-se por fazer parecer anacrônicas as suas posições. Ou seja, fazem contra os cristãos justamente aquilo que acusam os cristãos de fazer. No momento atual, a situação lhes é tão favorável que mesmo a Folha de S. Paulo não se intimida em atacar brutalmente os cristãos com sérias acusações sem fundamento na capa de sua primeira edição do ano. Seria apenas uma charge qualquer se estivesse dentro do jornal; assim, seria apenas a opinião do cartunista. Mas, pela forma como foi publicada, é impossível negar que a charge expressa também a linha editorial do jornal, propagando a ideia de que os cristãos são pessoas fanáticas cujas opiniões extremistas devem ser sempre combatidas. Em outros tempos, a Folha talvez fosse mais discreta. Na sociedade contemporânea, não mais receia associar-se mesmo às mentiras e aos preconceitos mais evidentes.

Os cristãos precisam se atentar para a secularização agressiva da sociedade, cujo principal objetivo é negar-lhes a cidadania plena, desautorizando as suas posições. É de se perguntar se esta ainda é uma realidade distante, afinal, um grande jornal brasileiro demonstrou ser possível propagar mesmo as piores mentiras anti-cristãs como se fossem verdades sem que ninguém se importasse com isso. Trata-se de uma grave injustiça, afinal, não há maior força positiva no mundo que a cristandade, que sempre se alia aos mais desvalidos enquanto luta pela instauração de um mundo mais igualitário e fraterno. Porém, como a força que move o coração cristão origina-se de princípios sólidos, uma sociedade cada vez mais relativista, avessa às noções de certo e errado, não se envergonha de mentir a respeito dos cristãos, apesar do bem que eles fazem, contanto que a firmeza das posições deles seja questionada. Neste sentido, mesmo a mentira mais deslavada deve ser propagada desde que colabore com a decadência do cristianismo, um valor estranhamente absoluto para quem se pretende relativista.

Apesar destes pesares, depois que eu tirei os olhos do jornal, reparei como a praia continuava linda. Pra quem não sabe, Ubatuba é uma dádiva da natureza; centenas de praias entrecortadas pela exuberante mata atlântica. Sempre estará lá com suas belas pracinhas, suas ruazinhas apertadas e seus calçadões vistosos, nos quais é tão gostoso correr. Ubatuba é uma realidade; não é a fantasia perturbada de um ideólogo reformista. Assim também a fé cristã é real, palpável. Não é qualquer ventania rebelde que pode derrubá-la. Ainda que muitos cristãos se furtem ao dever de defender seus princípios, sua fé permanece por virtudes próprias, principalmente por não ser invenção de nenhuma mente humana, mas uma revelação do próprio Deus, que se dignou resgatar-nos apesar das nossas traições. Assim, não há fantasia que possa vencê-la porque não há ficção mais forte que a realidade. Não sou um cristão indiferente porque sei o preço que meu Senhor pagou na Cruz para que eu pudesse conhecer a verdade; e a verdade, meus caros, a verdade me libertou. Permitam que ela também os libertem.

2 comentários:

AF disse...

Isso nem surpreende: a folha sempre foi um jornal esquerdista, cheias de matérias pró-sodomia, crítica aos cristãos, apologia à esquerda, etc.

Por isso que defendo que tem que haver uma postura muito agressiva com toda a mídia que se recusa mostrar muitas coisas sobre o islamismo, sobre o racismo de negros contra brancos, sobre o abuso de crianças por parte de gays, etc.

Quando há algum caso de corrupção na greja a mídia faz aquele estardalhaço, como se o cristianismo pregasse isso, mas quando os mulçumanos fazem coisas muito piores, inspiradas no próprio alcorão a mídia faz o possível para não relacionar isso ao islamismo e até muda as palavras.

Quando há um abuso de crianças na igreja a mídia já sai soltando foguetes, sem averiguar, sem deixar claro que o cristianismo não prega essas coisas, sem mostrar que muitas vezes os padres são homossexuais, mas quando há um abuso por parte de homossexuais a mídia já não fala NADA.

E quando há um racismo contra branco por parte de negros? E o genocídio de brancos da África do Sul? E as gangues de negros que atacam muitos brancos nos Estados Unidos? (no Brasil felizmente não tem isso, pois os negros daqui são muito simpáticos comparados aos de lá, mas creio que vai começar ou até está já está tendo com essa estimulação ridícula de cotas raciais, quilombos, etc., aí a mídia daqui fará igual a de lá)

Tem também um outro exemplo demonstrado pelo Reinaldo Azevedo em que um estudante negro do Piauí ficou cego de um olho pela polícia de lá, que é um Estado governado pelo PSB e pelo PT e a mídia nada falou, mas aquele caso em que um policial foi chamado de racista por chamar a atenção de um baderneiro da USP recebeu atenção do Brasil inteiro.

Esses quatro casos mencionados são amostra da parcialidade da mídia. Pequenas amostras, mas tem muito, muito mais.

Tem sim que haver uma postura dura e agressiva contra esses jornais.

Talvez com o avanço da internet, muitos jornalistas, ao liberarem os comentários em seus sites viram que não eram deuses. Viram que não eram como muitos políticos e juízes que fazem o que querem achando que o povo é bobo. Alguns, jornalistas é claro, vão continuar tendo essa postura tendenciosa, esquerdista e burra, pois falar com a maioria dos esquerdistas é como falar com paredes, mas muitos blogs convervadores como este mostram verdades que a mídia se recusa a mostrar e os corrigem, e talvez, alguns jornalistas reconheçam isso.

Mesmo assim, uma postura contra todo esse jornalismo tendencioso tem que ser muito maior.

Henrique Rossi disse...

AF, só depende de nós!