sábado, 28 de janeiro de 2012

Cartunista famoso quer entrar na Justiça para usar o banheiro feminino

Surge mais uma polêmica envolvendo o homossexualismo. Pra quem não sabe, o cartunista Laerte está causando revolta por querer entrar na Justiça pelo direito de usar o banheiro feminino de estabelecimentos comerciais. Já faz alguns anos que ele ocasionalmente se veste de mulher. Esta iniciativa foi motivada por um episódio recente ocorrido em um restaurante. Uma senhora sentiu-se incomodada pela presença do cartunista no banheiro das mulheres e reclamou com o gerente da casa, que, por sua vez, avisou Laerte que ele deveria usar o banheiro dos homens. Então, insatisfeito com a situação, que lhe pareceu discriminatória, Laerte reclamou com a coordenadora estadual de políticas para a diversidade sexual, Heloísa Alves, que lhe recomendou que entrasse na Justiça. Em resposta a esta situação surreal, estão surgindo na rede diversas manifestações contra o cartunista, várias delas da parte de homossexuais, que estão revoltados por achar que a atitude egocêntrica do artista colabora com a discriminação contra eles. De fato, não é difícil perceber que estão certos; se a sociedade já acredita que homossexuais são pessoas escandalosas e excêntricas, qualquer atitude que reforce esta percepção colabora com sua continuidade.

Da minha parte, concordo que tal solicitação à Justiça é completamente descabida. Afinal, Laerte continua sendo o homem que sempre foi, desde a sua aparência externa até as moléculas que compõem seu DNA. Não há kit de maquiagem ou item de vestuário capaz de alterar essa realidade. Portanto, é perfeitamente normal que qualquer mulher sinta-se incomodada pela presença de um homem em um recinto onde ela pode eventualmente ser vista em situação de exposição íntima. Assim, como todos parecem concordar, é justa a indignação da senhora que se incomodou com a presença de Laerte no banheiro feminino e reclamou com o gerente do restaurante. A campanha contra o cartunista está se tornando cada vez mais forte nas redes sociais e nos meios de comunicação onde o fato é noticiado. De fato, há de se lamentar pela exposição que o próprio Laerte está fazendo de sua situação; não bastasse andar por aí ocasionalmente vestido de mulher, ele ainda se afirma interessado em entrar na Justiça por um direito que lei nenhuma lhe dá: ser reconhecido por toda sociedade como alguém de gênero diferente do dele, tentando obrigar os demais a agir, na maioria dos casos, contra a própria consciência e contra os próprios valores.

Assim, esta situação contribui para acirrar os ânimos em relação às reivindicações dos movimentos homossexuais. A muitos parece que Laerte se sente no direito de ir à Justiça por este motivo absurdo porque os homossexuais já se consideram acima das demais pessoas. Concordo; porque se a homossexualidade não estivesse sendo defendida sem cessar pela mídia, dificilmente alguém se sentiria justificado em solicitar o direito de usar os banheiros do sexo oposto; afinal, ninguém pode questionar o modo como os outros lidam com a própria intimidade. Felizmente, tentativas como esta são restritas aos poucos com maiores dificuldades de identificar-se com os valores da sociedade. Expor as provocações destas pessoas às demais, ao invés de ajudá-las, colabora com o aprofundando das diferenças existentes. Assim, uma abordagem ética de situações semelhantes deve pressupor discrição da parte dos meios de comunicação, para que, ao invés de se reforçarem as barreiras que separam o homossexual provocador da sociedade, tornando ainda mais difícil a sua identificação com os valores normais, seja facilitado um possível apaziguamento das tensões, auxiliando na cicatrização mesmo das feridas mais profundas.

1 comentários:

Anônimo disse...

Ridículo!